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Crochê: aprendendo uma nova paixão

Em 17.05.2017   Arquivado em Blog, DIY

Eu tenho estado um pouco (muito, né?) ausente aqui do blog, do canal, do instagram, do facebook e da internet toda. Tenho recebido várias mensagens super fofas de pessoinhas lindas, preocupadas com o que está acontecendo. (Obrigada pelo carinho, gente! ❤)

E a verdade é que eu não sei exatamente o que está acontecendo. Mas sei que é só uma fase, e acho que ela já está passando.

Eu gosto de fazer tudo com muito amor e cuidado. Gosto de fazer as fotos dos posts, escrever os textos, revisar, revisar, revisar… E nem sempre a gente se sente bem para conseguir fazer as coisas como gostaríamos, não é?

E aí, hoje eu acordei com vontade de blogar e de desabafar ao mesmo tempo. E tem um assunto que envolve as duas coisas e eu vim mostrar pra vocês: o meu crochê!

Eu não tenho me sentido exatamente bem nos últimos tempos. Tô mais quieta do que eu sou – e eu já sou bem quieta, então eu estou quase apática!; ando muito reflexiva, pensando muito em coisas não tão legais assim… Mas aí, em um dia procurando umas inspirações para a organização aqui do apê eu encontrei umas coisas bem lindas feitas em crochê.

Continuei pesquisando mais sobre o assunto e me apaixonando a cada minuto mais por essa arte que é tão linda, tão antiga e que agora é super tendência. E aí no meio de todas as minhas pesquisas, acabei encontrando o canal da Nat Petry, onde ela ensina algumas técnicas bem explicadinhas, para que até pessoas que nunca fizeram crochê antes possam aprender.

Começando do começo

Eu cresci vendo minha mãe fazendo crochê e até a acompanhei a alguns workshops, quando eu era criança. Mas naquela época eu não achava lá muito legal. Eu tinha umas agulhas de tricô, que minha tia tinha me dado, e sabia fazer um único tipo de ponto com elas. Então eu seguia minha vida fazendo um bilhão de cachecóis para as minhas barbies e não via a mínima graça em crochê.

Aí eu cresci, aprendi a fazer bordado, com ponto cruz, ponto russo, ponto reto… Resumindo: eu sempre adorei fazer esses trabalhos manuais “de avó”, mas nunca crochê. E a minha desculpa pra isso é que era muito complicado.

E aí, em pleno 2017 eu encontrei uns vídeos e decidi que amo crochê. Que pessoa complicada eu sou, né?

Assisti o vídeo da Nat, ensinando a fazer um cesto quadrado em maxi crochê umas mil vezes, até que achei que tava na hora de colocar tudo em prática. Achei uma loja MARA aqui em São José dos Campos (a Bastex), que fica até que perto da minha casa e tinha todo tipo de fio de malha (que é o material que a Nat usa no trabalho dela) e comprei uns rolos.

O meu primeiro trabalho

Peguei os meus novelos de fio de malha, abri o youtube e comecei a tentar. Um pouco cética, é verdade. Conforme o trabalho foi seguindo, eu ia me deslumbrando com o resultado. Afinal, tava saindo alguma coisa!

No fim de tudo, saiu esse cesto aí, super lindo. Morri de orgulho! E sabe o que é mais legal? Eu postei lá no instagram a foto do cesto e falei que tinha feito seguindo vídeo da Nat. No dia seguinte, uma amiga do Arthur me mandou mensagem falando que eu a tinha inspirado a tentar também, ela foi lá e fez e ficou lindo! *-*

É claro que o modelo mais lindo do mundo todo e que eu tenho a sorte de ter à minha disposição não poderia ficar de fora né? Se preparem pra morrer de fofura porque eu fiz umas mil fotos dele! Esse cesto, como muitos pensaram por causa dessas fotos, não virou caminha do Melman, mas foi lá pro armário do Arthur para guardar meias – só que é bem mais legal ver fotos do Melman do que de meias, né?!

E depois ainda teve mais um monte de coisa

Depois que fiz o primeiro cesto, eu não quis mais parar. Fiz um cachepôzinho, cestinho para colocar os brinquedos do Melman, fiz um cestinho para a minha mãe, enquanto eu estava indo para Sorocaba, onde a gente ia se encontrar… Fiz várias coisas, tudo com a técnica da Nat, de crochetar sem agulhas, usando os dedos como instrumento.

Comprando Agulhas

Crochê vai, crochê vem, meu dedo indicador, da mão direita (que é o que eu mais usava enquanto tava fazendo os crochês) começou a ficar inchado e dolorido, por causa da minha tendinite (a idade sempre chega, né? haha). E aí eu resolvi comprar uma agulha. Como eu adorei a técnica de maxi crochê da Nat, eu queria uma agulha beeem grossa. A mais grossa que achei foi a nº 12 e comprei ela e mais duas menores: a 10 e a 8.

Consegui fazer a técnica que a Nat ensina, com os 3 fios ao mesmo tempo, com a nº 12 normalmente. E adorei o resultado: o meu dedo ficou bem e o cesto ficou mais firme.

Uso as outras agulhas menores para trabalhos onde eu só uso um fio, que tenho aprendido com a Mari, no canal da EuroRoma, que é uma marca de fios que tem uma sessão só de fios de malha lá no canal, onde dá para aprender desde o comecinho. E também conheci o canal Pé Inocente, onde ensina várias coisinhas fofas também.

E eu não parei mais de crochetar

Ultimamente tenho feito muito crochê. É como se fosse uma terapia pra mim. Coloco alguma música que eu adoro, pego os fios e as agulhas e começo a fazer vários experimentos com todas as técnicas e pontos que eu vou aprendendo no youtube. No fim sempre sai alguma coisa e eu adoro essa sensação!

Acreditam que eu já tive até encomendas? E as pessoas adoraram! Já criei, na minha mente, até a minha marca! haha
Já tem alguns cestinhos espalhados aqui pela casa, organizando o armário de roupas, as coisinhas no banheiro, os cosméticos… Tem porta copos, descanso de panela e até um tapete começado.


Fazer crochê tem sido uma ótima forma de esquecer os problemas, que muitas vezes nem existem e eu crio só na minha cabeça. E isso vale para todos os tipos de arte e trabalhos manuais. Tenho certeza que você que está lendo também tem paixão por alguma técnica e às vezes acha que não consegue aprender. Mas a gente pode tudo, sabia? E o que não falta é gente linda ensinando pela internet afora.

Me conta o que você achou do meu novo hobby, o que você faz ou gostaria de fazer… Conversa comigo, eu adoro!

Troquei meus livros por um Kindle

Em 19.10.2016   Arquivado em Blog, Destaque, Livros

Entre o meio de agosto e o começo de setembro, eu tomei uma decisão: iria me desfazer dos meus livros.

Tenho feito algumas mudanças na minha vida e entre elas está o consumo consciente aliado ao desapego do que eu não uso ou não me faz bem. De certa forma, os livros estavam se enquadrando nessas duas categorias. Eu não os usava, porque os que já li eu dificilmente lerei novamente e os que eu não havia lido estavam encaixotados, porque eu estou postergando a compra de uma estante desde que me mudei (em setembro do ano passado!). E era isso que estava me deixando angustiada com relação a eles: a falta de um lugar adequado para guardá-los e acessá-los sempre que eu quisesse.

Desde que comecei as minhas faxinas minimalistas, eu me desfiz de tantas coisas! E muitas delas eu achava que era muito apegada, que não poderia viver sem. Mas me senti tão feliz quando finalmente foram embora e liberaram espaço aqui em casa.

Com os livros não foi diferente. Eu nunca tinha pensado em me desfazer deles, mas desde que tomei a decisão foi uma coisa tão natural e eu me senti tão bem e leve! Eles foram embora e eu não chorei pela sua partida.

Nem todos se foram, eu admito. Mas hoje apenas doze ainda moram comigo. Menos de 10% do volume inicial! Ficaram apenas os que realmente tem sentido na minha vida. Estou orgulhosa e muito feliz!

Os livros foram substituídos pelo meu novo Kindle (um leitor digital – uma espécie de tablet que “só” serve para leitura) e a mudança foi um verdadeiro upgrade da minha vida de leitora! Tenho lido muito mais do que antes, porque agora em qualquer lugar que eu esteja, eu tenho não um livro, mas toda a minha biblioteca à minha disposição. Mesmo que o Kindle não esteja comigo – o que raramente acontece, pois o carrego na bolsa para todos os cantos – eu posso ler pelo aplicativo, no celular, que salva a página que parei no Kindle e tudo o mais.

Eu passei metade da vida como leitora de biblioteca. Pegava livros emprestados e depois os devolvia, com a satisfação de ter adicionado mais uma história na minha lista mental de livros lidos. Não sei porque passei a ver os livros mais como objetos do que como experiências.

Eu continuo amando livros físicos e posso perder horas admirando-os dentro de uma livraria, mas eu não preciso mais levá-los para casa, onde vão perder todo o seu brilho, encalhados na estante – ou ainda pior: dentro de uma caixa! E para os livros que eu realmente amar e quiser ter um exemplar todo em papel, lindo e reluzente, ainda tem um lugar separado aqui em casa e no meu coração!

Recomendo esse exercício para todo mundo. Não precisa se desfazer de toda a sua estante e nem mesmo comprar um Kindle. Mas repense todos os títulos que você guarda só para fazer volume, de obras que algumas vezes você nem gostou ou até mesmo nem leu e não pensa em ler. Não faz sentido manter essas histórias aprisionadas. Venda, compre outros livros com o dinheiro e depois venda de novo. Troque por um livro que você quer mais do que aquele que já foi lido. Dê de presente para um amigo. Esqueça no ônibus para que outras pessoas possam lê-los. No fim, você também vai se sentir mais leve e feliz, pode acreditar!

Mas é claro que se você se sente muito bem e feliz como colecionador de livros, você não precisa fazer nada disso. Cada um sabe o que é melhor para si e não existe nenhuma forma certa ou errada de viver a vida! Essa experiência deu certo para mim e é algo em que eu acredito, mas não tem nenhum problema ter a opinião totalmente contrária à minha. 🙂

Se você se interessou um pouco mais pelo Kindle, em breve vou fazer um post contando a minha experiência com ele. 🙂

Se você quiser comprar um kindle ou até mesmo livros físicos, vale a pena dar uma olhada lá no site Cupom Válido, que tem vários cupons de desconto para lojas virtuais de vários segmentos. Passa lá!

E você também pode deixar suas dúvidas a respeito ou a sua experiência com um e-reader aqui nos comentários. Vou adorar conversar sobre esse assunto!

(O dia em que eu não subi a) Pedra do Baú – São Bento do Sapucaí – SP

Em 08.07.2016   Arquivado em Blog, Lugares

Eu até poderia ter intitulado esse post com o nome da pedra que eu de fato subi (a Ana Chata), mas isso não seria honesto. Afinal, eu fui até São Bento do Sapucaí para subir a Pedra do Baú e eu falhei. Não me orgulho disso, mas desisti faltando pouco. Já faz tempo que deveria ter escrito esse relato, pro registro ser fiel aos sentimentos. Mas antes tarde do que nunca (sempre será meu lema!).

Preciso avisar: senta que lá vem história! O post tá imenso, mas eu não poderia deixar nada de fora. Além de querer deixar registrado tudo isso, acho que é muito válido como informação para quem planeja fazer essa atividade.

Além de ter textão, esse post não terá muitas fotos. Eu até tirei, mas não ficaram boas. 🙁

Informação Técnica: fizemos o percurso da Face Sul. Há dois lados para subir (e descer): a Face Sul e a Face Norte. O panfleto orienta a subida por um lado e a descida por outro. Há relatos de que a Face Sul tenha uma dificuldade menor com relação à Face Norte.

Já tinha muito tempo que eu queria conhecer a Pedra do Baú. Eu nem fazia ideia de como era, mas queria ir. Então, no começo do ano eu comecei a agitar uma amiga minha que adora trilhas, para irmos juntas. Desde que comecei a pesquisar e vi o que realmente enfrentaríamos, eu adorava deixar claro que estava proibido para qualquer pessoa envolvida na atividade desistir. Explico: a subida é quase uma escalada. Tem umas escadas de ferro chumbadas nas pedras e você é sempre orientado, pelos meios oficiais, a usar equipamento de proteção – cadeirinha para escalada e mosquetões.

Só que eu sou A corajosa. A fodástica. A incrívelmente habilidosa. Então, óbvio que eu também achei desnecessário usar a bendita cadeirinha. Um monte de gente sobe sem, porque é que EU precisaria?

Então fomos. O plano era sairmos bem cedo daqui de São José dos Campos, chegarmos até umas 8 AM lá onde inicia a trilha (começa por uma trilha), subirmos, descermos e almoçarmos no restaurante que tem lá embaixo. Nada disso aconteceu.

Essa minha amiga, junto com um amigo dela – que já virou nosso amigo também! – vieram de Ilhabela no dia anterior da subida. Chegaram aqui bem tarde e ainda saímos para comer. Comemos, conversamos, ficamos matando as saudades… Fomos dormir lá pelas 4 da manhã! Claro que não conseguimos sair daqui cedo como planejamos. Saímos bem mais tarde, lá pelas 10 da manhã. E é bem mais longe do que imaginávamos. Dá umas boas duas horas saindo daqui de São José (e eu jurava que era a mesma distância que até Campos do Jordão, que leva no máximo uma hora). Juro que comecei até a me desesperar. É quase em Minas – na verdade em um pedaço do caminho chegamos a sair de SP e entrar em MG, para então voltarmos à SP – sim, é confuso.

Comemos umas besteiras de café da manhã e levamos mochilas pequenas com barrinhas de cereal, um pouco de água (duas garrafinhas de 500 ml para os quatro! Não queríamos carregar peso “desnecessário”) e umas mexericas (pois é! haha). A sinalização por lá é bem confusa. Chegamos tarde, não paramos no restaurante onde eu queria parar, mas sim no estacionamento da trilha oficial, onde é tudo também confuso, pegamos trilha errada, nos estressamos… Enfim, tava tudo errado! Começamos a trilha e acho que já passava das 13h.

Lá fomos nós. A trilha leva a três destinos: à Pedra do Bauzinho, Pedra do Baú e Ana Chata. Cada uma tem um nível de dificuldade. O bauzinho é o mais leve, com meia hora de trilha, sem via ferrata (as escadas de ferro presas às pedras) e é indicada para todos os públicos. Já a Pedra do Baú e Ana Chata tem um nível de dificuldade maior e as tão esperadas (até então!) escadinhas.

Nem cogitamos a visita ao bauzinho, pois já estava tarde. Fomos direto pela trilha que levava ao Baú. E fomos… fomos… fomos… A trilha é longa. Quando o panfleto informou entre três e quatro horas entre ida e volta, eu já calculei que levaríamos a metade do tempo (A diferentona, lembram né). Mas não. A estimativa é realista. Agora, imagina isso sem ter comido ou dormido direito. Então. Foi pior.

Não quero desanimar ninguém. Muito pelo contrário! Só que é válido deixar a minha impressão de que todos os lugares onde pesquisei não foram claros quanto ao nível de habilidade que a trilha realmente demanda. Você não precisa ser um atleta e nem uma pessoa expert em trilhas. O caminho é bem tranquilo e não tem que desbravar nenhuma mata – isso já está pronto. Mas tem muita subida e é uma trilha longa, então o seu condicionamento físico tem que estar em dia, você deve estar bem disposto e levar pelo menos água o suficiente.

Os nossos amigos de Ilhabela são “trilheiros” e atléticos, o Arthur e eu não somos! (haha) Mas a maior dificuldade foi mesmo a escassez de água. Racionamos o único litro que levamos e não foi fácil – especialmente na volta!

Mas ok. Ainda falarei um pouco mais sobre isso daqui a pouco. Vamos à realidade cruel e motivo da inconclusão da missão.

Fizemos a trilha. A fome e a a sede ainda estavam sob controle. Enfim chegamos ao pé da subida. Faltava pouco para alcançarmos o topo da Pedra do Baú!!! As tão aguardadas (repito: até então) escadinhas tinham começado. Que alegria! Que satisfação!
Começamos a subir.

Os ferrinhos são realmente muito bem presos às pedras. Parece que nasceram ali! Não resta nenhuma dúvida de que permanecerão firmes e fortes. Então as primeiras escadinhas foram até fortalecedoras da confiança. Até que chegamos a uma escada bem alta e essa era a 90°, diferente das que já tínhamos subido, que eram bem mais inclinadas e curtas. Lá embaixo dessa escada minha amiga já começou a falar que não subiria. Eu fui taxativa: VAI SUBIR SIM! E ela subiu, reclamou um pouco, mas foi até lá em cima e ficou tudo bem. Então eu fui subir, e o Arthur logo atrás.

Subi uns 10 degraus, olhei pra baixo e vi que estava bem alto. Realmente alto. Além do pequeno pedaço de terra, de onde partimos, tinham muitos mais metros de puro e simples abismo. Preciso ressaltar que eu nunca tive problemas com altura. Em incontáveis situações eu fui a única pessoa em um grupo que estava confortável com alguma situação de risco de queda de uma grande altura.

Essa é a escada que me fez desistir. Pessoalmente é muito mais assustadora, eu juro! (a foto tá péssima, mas eu tinha que mostrar essa bendita escada, né?)

Eu costumo ser sempre a mais radicalzona. Lembram que eu falei que sou A destruidora? Então. Tudo isso caiu por terra naquele momento. E o meu medo era de que EU caísse também. Eu não estava nem na metade dessa escada e eu já tinha tomado a decisão. Eu não ia continuar. O Arthur estava logo abaixo de mim. Ele sim tem medo assumido de altura. Ele que nunca vai comigo aos brinquedos dos parques de diversão. Falei pra ele que não ia continuar. Nossos amigos já tinham terminado a subida dessa escada. Ele falou: termina de subir essa, vai dar tudo certo!

Eu estava com vertigem (e isso era novo!) e estava gelada de tanto medo. Cada degrau que subi foi lento, cheio de cuidado e pavor. Se eu errasse, cairia.

Lembram da cadeirinha de proteção? Era tudo o que eu mais queria naquele momento.

Terminamos de subir a escada e encontramos duas moças que haviam desistido naquele mesmo ponto. E elas estavam com as benditas cadeirinhas, mosquetões e capacete. Tudo certinho. Estavam esperando os maridos, que continuaram o percurso. E avisaram que tinham mais três escadas: uma logo na nossa frente, uma próxima que era bem assustadora (mais ainda do que a que havíamos acabado de subir) e a última, que concluiria a subida.

Foram os momentos de maior angústia, juro. Eu estava ali, pronta pra desistir. Aí soube que faltava tão pouco, mas ao mesmo tempo ainda teria um desafio maior do que o que acabara de enfrentar. Não foi fácil. O grupo todo estava dividido. O Arthur queria descer, com razão. Eu também queria descer, mas ao mesmo tempo eu queria chegar ao fim. A Letícia, minha amiga, queria continuar, apesar do medo. O Waguinho – nosso novo amigo – declarou que o que a gente decidisse ele acompanharia – e ele era o único claramente confortável naquela situação.

Como já contei lá no começo, desistimos. Acho que o meu maior remorso é que a Letícia e o Waguinho com certeza teriam terminado se não tivéssemos desistido. Mas eles quiseram nos acompanhar.

A descida por essa escada monstruosa foi ainda pior. Logo no topo ela tem uma passagem entre a escada de 90° e uma outra inclinada, que é a pior parte! Eu realmente achei que fosse morrer. Eu estava MESMO em pânico!
Mas descemos.

Lá no pé da subida, onde eu estava pronta para voltar, sem nenhuma história feliz para contar, a Letícia e o Waguinho falaram que continuariam a trilha até a Ana Chata. Então lá fomos nós! Preciso realmente deixar a minha gratidão registrada aqui. Eu estava pronta para voltar, com o rabinho entre as pernas, com apenas frustração dentro de mim. Mas graças aos nossos amigos nós ainda conseguimos subir em alguma pedra! haha

A trilha até a Ana Chata é mais ou menos mais um terço da trilha até o Baú. Nesse momento a fome e a sede já estavam bem mais acentuadas, assim como o cansaço. Mas prosseguimos.

Essa trilha ainda tem um pouco de via ferrata, mas nada tão dramático, foi muito divertido, isso sim. Passamos por dentro de uma caverna, nos escoramos em um pára peito, também de ferro.. E foi tudo emocionante na medida certa! Chegamos à Ana Chata, apreciamos a vista maravilhosa – tiramos fotos, claro! – e então descemos quando o sol já estava começando a baixar. Que lugar maravilhoso!

Esses somos nós muito felizes, depois de conseguir subir em alguma pedra! haha

A volta toda foi realmente tortuosa. Levamos umas duas horas para voltar, a sede e a fome foram absurdas e junto com elas a exaustão, claro. Teve muita subida, algumas extremamente íngremes. Em vários momentos encontramos pessoas tão ou mais abaladas do que nós, tanto na subida à pedra quanto na trilha. Na volta encontramos uma família que estava ainda menos preparados do que nós estávamos. A adolescente que estava com eles chegou a ter uma crise de choro de tão exausta – e ainda estavam na metade do caminho. Juro que não foi frescura. A trilha é bem longa e é preciso estar preparado para isso.

Terminamos já no crepúsculo, passava das 17h. Eu estava com tanta fome e sede! Lá no estacionamento tem uma lanchonete (importante ressaltar que não aceitam cartão!!!) e eu bebi duas garrafinhas de água e ainda um caldo de cana de 500 ml! Deixamos para comer na cidade, mas era um horário terrível, não tinha nada aberto! Rodamos muito até encontrarmos um restaurante – que eu não faço ideia de qual era o nome – onde comemos as melhores pizza e batata frita que já comi na vida – sério, eu acho que nunca senti tanta fome!

Voltamos pra casa cansados mas muito felizes apesar de tudo. Com a promessa de voltarmos com a bendita cadeirinha – e mais condicionamento físico, por favor! – e subirmos a Pedra do Baú!

Retrospectiva 2015: os 10 melhores posts do ano!

Em 31.12.2015   Arquivado em Blog

Ano passado eu escolhi 14 ótimos momentos de 2014 e escrevi 15 metas para esse ano. Está sem link mesmo, pra poder dificultar que vocês visualizem meu show de fracassos. Como sempre é de se esperar, a lista de metas foi postergada até os últimos momentos do ano e poucas coisas foram riscadas dela.

Aí, eu percebi que esse negócio de resoluções de fim de ano é mesmo uma furada! Nos anos anteriores da minha vida, eu sempre fiz essas listinhas chumbregas, mas elas sempre convenientemente sumiram. Dessa vez foi diferente e ao invés de poder focar nas coisas boas que o ano me trouxe, fiquei remoendo o quanto os meus planos falharam e fiquei frustrada. Nunca mais caio nessa cilada, Bino!

Resolvi, então, relembrar os bons momentos com os posts do blog. Revisitei os posts mais acessados e nada mais justo do que dividir esse momento com vocês, não é mesmo? Então vem comigo conferir os dez posts mais acessados no blog, em 2015!

#10 Snorkeling em Morro de São Paulo – BA

No fim do ano passado eu tive a felicidade de visitar a Bahia e um vilarejo maravilhoso que se situa por lá: Morro de São Paulo. Que lugar perfeito! Como faço pra fechar os olhos e estar lá quando abrir de volta? Infelizmente não tem como fazer isso fisicamente, então eu sou super feliz por ter feito um vlog da viagem e ter fotografado MUITO! Algumas das fotos que foram feitas, foram parar no post que fiz sobre snorkeling por lá e esse foi o décimo post mais visitado esse ano. Tá lindo, tá encantador e tá subaquático, então é claro que tá maravilhoso, né?

#9 Festa da Cerejeira no Parque do Carmo – SP

Consegui, enfim, ir à Festa da Cerejeira em São Paulo, no Parque do Carmo. Foi incrível! Contei tudo em um post super cor-de-rosa-sakura que ficou lindo e também fez sucesso. Esse é o nono lugar da lista e tá lindimais!

#8 Home Office com Mesa Cavalete

Esse post ainda é de 2014, mas foi o oitavo mais visitado nesse ano. Eu adoro decoração e tenho planos de abordar mais o assunto por aqui. E o único post sobre o assunto estar entre os dez mais vistos com certeza é um sinal super positivo para colocar em prática, né? Além disso, estou tentando montar meu home office atualmente, quando eu conseguir com certeza trarei fotos do meu home office com mesa cavalete próprio, aqui pro blog! Enquanto isso, dá pra morrer de amor com as inspirações que tem nesse post.

#7 DIY: Luminária com pisca-pisca

Dia 06 de janeiro é o dia oficial de desmontar as decorações de Natal. Nada melhor do que arranjar uma utilidade nova para os tão maravilhosos pisca-piscas. Tá cheio de ideias lindas e criativas pela internet e essa luminária está entre elas. O passo a passo é em vídeo e eu a criei do nada. É só uma ideia, dá pra adaptar e criar vários outros tipos com coisas que você já tem em casa.

#6 Comprinhas de Papelaria no Aliexpress

Comprei UM MONTE de coisas lindas, fofas inúteis e chinesas lá no Aliexpress. Foi a compra importada que chegou mais rápido aqui em casa. Fotografei tudo e mostrei nesse post, que lógigo, entrou pra lista de mais visualizados. Afinal, quem é que não ama comprar no Ali?

#5 As melhores comédias românticas do Netflix

Eu vivo com o Netflix aberto aqui em casa. Revejo vários filmes e séries por lá e arrisco dizer que o uso muito mais do que a TV a cabo. Vira e mexe eu pesquiso no google sobre filmes para assistir por lá e pensando nisso, fiz a minha própria lista de filmes que adoro e que estão no serviço de streaming. Não sou a única que pesquisa o Netflix e por isso o post veio aqui para os mais vistos, já que quase todo dia alguém chega aqui ao blog através dele. E se você é uma dessas pessoas, seja bem vindo!!! 😀

#4 DIY: Porta caderno em tecido

Quando fiz o DIY desse porta caderno, eu estava super receosa de ninguém gostar ou achar útil. Felizmente, meu receio foi em vão. Vocês não só gostaram como me fazem vibrar de alegria a cada dia que entro na minha conta do YouTube. O vídeo já está com mais de TRINTA MIL visualizações (SSIIIIIMMMMMM!!!!) e eu nunca poderia nem imaginar tanto sucesso. Também é graças a esse vídeo que o canal tem crescido a cada dia. Agora mesmo eu olhei e já passei de 700 inscritos! Isso porque esse e o vídeo da luminária foram os únicos vídeos que postei esse ano. Isso só pode ser um sinal para fazer mais e mais vídeos de DIY para o canal, né? E 2016 é um ótimo ano para começar a postar vídeos frequentemente! Já aproveita e se inscreve no canal porque planejo encher de novidade! 😀

#3 Organização nos estudos + Planner de Horários

Chegamos ao podium dos melhores posts e é claro que ele já começou com um planner! Graças a eles (os planners!!!) o blog está crescendo mais e mais a cada dia *-*. Esse é um planner de horários de aulas que fiz para o último semestre da faculdade e ele tambpem fez o maior sucesso. Várias pessoas já estão me pedindo um planner para organizar os estudos e perguntando como eu faço para me organizar com as matérias para estudar. Já estou cheia de ideias para fazer esse post, acho que até o começo das aulas ele sai! 🙂

#2 Wallpapers fofos para o celular

O segundo lugar realmente me surpreendeu! Tenho me surpreendido sempre que vejo esse link entre os posts mais acessados, lá no Google Analytics, mas eu não imaginava que ele seria o segundo post mais visitado! Fiquei muito feliz, porque ele (como todos os outros) foi feito com tanto carinho e cuidado. Além disso, os wallpapers que indico são mesmo uma belezura sem fim! *-*

#1 Planner de 2016 – mensal e semanal

E para finalizar, em primeiríssimo lugar, é claro que não poderia estar outro post. Como já falei, os posts de planner são realmente o maior sucesso aqui no blog. Hoje mesmo comentei no twitter o quanto fico feliz com o carinho que recebo de todos vocês nos posts de planner. Se eu soubesse que iriam gostar tanto do planner completo de 2106, eu tinha postado antes. *-*


Agora me contem se é ou não é muito post lindo de uma vez só? *-*
Seu post preferido está na lista? Me conta quais são os posts que você mais gostou de ver aqui no blog e também qual o assunto que você mais espera para 2016!

Muito obrigada a cada um de vocês que visita o blog, comenta, manda recados, interage e faz os meus dias mais felizes. Nem preciso dizer que o Subexplicado só existe por sua causa, né? Vocês me motivam a fazer cada um dos posts que faço com tanto carinho. <3 Que 2016 possa ser um ano incrível para todos nós e também aqui para o bloguinho. FELIZ ANO NOVO!!!

Minha amiga secreta é… (Amigo Secreto Coisas de Blogueiras)

Em 24.12.2015   Arquivado em Blog

Quem acompanha o blog sabe que faço parte de um dos projetos mais lindos dessa internet toda: o blog Coisas de Blogueiras. Falei um pouco mais sobre esse blog lindo nesse post aqui. Se você ainda não conhece, corre pra conhecer, tenho certeza que vai se apaixonar!

A lindona da Nay teve a ideia de fazermos um amigo secreto entre as meninas da equipe e apesar de nem todo mundo ter consiguido participar, foi muito divertido!

Vim mostrar (alias, já estraguei a surpresa e mostrei na foto de capa do post, né?) os presentes super lindos que ganhei! 😀

A minha amiga secreta adora Snoopy e me mandou esses livrinhos super fofos. Ainda não li tudo, mas folheei e morri de amor. O único contato que tive com o Snoopy até hoje foi pelo desenho animado. Já sei que vou me apaixonar!

Minha amiga também faz handing letter e inspirada nos DIYs que eu faço lá pro CDB (palavras dela! ❤ ❤ ❤) ela fez esse quadrinho mais lindo do mundo inteiro, pra mim! *-*

Talvez você não tenha prestado atenção, mas a frase escrita nele: “More love, less explanations” é a frase que está no header do blog, logo abaixo do nome. Eu simplesmente fiquei sem palavras quando vi. Emocionada, mesmo! Obrigada, amiga secreta! Eu não poderia ter ficado mais tocada com nenhum outro presente. ❤


Vou dar algumas pistas para vocês tentatem adivinhar quem eu tirei e quem me tirou! Mas antes, acho que precisam saber quem está participando, né? Então lá vai:

Nayara Luiza (Chá das Vinte e Duas), Camylla Abreu (Keep Camy), Babi Lopes (Uai Babi), Daiany Gomes (Bilhete da Garrafa), Stephanie Cancado (Avec Snow), Aime Reis (Klaryan), Juju Bittar (As Besteiras Que Me Contam), Stephanie Ferreira (Quase Mineira), Maria Ienke (Novas Alices), Carla Vieira (Carla Vieira), Marcela Magossi (Lances para Sonhar), Aline Dias (Minha Negra Cor) e Carol Neumann (Carol Neumann).

Sobre a minha amiga secreta (que me tirou):

Minha amiga secreta é engenheira, viciada em livros (ela escreve sobre eles lá no CDB e também no blog dela!!!) e tem os livros mais lindos que eu já vi. Fez intercâmbio no Canadá por um ano (ai que sonho!!!), faz fotos mega lindas pro instagram dela e também para o blog. O blog dela, inclusive, tem o nome mais lindo de todos, que mistura duas línguas que amo: francês e inglês (para homenagear o Canadá, eu acho ❤ – confirma pra mim, amiga secreta!) e significa “Com Neve”. Se você a conhece, com certeza já adivinhou! Clica aqui pra conhecer minha amiga e se apaixonar pelo blog dela. 😀

Sobre a minha amiga secreta (quem eu tirei):

Minha amiga escreve textos super lindos e inspiradores. É formada em Marketing, mas também é atriz (de alma). Louca por Breaking Bad, como eu, recebeu pelo correio o presente do amigo secreto com o remetente Jesse Pinkman (o melhor personagem da série). Ela também ama Friends e adora coisas sobre Londres. Descobriu? Então clica aqui pra conhecer a ela e ao blog lindo onde ela escreve.


Quer mais clima natalino do que o de amigo secreto? Acho que escolhi uma boa data para colocar esse post no ar, né? ❤

Desejo a todos vocês um Natal maravilhoso! Que muito além de presentes, possamos nos encher com o clima de harmonia e magia que nos cerca nesta data, independente das crenças que cada um de nós carregamos em nossos corações.

Um beijo enorme e FELIZ NATAL!!! ❤ ❤ ❤

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