Instamonth – Abril, Maio, Junho e Julho 2016

Em 28.08.2016   Arquivado em Instamonth

Quem acompanha o blog sabe que ~todo começo de mês~ tem um post que eu adoro fazer por aqui: o Instamonth. Mas, bem… Não foi assim nos últimos quatro meses. O blog andou mais ou menos atualizado nesse período, o meu instagram também. Acabei não fazendo o resumão do mês que eu amo tanto.

Como eu pretendo voltar com a frequência de posts, eu quis voltar um pouquinho no tempo e fazer esse acumuladão do quadrimestre (haha) para não pular essas fotos e ficar chateada com isso no futuro (porque já aconteceu, sabe? rss). Então, sem mais delongas, vamos ao resumão!!! :D


Pra começar, preciso dizer que acho que nunca houveram tantas selfies no meu feed como nesse período! Tá certo que tá um tempão juntado, mas são apenas 20 fotos e CINCO delas são selfies. Alguém anda mais aparecidinha, quem diria? :P
E nessas fotos deu pra perceber que a minha transição capilar chegou ao fim e eu nem falei sobre isso aqui no blog, né? Vou providenciar um post contando tudinho, prometo!

Abril foi super legal, porque finalmente fui lá pra Pedra do Baú para subí-la (e não subi, mas não vamos falar disso de novo, né? haha)

Maio é o mês mais lindo, porque os dois serumaninos mais queridos do universo fazem aniversário nesse mês: eu e o Melman! s2

Junho também foi o máximo, porque conheci o Amantikir Garden, um lugar muito lindo e mágico que fica lá em Campos do Jordão, e descobri que eu PRECISO de um gato bem lindo e fofo pra ser meu filho, irmão do Melman e alegrar ainda mais os dias aqui em casa! *-*
Também foi o mês do meu aniversário de casamento! Já são cinco anos de muito amor e cumplicidade. Te amo, zizo!

Em Julho eu coloquei em prática o meu projetinho fitness, o Without Fat. Ele acabou ficando apagadinho logo em seguida, mas quero continuar pensando em uma forma de compartilhar esse novo estilo de vida com vocês. Já não tenho certeza se um instagram separado (criei o @fitness_cami) é a melhor forma. Vamos aguardar os próximos capítulos, né? haha


Acho que é isso, gente! O próximo Instamonth (de Agosto) já tá quase chegando. Tenho váááárias outras novidades para compartilhar com vocês. Segue lá para saber de tudo e conversar comigo “em tempo real” @cami_mrtns! :D

Amantikir Garden – Campos do Jordão – SP

Em 17.08.2016   Arquivado em Fotografia, Lugares

Fazia tempo que eu queria conhecer o Amantikir Garden. Finalmente conheci e já faz quase dois meses, mas só agora vim compartilhar com vocês esse lugar maravilhoso. Egoísta, né?

O Amantikir é localizado em Campos do Jordão, em uma propriedade privada. O parque é um lugar maravilhoso para entrar em contato com a natureza. É composto por mais de vinte jardins, cada um inspirado em um país diferente.

Fiz muuuuuitas fotos, é claro, e vim compartilhar algumas com vocês. Não ficaram como eu queria, mas espero muito que gostem e consigam sentir um pouquinho da paz que senti quando estive lá.

É claro que tinham lavandas e é claro que eu fotografei todas! Essas estavam logo em frente ao primeiro jardim, o Patamares. Uma dica que preciso dar é: se atentem aos jardins. Logo que entrei, passei por uns três sem perceber que “já haviam começado”. Eu estava esperando uma área enorme para cada um deles, mas são pequenos (mas nem por isso menos belos).

Eu sou apaixonada por cactos e suculentas, então o jardim árido foi um dos meus preferidos. Fica logo no começo.

Tem uma estufa enorme por lá. Também faz parte do passeio conhecê-la. Eles não vendem nenhuma muda, todas as plantas cultivadas na estufa são utilizadas na manutenção dos jardins.

Quando eu estive visitando o parque, em junho, haviam dois filhotinhos de gatos muuuuito fofos, que sofreram demais nas minhas mãos! Me apaixonei por eles e se eu fosse uma pessoa muito malvada e egoísta, tinha roubado um pra mim! *___*


Nessa foto dá pra ver o labirinto, ao fundo, que é lindo e bem gostoso de “descobrir”. Também dá pra ver o espelho d’água e o jardim que tem uma lareira.

Detalhe do Jardim Japonês.

Maitacas sendo muito lindas enquanto comiam pinhão! Fiquei deslumbrada nessa cena e fiquei vários minutos admirando e fazendo várias fotos, até que elas voaram. Acho que estavam no Jardim Francês.

Pra finalizar a sessão de fotos, a minha foto preferida: que não poderia ser de outra coisa senão lavandas. Essas foram fotografadas no Lago das Pontes, que tem inspiração oriental.

Mais informações

Como falei no começo, o Amantikir é uma propriedade privada. A entrada não é gratuita e normalmente é cobrado o valor de R$30,00 por pessoa para visitar o parque. Estudantes, idosos e aposentados pagam meia entrada. De segunda a quinta-feira (exceto em feriados e período de férias escolares) tem desconto de R$5,00. Grupos acima de 10 pessoas, com agendamento prévio, pagam R$10,00 cada.

Localização: você pode encontrar o endereço, o mapa e outras informações sobre localização diretamente no site.

E para conhecer um pouco melhor o Amantikir, além de visitar o site oficial, eu os convido a ler esse post que a Tamara fez, com fotos maravilhosas e vários detalhes que não estão aqui.

Eu gostei muito do passeio e o recomendo a todos que visitarem Campos do Jordão. Talvez a entrada seja um pouco cara, mas não é um passeio que será feito todos os dias e é um lugar único. Vale muito a pena!

Mais 8 filmes para você ver na Netflix

Em 10.08.2016   Arquivado em Filmes

Depois dos posts de planner, as listas de filmes para assistir na Netflix são os posts que vocês mais gostam de ver por aqui. Como estou super em dívida com os planners que prometi, não custa nada chantageá-los emocionalmente com uma listinha de oito filmes que vi recentemente e estão disponíveis na Netflix para você ver agora mesmo.

A lista está super eclética: tem filmes para todos os gostos. Eu gostei de todos, mais de uns do que de outros – e ainda houveram os casos onde eu odiei o final, mas classifiquei a experiência geral como muito válida, por isso vou falar deles, mas não vou contar de qual(is) eu não gostei do fim, para não estragar a surpresa do final clichê para vocês, tá? hahaha

Tem drama, tem terror, triller, romance, filme fofo, filme angustiante… Faça sua escolha, pega a pipoca e aperta o play!

Viver sem Endereço

Já adianto que esse foi o filme que mais me tocou nessa lista e está entre os que mais me tocaram ao longo da minha vida. Ele conta a história de dois moradores de rua vivendo em Nova York e me fez rever todos os (pre)conceitos que eu tinha sobre essas pessoas até hoje. É um filme para mudar a sua vida, eu garanto. Se você gosta de drama, é a escolha certa para assistir agora mesmo.

Boneco do Mal

Esse é quase uma trapaça, porque eu não vi na Netflix, mas no cinema. É super recente, mas a Netflix já lançou. É sobre a história de uma americana que vai trabalhar como babá na Inglaterra, mas quando chega lá descobre que está sendo contratada para tomar conta de um boneco. É um terror/suspense interessante e eu gostei.

Floresta Maldita

Eu tinha visto o trailer desse filme no cinema, mas acabei perdendo o lançamento e não assisti. Quando vi na Netflix logo coloquei na minha lista e assisti no fim das minhas férias. Conta a história de uma americana que tem a irmã gêmea trabalhando no Japão. Sua irmã desaparece em uma floresta local, mas a polícia se recusa a fazer buscas, já que a floresta é conhecida como o local onde as pessoas vão para se suicidar. Então ela mesma decide encontrar sua irmã, pois tem certeza que ela está viva. O problema é que não se trata de qualquer floresta e coisas estranhas começam a acontecer…

Ligados Pelo Amor

Assisti esse filme junto com o Arthur, depois de procurarmos por horas por algo para ver (quem sempre?). Sem muitas expectativas, sabe? Me surpreendi. O filme consegue ser leve, apesar de tratar de temas bem profundos, como adultério, drogas na adolescência, brigas entre pais e filhos… Eu realmente gostei do filme, me envolvi com a história toda. É um drama, mas como eu já disse, é leve. Além disso, tem umas pegadas divertidas/inteligentes que me conquistaram.

Confiar

Já esse, não é um filme leve. É puramente drama. Te agonia, desespera, do começo ao fim. Ele trata de abuso sexual, pedofilia, crise familiar… Confesso que não é meu estilo preferido, mas eu gostei mesmo assim. A história é sobre uma adolescente que começa a se relacionar pela internet e acho que já dá pra imaginar o que acontece pela minha introdução. É forte, revolta… Acho que tem que estar em uma vibe desse tipo de filme para gostar.

Infidelidade

Mais um filme que escolhi aleatoriamente (sem muita base porque as sinopses da Netflix são tão boas quanto as minhas! hahaha) e junto com o primeiro, posso dizer que foi o filme que mais me deixou impressionada (no sentido de ficar com a história na cabeça por dias). O nome já introduz sobre o foco principal: uma mulher de meia idade começa a trair o marido com um cara mais novo. O filme é extremamente sexy, mas cheio de tensão. Não quero falar muito para não estragar, mas vou adiantar que esse não é um dos que mencionei que pode ter final clichê.

The Babadook

Filme de terror – um dos meus gêneros preferidos na vida. Eu já tinha lido várias críticas positivas a respeito dele, por isso assisti. Gostei. Mas é uma história quase clássica: uma mãe que cria sozinha um filho que começa a “criar” fantasmas “em sua mente” e paradas super bizarras começam a acontecer.

Olhos da Justiça

Esse é um desses suspenses policiais envolvendo um assassinato. Super anos 90. Mas o que mais me chamou a atenção nele foi a cronologia: ele se passa em dois momentos distintos, quase um “durante e depois” do assassinato retratado, mas essa troca de “cenário” é sutil e confesso que a burrinha aqui demorou pra pegar o ritmo e entender a pegada do negócio. A vítima de assassinato em questão é a filha de uma policial do departamento onde estão fazendo a investigação, então o negócio fica mais tenso e diferentão do resto dos filmes do mesmo gênero, por causa dos sentimentos envolvidos. Eu indico.


Gostaram das indicações? Já viram algum da lista? A lista toda? Ficaram curiosos com algum título? Esqueci de mencionar algum filme super legal que você viu por lá recentemente? Me conta nos comentários!!! Vamos falar sobre filmes, eu adoro! *-*

Projeto Without Fat

Em 25.07.2016   Arquivado em Without Fat

Eu relutei bastante para escrever esses post e fazer todo esse alarde que farei agora. Mas tô aqui!

Desde o começo do ano eu estou tentando levar uma vida mais saudável. Não vou mentir, o principal objetivo sempre foi emagrecer. Não tô querendo dizer que todo mundo deve fazer o mesmo que eu e/ou que para se sentir bonita(o) você deve ser magra(o), ok? Mas é o que eu quis para mim.

Sempre tive tendência a engordar. Fui gordinha por toda a infância e adolescência, emagreci pra valer quando tinha 19 anos, mas acabei recuperando o peso lentamente nesses anos seguintes.
Recomecei esse processo como uma resolução de ano novo que tinha que funcionar. Porque já são alguns anos novos com a mesma promessa que nunca era cumprida.

Desde 05/01/2016 eu estou na tão famosa reeducação alimentar, que me fez perder 14 kg nesses últimos 6 meses e meio – menos até, já que nos últimos 2 meses eu praticamente só mantive a balança estável, especialmente por ter me permitido fins de semana com a alimentação mais livre.

Estou recomeçando a minha alimentação saudável em tempo integral e agora também me matriculei (enfim) na academia. Ainda faltam pelo menos 10 quilos pra subtrair na balança e já estava mais do que na hora de compartilhar aqui no blog, que é um verdadeiro diário para mim.

Estou superando minha vergonha dos números e criei até uma conta nova no instagram, dedicada a essa grande mudança que estou buscando em minha vida. Quem quiser acompanhar é só seguir @cami_withoutfat e acompanhar as postagens aqui no blog, pela categoria “Without Fat” (que ganhou até um subdomínio dedicado: whitoutfat.subexplicado.com).

Criei esse projeto (com um nome bem ambicioso – “without fat” em tradução livre significa “sem gordura”, que é como eu quero estar daqui alguns meses haha) para me motivar e motivar quem mais quiser entrar nessa luta comigo! O post de hoje é só para apresentar essa proposta para vocês, mas pretendo estabelecer alguma frequência de postagens sobre esse assunto!

Estou animada com essa nova eu e espero muito que se animem comigo. Não precisa ser por emagrecimento ou vaidade, nunca é cedo ou tarde demais para ser saudável!

(O dia em que eu não subi a) Pedra do Baú – São Bento do Sapucaí – SP

Em 08.07.2016   Arquivado em Blog, Lugares

Eu até poderia ter intitulado esse post com o nome da pedra que eu de fato subi (a Ana Chata), mas isso não seria honesto. Afinal, eu fui até São Bento do Sapucaí para subir a Pedra do Baú e eu falhei. Não me orgulho disso, mas desisti faltando pouco. Já faz tempo que deveria ter escrito esse relato, pro registro ser fiel aos sentimentos. Mas antes tarde do que nunca (sempre será meu lema!).

Preciso avisar: senta que lá vem história! O post tá imenso, mas eu não poderia deixar nada de fora. Além de querer deixar registrado tudo isso, acho que é muito válido como informação para quem planeja fazer essa atividade.

Além de ter textão, esse post não terá muitas fotos. Eu até tirei, mas não ficaram boas. :(

Informação Técnica: fizemos o percurso da Face Sul. Há dois lados para subir (e descer): a Face Sul e a Face Norte. O panfleto orienta a subida por um lado e a descida por outro. Há relatos de que a Face Sul tenha uma dificuldade menor com relação à Face Norte.

Já tinha muito tempo que eu queria conhecer a Pedra do Baú. Eu nem fazia ideia de como era, mas queria ir. Então, no começo do ano eu comecei a agitar uma amiga minha que adora trilhas, para irmos juntas. Desde que comecei a pesquisar e vi o que realmente enfrentaríamos, eu adorava deixar claro que estava proibido para qualquer pessoa envolvida na atividade desistir. Explico: a subida é quase uma escalada. Tem umas escadas de ferro chumbadas nas pedras e você é sempre orientado, pelos meios oficiais, a usar equipamento de proteção – cadeirinha para escalada e mosquetões.

Só que eu sou A corajosa. A fodástica. A incrívelmente habilidosa. Então, óbvio que eu também achei desnecessário usar a bendita cadeirinha. Um monte de gente sobe sem, porque é que EU precisaria?

Então fomos. O plano era sairmos bem cedo daqui de São José dos Campos, chegarmos até umas 8 AM lá onde inicia a trilha (começa por uma trilha), subirmos, descermos e almoçarmos no restaurante que tem lá embaixo. Nada disso aconteceu.

Essa minha amiga, junto com um amigo dela – que já virou nosso amigo também! – vieram de Ilhabela no dia anterior da subida. Chegaram aqui bem tarde e ainda saímos para comer. Comemos, conversamos, ficamos matando as saudades… Fomos dormir lá pelas 4 da manhã! Claro que não conseguimos sair daqui cedo como planejamos. Saímos bem mais tarde, lá pelas 10 da manhã. E é bem mais longe do que imaginávamos. Dá umas boas duas horas saindo daqui de São José (e eu jurava que era a mesma distância que até Campos do Jordão, que leva no máximo uma hora). Juro que comecei até a me desesperar. É quase em Minas – na verdade em um pedaço do caminho chegamos a sair de SP e entrar em MG, para então voltarmos à SP – sim, é confuso.

Comemos umas besteiras de café da manhã e levamos mochilas pequenas com barrinhas de cereal, um pouco de água (duas garrafinhas de 500 ml para os quatro! Não queríamos carregar peso “desnecessário”) e umas mexericas (pois é! haha). A sinalização por lá é bem confusa. Chegamos tarde, não paramos no restaurante onde eu queria parar, mas sim no estacionamento da trilha oficial, onde é tudo também confuso, pegamos trilha errada, nos estressamos… Enfim, tava tudo errado! Começamos a trilha e acho que já passava das 13h.

Lá fomos nós. A trilha leva a três destinos: à Pedra do Bauzinho, Pedra do Baú e Ana Chata. Cada uma tem um nível de dificuldade. O bauzinho é o mais leve, com meia hora de trilha, sem via ferrata (as escadas de ferro presas às pedras) e é indicada para todos os públicos. Já a Pedra do Baú e Ana Chata tem um nível de dificuldade maior e as tão esperadas (até então!) escadinhas.

Nem cogitamos a visita ao bauzinho, pois já estava tarde. Fomos direto pela trilha que levava ao Baú. E fomos… fomos… fomos… A trilha é longa. Quando o panfleto informou entre três e quatro horas entre ida e volta, eu já calculei que levaríamos a metade do tempo (A diferentona, lembram né). Mas não. A estimativa é realista. Agora, imagina isso sem ter comido ou dormido direito. Então. Foi pior.

Não quero desanimar ninguém. Muito pelo contrário! Só que é válido deixar a minha impressão de que todos os lugares onde pesquisei não foram claros quanto ao nível de habilidade que a trilha realmente demanda. Você não precisa ser um atleta e nem uma pessoa expert em trilhas. O caminho é bem tranquilo e não tem que desbravar nenhuma mata – isso já está pronto. Mas tem muita subida e é uma trilha longa, então o seu condicionamento físico tem que estar em dia, você deve estar bem disposto e levar pelo menos água o suficiente.

Os nossos amigos de Ilhabela são “trilheiros” e atléticos, o Arthur e eu não somos! (haha) Mas a maior dificuldade foi mesmo a escassez de água. Racionamos o único litro que levamos e não foi fácil – especialmente na volta!

Mas ok. Ainda falarei um pouco mais sobre isso daqui a pouco. Vamos à realidade cruel e motivo da inconclusão da missão.

Fizemos a trilha. A fome e a a sede ainda estavam sob controle. Enfim chegamos ao pé da subida. Faltava pouco para alcançarmos o topo da Pedra do Baú!!! As tão aguardadas (repito: até então) escadinhas tinham começado. Que alegria! Que satisfação!
Começamos a subir.

Os ferrinhos são realmente muito bem presos às pedras. Parece que nasceram ali! Não resta nenhuma dúvida de que permanecerão firmes e fortes. Então as primeiras escadinhas foram até fortalecedoras da confiança. Até que chegamos a uma escada bem alta e essa era a 90°, diferente das que já tínhamos subido, que eram bem mais inclinadas e curtas. Lá embaixo dessa escada minha amiga já começou a falar que não subiria. Eu fui taxativa: VAI SUBIR SIM! E ela subiu, reclamou um pouco, mas foi até lá em cima e ficou tudo bem. Então eu fui subir, e o Arthur logo atrás.

Subi uns 10 degraus, olhei pra baixo e vi que estava bem alto. Realmente alto. Além do pequeno pedaço de terra, de onde partimos, tinham muitos mais metros de puro e simples abismo. Preciso ressaltar que eu nunca tive problemas com altura. Em incontáveis situações eu fui a única pessoa em um grupo que estava confortável com alguma situação de risco de queda de uma grande altura.

Essa é a escada que me fez desistir. Pessoalmente é muito mais assustadora, eu juro! (a foto tá péssima, mas eu tinha que mostrar essa bendita escada, né?)

Eu costumo ser sempre a mais radicalzona. Lembram que eu falei que sou A destruidora? Então. Tudo isso caiu por terra naquele momento. E o meu medo era de que EU caísse também. Eu não estava nem na metade dessa escada e eu já tinha tomado a decisão. Eu não ia continuar. O Arthur estava logo abaixo de mim. Ele sim tem medo assumido de altura. Ele que nunca vai comigo aos brinquedos dos parques de diversão. Falei pra ele que não ia continuar. Nossos amigos já tinham terminado a subida dessa escada. Ele falou: termina de subir essa, vai dar tudo certo!

Eu estava com vertigem (e isso era novo!) e estava gelada de tanto medo. Cada degrau que subi foi lento, cheio de cuidado e pavor. Se eu errasse, cairia.

Lembram da cadeirinha de proteção? Era tudo o que eu mais queria naquele momento.

Terminamos de subir a escada e encontramos duas moças que haviam desistido naquele mesmo ponto. E elas estavam com as benditas cadeirinhas, mosquetões e capacete. Tudo certinho. Estavam esperando os maridos, que continuaram o percurso. E avisaram que tinham mais três escadas: uma logo na nossa frente, uma próxima que era bem assustadora (mais ainda do que a que havíamos acabado de subir) e a última, que concluiria a subida.

Foram os momentos de maior angústia, juro. Eu estava ali, pronta pra desistir. Aí soube que faltava tão pouco, mas ao mesmo tempo ainda teria um desafio maior do que o que acabara de enfrentar. Não foi fácil. O grupo todo estava dividido. O Arthur queria descer, com razão. Eu também queria descer, mas ao mesmo tempo eu queria chegar ao fim. A Letícia, minha amiga, queria continuar, apesar do medo. O Waguinho – nosso novo amigo – declarou que o que a gente decidisse ele acompanharia – e ele era o único claramente confortável naquela situação.

Como já contei lá no começo, desistimos. Acho que o meu maior remorso é que a Letícia e o Waguinho com certeza teriam terminado se não tivéssemos desistido. Mas eles quiseram nos acompanhar.

A descida por essa escada monstruosa foi ainda pior. Logo no topo ela tem uma passagem entre a escada de 90° e uma outra inclinada, que é a pior parte! Eu realmente achei que fosse morrer. Eu estava MESMO em pânico!
Mas descemos.

Lá no pé da subida, onde eu estava pronta para voltar, sem nenhuma história feliz para contar, a Letícia e o Waguinho falaram que continuariam a trilha até a Ana Chata. Então lá fomos nós! Preciso realmente deixar a minha gratidão registrada aqui. Eu estava pronta para voltar, com o rabinho entre as pernas, com apenas frustração dentro de mim. Mas graças aos nossos amigos nós ainda conseguimos subir em alguma pedra! haha

A trilha até a Ana Chata é mais ou menos mais um terço da trilha até o Baú. Nesse momento a fome e a sede já estavam bem mais acentuadas, assim como o cansaço. Mas prosseguimos.

Essa trilha ainda tem um pouco de via ferrata, mas nada tão dramático, foi muito divertido, isso sim. Passamos por dentro de uma caverna, nos escoramos em um pára peito, também de ferro.. E foi tudo emocionante na medida certa! Chegamos à Ana Chata, apreciamos a vista maravilhosa – tiramos fotos, claro! – e então descemos quando o sol já estava começando a baixar. Que lugar maravilhoso!

Esses somos nós muito felizes, depois de conseguir subir em alguma pedra! haha

A volta toda foi realmente tortuosa. Levamos umas duas horas para voltar, a sede e a fome foram absurdas e junto com elas a exaustão, claro. Teve muita subida, algumas extremamente íngremes. Em vários momentos encontramos pessoas tão ou mais abaladas do que nós, tanto na subida à pedra quanto na trilha. Na volta encontramos uma família que estava ainda menos preparados do que nós estávamos. A adolescente que estava com eles chegou a ter uma crise de choro de tão exausta – e ainda estavam na metade do caminho. Juro que não foi frescura. A trilha é bem longa e é preciso estar preparado para isso.

Terminamos já no crepúsculo, passava das 17h. Eu estava com tanta fome e sede! Lá no estacionamento tem uma lanchonete (importante ressaltar que não aceitam cartão!!!) e eu bebi duas garrafinhas de água e ainda um caldo de cana de 500 ml! Deixamos para comer na cidade, mas era um horário terrível, não tinha nada aberto! Rodamos muito até encontrarmos um restaurante – que eu não faço ideia de qual era o nome – onde comemos as melhores pizza e batata frita que já comi na vida – sério, eu acho que nunca senti tanta fome!

Voltamos pra casa cansados mas muito felizes apesar de tudo. Com a promessa de voltarmos com a bendita cadeirinha – e mais condicionamento físico, por favor! – e subirmos a Pedra do Baú!

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