Categoria "Livros"

Minhas últimas leituras – 6 livros para ler nas férias

Em 09.07.2017   Arquivado em Destaque, Livros

Antes de começar a falar sobre os livros que tenho lido, quero muito agradecer a vocês. Primeiro porque mesmo com o blog tão desatualizado vocês continuam visitando por aqui, deixando comentários, me mandando mensagens… Então ontem eu postei uma foto no instagram com uma listinha de possíveis posts pro blog e pedi a ajuda de vocês para saber o que gostariam de ver por aqui. Várias pessoainhas lindas responderam. Me senti muito importante e feliz. Muito obrigada, mesmo! Quero ter vocês sempre por perto! (PS: já estou aprontando o post que mais teve votos! ❤❤❤)

Estou preparando vários posts com muito amor para vocês e resolvi começar com este aqui, compartilhando as minhas últimas leituras. Afinal, as férias da escola e faculdade estão começando e fica mais fácil encaixar uma leitura na listinha de coisas pra fazer, com o tempinho dos estudos livre, né?

Eu não tenho lido muita coisa, não. Meu ritmo andou bem lento nos últimos tempos. Mas ainda assim tenho umas dicas bem legais pra dar pra vocês. Estão bem ecléticas e tem likvros para vários tipos de gosto, espero que aproveitem alguma indicação.

Caixa de Pássaros – Josh Malerman

Sinopse: Basta uma olhadela para desencadear um impulso violento e incontrolável que acabará em suicídio. Ninguém é imune e ninguém sabe o que provoca essa reação nas pessoas. Cinco anos depois do surto ter começado, restaram poucos sobreviventes, entre eles Malorie e dois filhos pequenos. Ela sonha em fugir para um local onde a família possa ficar em segurança, mas a viagem que tem pela frente é assustadora – uma decisão errada e eles morrerão.

Esse livro com certeza foi uma grande surpresa. Eu acabei o pegando para ler por estar em evidência e não sabia muito bem o que esperar nem do que se tratava. No fim acabei com um livro impossível de largar de lado, cheio de suspense e mistério, muita agonia e diferente de tudo o que eu já tinha lido. Devorei ele em pouquíssimo tempo. Vi por aí que ele tem um filme e eu ainda não vi, mas fiquei bem curiosa para saber como colocaram os elementos do livro na tela (quem já leu ou ler vai entender o que eu quero dizer). Recomendo com certeza!

Uma Curva no Tempo – Dani Atkins

Sinopse: A noite do acidente mudou tudo… Agora, cinco anos depois, a vida de Rachel está desmoronando. Ela mora sozinha em Londres, num apartamento minúsculo, tem um emprego sem nenhuma perspectiva e vive culpada pela morte de seu melhor amigo. Ela daria tudo para voltar no tempo. Mas a vida não funciona assim… Ou funciona? A noite do acidente foi uma grande sorte… Agora, cinco anos depois, a vida de Rachel é perfeita. Ela tem um noivo maravilhoso, pai e amigos adoráveis e a carreira com que sempre sonhou. Mas por que será que ela não consegue afastar as lembranças de uma vida muito diferente?

Eu estava vendo esse livro sempre muito bem comentado nas livrarias online e decidi ler. É um romance muito gostoso, mas ainda assim cheio de apertos no coração. A Rachel tem um sofrimento tão arraigado, se impede de ser feliz o tempo todo e é quase impossível não sofrer junto com ela. No fim, o livro tem uma super reviravolta que eu não esperava e eu acabei chorando litros. é uma história triste, meio surreal, que eu adorei e acho que você também pode gostar. O livro é curtinho e não demora para chegar ao fim.

Nosferatu – Joe Hill

Sinopse: Victoria McQueen tem um misterioso dom: por meio de uma ponte no bosque perto de sua casa, ela consegue chegar de bicicleta a qualquer lugar no mundo e encontrar coisas perdidas. Vic mantém segredo sobre essa sua estranha capacidade, pois sabe que ninguém acreditaria. Ela própria não entende muito bem. Charles Talent Manx também tem um dom especial. Seu Rolls-Royce lhe permite levar crianças para passear por vias ocultas que conduzem a um tenebroso parque de diversões: a Terra do Natal. A viagem pela autoestrada da perversa imaginação de Charlie transforma seus preciosos passageiros, deixando-os tão aterrorizantes quanto seu aparente benfeitor. E chega então o dia em que Vic sai atrás de encrenca… e acaba encontrando Charlie.

Já faz um tempinho que li esse super livro, mas como nunca falei dele aqui no blog, decidi incluir na lista. Que livro, viu? Mas tem um público bem específico. Para saber se você faz parte dele só precisa responder uma pergunta: você é fã de Stephen King? Se a resposta for sim, se joga! O Hill é filho do grande mestre e escreveu esse terrorzão inundado de referências do pai. Eu amei tanto, em um nível tão alto! Aliás, falando dele agora me deu muita vontade de reler. Se você gosta do gênero é um forte candidato a amar essa obra de arte!

A Revolução dos Bichos – Goeorge Orwell

Sinopse: ‘A Revolução dos Bichos’ é uma fábula sobre o poder. Narra a insurreição dos animais de uma granja contra seus donos. Progressivamente, porém, a revolução degenera numa tirania ainda mais opressiva que a dos humanos.

Passei tanto tempo ouvindo falar sobre esse livro que não tinha como fugir da leitura dele. Ainda bem, viu? Que livro! Não se engane pelo clima de fábula que os animaizinhos falantes e pensantes podem dar à narrativa. No fim a gente quas eesquece desse detalhe impossível e acaba se indignando, se revoltando e odiando, como se fossem todos humanos. É uma leitura muito densa, por toda a reflexão e carga histórica que carrega. Quando cheguei ao fim eu já estava tendo pesadelos. Mais uma vez: que livro!!!

A Casa Assombrada – John Boyne

Sinopse: Eliza Caine tem 21 anos e acaba de perder o pai. Totalmente sozinha e sem dinheiro suficiente para pagar o aluguel na cidade, ela se depara com o anúncio em busca uma governanta para se dedicar aos cuidados e à educação das crianças de Gaudlin Hall, uma propriedade no condado de Norfolk. Assim, ela larga o emprego de professora numa escola para meninas e ruma para o interior. Chegando a Gaudlin Hall, Eliza se surpreende ao encontrar apenas Isabella, uma menina que parece inteligente demais para sua idade, e Eustace, seu adorável irmão de oito anos. Os pais das crianças não estão lá. Não se veem criados. A governanta recém-contratada busca informações com as pessoas do vilarejo, mas todos a evitam. E então coisas realmente assustadoras começam a acontecer…

Eu sou super fã do best seller O menino do pijama listrado, do mesmo autor. A Casa Assombrada é um livro com uma proposta bem diferente (comparado ao best seller) mas que eu gostei muito. Adoro terror e esse é bem clássico: se passa em uma casa assombrada, com uma governanta e umas crianças. Não é o melhor livro do gênero e eu achei que teve umas partes bem arrastadas, mas ainda asism gostei.

1984 – Goeorge Orwell

Sinopse: Winston vive aprisionado em uma sociedade completamente dominada pelo Estado. Essa submissão ao poder, é relatada, inclusive, na rotina desse personagem, que trabalha com a falsificação de registos históricos, a fim de satisfazer os interesses presentes. Winston, contudo, não aceita bem essa realidade, que se disfarça de democracia, e vive questionando a opressão que o Partido e o Grande Irmão exercem sob a sociedade. A inspiração do livro vem dos regimes totalitários das décadas de 30 e 40 e, é assim, sob a ótica da ficção, que o autor faz com que seus leitores reflitam sobre o sistema de controle, que depois de tanto tempo ainda é muito questionado.

Depois de ler A Revolução do Bichos fui atrás do outro super clássico das distopias, do mesmo autor: 1984. Nesse momento eu já estava cheia de expectativas, Cheia de ideias a respeito da história. Não em decepcionei e me decepcionei ao mesmo tempo. É que o livro tem tanta tensão, é tão absurdo e monstruoso. E dessa vez não tem nenhuma fantasia envolvida para nos lembrar que não passa de uma ficção. São tantas as semelhanças com a realidade que a gente acaba com medo do tempo passar e tudo se tornar real. É um livro muito mais pesado do que A Revolução e me deu muitos mais pesadelos. Mas pra quem gosta de cenários distópicos (ou nem tanto!) vale a pena dar uma lida nesse que é um dos maiores clássicos do gênero.


Ultimamente eu não tenho lido muito, mas esse post me fez me arrepender disso. Todos esses livros que recomendei aqui me trouxeram tantos bons momentos, tantas novas ideias e reflexões.

Só quem tem o hábito da leitura entende o que o fim de um bom livro representa: um misto de tristeza e felicidade, um turbilhão de emoções e novas vivências. Ler é uma das melhores experiências que podemos ter!

Espero muito que vocês gostem das indicações e possam aproveitar alguma delas como nova leitura. Me conta nos comentários se já leu ou quer ler algum desses livros que indiquei e também me indiquem os últimos livros que vocês leram e gostaram!

Troquei meus livros por um Kindle

Em 19.10.2016   Arquivado em Blog, Destaque, Livros

Entre o meio de agosto e o começo de setembro, eu tomei uma decisão: iria me desfazer dos meus livros.

Tenho feito algumas mudanças na minha vida e entre elas está o consumo consciente aliado ao desapego do que eu não uso ou não me faz bem. De certa forma, os livros estavam se enquadrando nessas duas categorias. Eu não os usava, porque os que já li eu dificilmente lerei novamente e os que eu não havia lido estavam encaixotados, porque eu estou postergando a compra de uma estante desde que me mudei (em setembro do ano passado!). E era isso que estava me deixando angustiada com relação a eles: a falta de um lugar adequado para guardá-los e acessá-los sempre que eu quisesse.

Desde que comecei as minhas faxinas minimalistas, eu me desfiz de tantas coisas! E muitas delas eu achava que era muito apegada, que não poderia viver sem. Mas me senti tão feliz quando finalmente foram embora e liberaram espaço aqui em casa.

Com os livros não foi diferente. Eu nunca tinha pensado em me desfazer deles, mas desde que tomei a decisão foi uma coisa tão natural e eu me senti tão bem e leve! Eles foram embora e eu não chorei pela sua partida.

Nem todos se foram, eu admito. Mas hoje apenas doze ainda moram comigo. Menos de 10% do volume inicial! Ficaram apenas os que realmente tem sentido na minha vida. Estou orgulhosa e muito feliz!

Os livros foram substituídos pelo meu novo Kindle (um leitor digital – uma espécie de tablet que “só” serve para leitura) e a mudança foi um verdadeiro upgrade da minha vida de leitora! Tenho lido muito mais do que antes, porque agora em qualquer lugar que eu esteja, eu tenho não um livro, mas toda a minha biblioteca à minha disposição. Mesmo que o Kindle não esteja comigo – o que raramente acontece, pois o carrego na bolsa para todos os cantos – eu posso ler pelo aplicativo, no celular, que salva a página que parei no Kindle e tudo o mais.

Eu passei metade da vida como leitora de biblioteca. Pegava livros emprestados e depois os devolvia, com a satisfação de ter adicionado mais uma história na minha lista mental de livros lidos. Não sei porque passei a ver os livros mais como objetos do que como experiências.

Eu continuo amando livros físicos e posso perder horas admirando-os dentro de uma livraria, mas eu não preciso mais levá-los para casa, onde vão perder todo o seu brilho, encalhados na estante – ou ainda pior: dentro de uma caixa! E para os livros que eu realmente amar e quiser ter um exemplar todo em papel, lindo e reluzente, ainda tem um lugar separado aqui em casa e no meu coração!

Recomendo esse exercício para todo mundo. Não precisa se desfazer de toda a sua estante e nem mesmo comprar um Kindle. Mas repense todos os títulos que você guarda só para fazer volume, de obras que algumas vezes você nem gostou ou até mesmo nem leu e não pensa em ler. Não faz sentido manter essas histórias aprisionadas. Venda, compre outros livros com o dinheiro e depois venda de novo. Troque por um livro que você quer mais do que aquele que já foi lido. Dê de presente para um amigo. Esqueça no ônibus para que outras pessoas possam lê-los. No fim, você também vai se sentir mais leve e feliz, pode acreditar!

Mas é claro que se você se sente muito bem e feliz como colecionador de livros, você não precisa fazer nada disso. Cada um sabe o que é melhor para si e não existe nenhuma forma certa ou errada de viver a vida! Essa experiência deu certo para mim e é algo em que eu acredito, mas não tem nenhum problema ter a opinião totalmente contrária à minha. 🙂

Se você se interessou um pouco mais pelo Kindle, em breve vou fazer um post contando a minha experiência com ele. 🙂

Se você quiser comprar um kindle ou até mesmo livros físicos, vale a pena dar uma olhada lá no site Cupom Válido, que tem vários cupons de desconto para lojas virtuais de vários segmentos. Passa lá!

E você também pode deixar suas dúvidas a respeito ou a sua experiência com um e-reader aqui nos comentários. Vou adorar conversar sobre esse assunto!

5 livros de Terror para ler em Outubro (Mês do Horror)

Em 07.10.2016   Arquivado em Livros

Todo mundo que me conhece sabe que eu sou fascinada por histórias de terror. Agora que comprei o kindle estou no ápice da minha vida de leitora (sério, eu to lendo o tempo todo!) e por isso eu quis fazer meu especial de leitura do mês de terror. Separei cinco livros que eu quero ler nessa temática e espero conseguir ler todos eles durante esse mês! Quem vem comigo?

Apesar de todos serem de temas sombrios (por que, né? mês do HORROR!), ainda são temas variados entre eles. Assombração, demônio, zumbis e uma bruxa. Tô animada!!! haha

#1 O Iluminado (Stephen King)

Em O iluminado, quando Jack Torrance consegue o emprego de zelador no velho hotel, todos os problemas da família parecem estar solucionados. Não mais o desemprego e as noites de bebedeiras. Não mais o sofrimento da esposa, Wendy. Tranquilidade e ar puro para o pequeno Danny livrar-se das convulsões que assustam a família.Só que o Overlook não é um hotel comum. O tempo esqueceu-se de enterrar velhos ódios e de cicatrizar antigas feridas, e espíritos malignos ainda residem nos corredores. O hotel é uma chaga aberta de ressentimento e desejo de vingança. É uma sentença de morte. E somente os poderes de Danny podem fazer frente à disseminação do mal.

Já comecei a ler e estou adorando! Demorei pra pegar esse livro pra ler por dois motivos: o primeiro é que eu já assisti o filme algumas vezes, então sei a história toda. E a segunda é que sempre que fui comprá-lo achava caro e aí voltava pro primeiro motivo e não comprava. Com o kindle (lá vem eu falando de kindle de novo! haha) eu acabei com os dois problemas: antes de comprar eu baixei a amostra e comecei a ler (a amostra dos livros vem com 20% do livro liberado). Com isso, descobri que tem muito mais coisas no livro, que não estão no filme. Mas são muitas coisas, mesmo! E aí o e-book dele está bem mais barato do que o livro de verdade, então eu me animei de mais pra ler. Como já falei, estou adorando!

#2 O Exorcista (William Peter Blatty)

Nos Estados Unidos da América, algo muito estranho acontece. Atingida por uma doença que os melhores especialistas não conseguem descobrir, uma criança caminha para a morte, semeando a destruição à sua volta, ao mesmo tempo que se vai apagando numa agonia atroz.

Eu simplesmente sei de cor o filme todo de O Exorcista. Assisti muitas e muitas vezes. Adoro esse filme! Por alguma maldade do universo, até pouco tempo atrás eu não sabia que existia um livro, quando descobri fiquei bem curiosa pra ler. E agora chegou o momento! Também já comecei a ler, mas estou bem no comecinho ainda, mas também é uma leitura que estou super animada para concluir.

#3 Aura (Carlos Fuentes)

Poucos textos na literatura mexicana têm a beleza e a expressividade desta narrativa, “Aura”, em que os processos da ficção são levados às últimas consequências. As imagens do sonho alteram a realidade ou a realidade se vê contaminada pelo sonho. O fato é que Carlos Fuentes, dono de todos os recursos, empregando uma eficaz técnica literária, deu alento a uma atmosfera de sombras e ecos, onde está manifestado o tema da verdadeira identidade, e o amor volta a se unir, acima do tempo, através do mal e da morte. “Aura” é mais do que uma intensa história de fantasmas: é uma lúcida e alucinada exploração do sobrenatural, um encontro dessa vaga fronteira entre a irrealidade e o tangível, esta zona da arte onde o horror gera a beleza.

Tava vendo algum vídeo da Tati Feltrin e ela recomendou esse livro falando que foi uma história que a fez dormir de luz acesa. E olha, se tem uma coisa muito bizarra a meu respeito é que eu ADORO sentir medo. Nunca vou entender, porque no momento do medo em si eu fico lá querendo morrer, mas eu busco esse tipo de sentimento, fazer o que!

#4 The Walking Dead – A Queda do Governador (Jay Bonansinga e Robert Kirkman)

O terceiro livro da série, “The Walking Dead: A queda do Governador – Parte Um”, conta em detalhes o destino desse que é o personagem mais controvertido em um mundo dominado por mortos-vivos. No primeiro volume, “A ascensão do Governador”, descobrimos como ele se tornou esse homem e qual a origem de suas atitudes extremas. Já no segundo, “O caminho para Woodbury”, acompanhamos suas interações com os moradores. E do que ele foi capaz para que a cidade murada fosse um local seguro no qual as pessoas pudessem viver em paz em meio ao apocalipse zumbi. E do que um grupo de humanos errantes é capaz para alcançar esse aparente paraíso. “The Walking Dead: A queda do Governador – Parte 1” dá continuação à história de ação e horror.

Terceiro volume da série, que era pra ser uma trilogia mas parece que já tem 5 ou 6 livros (até quando, editoras?). Eu assisto a série desde o começo e quando ainda estava no primeiro livro eu comecei a lê-los. Li os dois primeiros e depois acabei parando. Confesso que não morro de amores pelos personagens dos livros, mas o segunda livro acabou deixando um gancho enorme para esse e eu quero saber o que acontece. É assim mesmo, né? haha

#5 A Bruxa de Near (Victoria Schwab)

Na cidade de Near não existem estranhos e a velha história da Bruxa é contada apenas para assustar as crianças. Estas são as verdades que Lexi Harris ouviu durante toda a vida. Mas quando um estranho, um garoto que parece desaparecer como fumaça, surge em uma noite do lado de fora de sua casa, ela sabe que algo não está correto. Na noite seguinte, crianças começam a desaparecer de suas camas sem deixar qualquer vestígio e o estranho é o principal suspeito. Mas quando o garoto se oferece para ajudar na busca, algo no coração de Lexi diz que ele esconde outros segredos e não é o culpado. Ela estaria imaginando ou o vento parecia sussurrar através das paredes? Quando a busca pelas crianças se intensifica, o mesmo acontece com a necessidade de Lexi de saber sobre a Bruxa que talvez não seja só uma história para dormir…

Eu estava querendo muito ler alguma coisa sobre um vilarejo de época, com lendas e bruxas (tipo o filme A Bruxa) e quando achei indicações desse livro eu fiquei animada. Estou torcendo muito para que seja uma leitura tensa e cheia de mistérios! Tomara, né?


Gostaram das minhas escolhas? Se tiverem outras sugestões de livros de terror que leram e adoraram, deixem nos comentários. Eu gosto desse tema o ano todo! haha

Aproveitem e me contem também se vocês preferem que eu faça as resenhas desses livros ao longo do mês ou se acham melhor falar um pouquinho sobre cada um deles no fim do mês, em um post dedicado.

E quem já leu algum desses livros, me conta o que achou! Mas sem spoiler, tá? haha
Quem ainda não leu tá mais do que convidado para entrar nesse climão de medo comigo! 😀

Livro: Thirteen Reasons Why (Os 13 Porquês)

Em 30.09.2016   Arquivado em Livros

Faz um tempão que eu não falo sobre livros aqui no blog, mas esse livro eu terminei de ler ontem e preciso compartilhar com vocês!

Hoje é o último dia de Setembro, e nós temos o Setembro Amarelo, uma campanha de conscientização sobre a prevenção do suicídio (se você não conhece esse projeto, eu recomendo que conheçam o site para saberem mais detalhes).

Então, além de falar um pouco sobre o livro, que permeia esse tema tão pesado, mas que não deixa de ser uma realidade (o suicídio), quero conversar um pouco sobre como a gente deve sempre se colocar no lugar das pessoas e nos preocuparmos com o impacto que temos sobre a vida delas.


Título: Thirteen Reasons Why (Os 13 Porquês)
Autor: Jay Asher
Editora: Razorbill (No Brasil foi publicado pela Ática)
Ano: 2007
Especificações: Li em e-book, pelo Kindle.

Ao voltar da escola, Clay Jensen encontra na porta de casa um misterioso pacote com seu nome. Dentro, ele descobre várias fitas cassetes. O garoto então ouve as gravações e se dá conta de que elas foram feitas por Hannah Baker – uma colega de classe e antiga paquera -, que cometeu suicídio duas semanas atrás.
Nas fitas, Hannah explica que existem treze motivos que a levaram à decisão de se matar e que Clay é um desses motivos. Agora ele precisa ouvir tudo até o fim para descobrir como contribuiu para esse trágico acontecimento.

Duas semanas após o suicídio de sua colega Hanna, Clay recebe uma caixa contendo 7 tapes gravados por ela, explicando os motivos que a levaram a cometer suicídio. São 13 pessoas envolvidas. Cada uma delas contribuiu de alguma forma e vai ter a sua história contada de um lado de uma das fitas.

Ele não poderia ficar mais chocado, afinal, ele era apaixonada pela Hanna e não consegue imaginar o que tenha feito que possa ter contribuído para transformar a vida dela em algo tão insuportável para que ela desejasse acabar com tudo.

Ao longo de toda a escuta, o Clay vai fazendo auto questionamentos e alguns complementos à história da Hanna. Mas eu realmente me incomodei com a falta de profundidade que ele ganhou. Além da Hanna, ele é o protagonista do livro e pouco é dito sobre ele. E ele pouco contrubui para a história que a Hanna está contando.

Uma informação importante: o gatilho para a depressão da Hanna, que a levou a cometer suicídio, foi o slutshaming – um tipo de bullying, onde uma garota é humilhada e ridicularizada por ser considerada fácil e/ou vulgar. Recomendo muito a leitura desse artigo para um entendimento melhor sobre o assunto. Muitas vezes a gente pode fazer algo parecido e nem se dar conta disso.

O livro é narrado em primeira pessoa, com a perspectiva destes dois personagens: a Hanna e o Clay. Quando é ela quem está “falando”, as palavras ficam em itálico, para conseguirmos identificar de quem é o ponto de vista.

A divisão dos capítulos é feita pelo número e pelo lado da fita, conforme elas vão sendo ouvidas pelo Clay.

Eu gostei muito do livro. Mas acho que poderia ter tido um pouco mais de profundidade no assunto tratado. Algumas coisas ficaram bem superficiais. E como eu já disse, eu gostaria que o Clay tivesse acrescentado um pouco mais à história, tanto na relação deles, como na vida dele e principalmente com informações adcionais sobre a Hanna e a vida dela. Houve, inclusive, algo que ele falou sobre o velório dela que eu fiquei extremamente intrigada, esperando que houvesse uma explicação para o que aconteceu, mas depois ele nunca mais retomou o assunto.

Vamos falar sobre depressão e suicídio?

O livro bate repetidamente na tecla Como as nossas atitudes impactam a vida das pessoas com quem nos relacionamos?. E eu tenho certeza que essa é uma discussão importantíssima para termos. Mas indo um pouco além disso, eu gostaria de perguntar: Por que a gente sempre quer decidir como as pessoas devem se sentir a respeito das coisas?

Lendo alguns comentários sobre este livro, eu me deparei com várias pessoas discutindo sobre se os motivos que a Hanna apresentou eram válidos ou se eram só drama e vontade de chamar a atenção. No próprio livro, um dos personagens não aceita o fato de que ele contribuiu para a morte da Hanna, ele alega que ela apenas estava procurando um motivo para colocar fim à vida, que ele não havia feito nada.

O que eu gostaria de chamar para reflexão, é que as pessoas são únicas e como nos sentimos a respeito de cada coisa é subjetivo e depende de uma série de fatores, como a nossa cultura, nossa criação, nosso temperamento… Cada sopro de vento a que estamos expostos constroem o que somos e como vamos reagir aos esímulos que recebemos na vida. É algo muito parecido com gosto: cada um tem o seu e nós devemos respeitar o do outro.

Talvez para o leitor que se deparar com a história da Hanna, os motivos que ela apresentar não sejam suficientes para que, caso aconteçam na vida desse leitor, ele coloque fim à própria vida. Mas eles foram suficientes para a Hanna.

Nós não decidimos como as pessoas vão se sentir a respeito das coisas que fazemos. Apenas elas podem decidir porque apenas elas vão sentí-las. É individual. Emoções não são padronizadas.


Eu quero te convidar a ler esse livro e refletir sobre esse assunto.

É um livro muito válido para todas as idades, mas acho que adolescentes deveriam o ter como leitura obrigatória. Algumas vezes nós somos duros com as pessoas, somos cruéis e perversos e não nos importamos de nos divertirmos em cima de seu sofrimento. Mas é importante refletirmos sobre as consequências a que isso pode levar.

Espero muito mesmo que vocês pensem sobre esse assunto e que possamos construir um mundo melhor e sem preconceito através das nossas atitudes.

Informações adcionais:
Você pode encontrar o livro em português e em inglês na Amazon. O ebook só está disponível em inglês. Eu não recebo nada caso você clique nesses links.

Livro: Como falar com um viúvo (beda #10)

Em 10.08.2015   Arquivado em Livros

Como podem ver pela foto acima e pelo título do post, hoje eu vou falar sobre esse livro que já elogiei tanto por aqui. Não é uma resenha pois não sou nenhuma autoridade no mundo das leituras. Considerem mais como uma conversa sobre livros entre amigos. 🙂

Antes de começar, quero pedir desculpas pela indisponibilidade do blog hoje a tarde (e começo da noite) e agradecer pelo carinho de todo mundo que foi me perguntar o que estava acontecendo. Aconteceu um problena no servidor onde o blog é hospedado, mas felizmente tudo se resolveu. Também peço desculpas pois eu queria fazer outras fotos desse livro para a resenha, mas não consegui. Na verdade era pra esse post que está semi-pronto sair outro dia, mas com o servidor fora do ar, não consegui terminar o post que pretendia colocar no ar hoje. Prometo que vou falar dele da mesma forma que falaria com as fotos melhores, tá?

Comecei a ler esse livro por conta da Maratona Literária de Inverno 2015, que me propus a fazer e falhei miseravelmente! Esse foi o “Livro que alguém escolheu por você” e como já falei, foi escolha da Clay do Sai da Minha Lente.


Título: Como falar com um viúvo (How to Talk to a Widower)

Autor: Jonathan Tropper
Editora: Sextante
Edição: 1ª
Ano: 2007
Especificações: Brochura | 271 páginas


Eu tinha uma esposa. Seu nome era Hailey. Agora ela se foi. E eu também.

Desde que sua esposa, Hailey, morreu há um ano, Doug Parker só pensa em se afogar em autopiedade e Jack Daniel´s. Não tirou nada do lugar em que ela deixou: o sutiã continua pendurado na maçaneta da porta, o livro, sobre a mesinha de cabeceira. Nada mais tem graça e até os coelhos que insistem em aparecer no gramado de sua casa no subúrbio de classe média alta de New Radford o tiram do sério.

Mas Doug tem outras coisas com que se preocupar. Seu pai sofreu um AVC e não se lembra de quase nada. Sua mãe, uma ex-atriz de teatro, continua agindo como se ainda vivesse seus dias de fama. Sua irmã caçula e certinha, Debbie, conheceu o noivo durante o velório de Hailey, e Doug não consegue perdoá-la por isso. Seu enteado de 16 anos, que já foi um rapaz tranquilo, agora vive arrumando encrencas cada vez mais sérias.

E tudo se torna ainda mais confuso para Doug quando Claire, sua divertida e mandona irmã gêmea, grávida e prestes a se divorciar do marido, se muda para sua casa, disposta a arrancá-lo do estupor do luto e trazê-lo de volta à vida – e isso inclui começar a sair com outras mulheres.

Doug é jovem, charmoso e triste, ou seja, tem a química perfeita para protagonizar os mais inusitados encontros românticos. Em pouco tempo sua vida vira do avesso e lhe escapa totalmente ao controle, gerando uma hilária série de equívocos sexuais e episódios familiares tragicômicos.

Engraçado, melancólico, sensual e inteligente, Como falar com um Viúvo é um romance sobre encontrar seu próprio caminho, mesmo quando não se tem ideia do lugar aonde se quer chegar.

Doug é um jovem viúvo que não conseguiu superar a perda de sua esposa Hailey, mesmo depois de um ano de sua morte. Por dentro, ele também está morto.
Como colunista, após o terrível acidente aéreo que levou sua esposa de sua vida, ele começa a escrever uma coluna na revista para a qual trabalha chamada Como falar com um viúvo, onde expõe com um humor negro e ácido toda a dor de ser viúvo aos 28 anos.

Apesar da temática bem pesada – a viúvez de alguém por causa de um desastre de avião e toda a dor que circunda a vida dessa pessoa – o livro é extremamente engraçado. O personagem tem um humor pra lá de ácido e eu AMO MUITO essa característica nas pessoas. Ele sabe que está fazendo piada com o que não deveria, mas ele faz. E essas piadas são ainda melhores porque ele não ve graça nelas, para ele é apenas a melhor forma de contar como é a sua vida depois da morte da sua amada esposa.

Os personagens segundários também são ótimos. Nada muito minuciosamente desenvolvido, mas eu gosto disso. Gosto de atribuir características por mim mesma, ao invés de estar tudo pronto.
Adorei a Claire, irmã gêmea do Doug, e me identifiquei demais com ela em vários momentos, além de ter me identificado com o próprio Doug. A relação entre eles me lembrou muito a dos gêmeos Nick e Margo, de Garota Exemplar.

Falando sobre o livro em si, a capa está linda, a diagramação tá muito boa e o trabalho de revisão impecável, pois eu não encontrei nenhum erro ao longo da leitura.


Indico demais, viu? É um livro bem leve (apesar da história pesada, o autor faz um trabalho excelente em transformar uma tragédia em comédia para rir alto) e a leitura é fluida e rápida, afinal são apenas 272 páginas.

Dá pra comprá-lo aqui (super barato!) e ainda ler o primeiro capítulo aqui, pra sentir o gostinho da leitura.

Quem já leu ou pretende ler? Me conta! 😀

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