Categoria "Livros"

Troquei meus livros por um Kindle

Em 19.10.2016   Arquivado em Blog, Destaque, Livros

Entre o meio de agosto e o começo de setembro, eu tomei uma decisão: iria me desfazer dos meus livros.

Tenho feito algumas mudanças na minha vida e entre elas está o consumo consciente aliado ao desapego do que eu não uso ou não me faz bem. De certa forma, os livros estavam se enquadrando nessas duas categorias. Eu não os usava, porque os que já li eu dificilmente lerei novamente e os que eu não havia lido estavam encaixotados, porque eu estou postergando a compra de uma estante desde que me mudei (em setembro do ano passado!). E era isso que estava me deixando angustiada com relação a eles: a falta de um lugar adequado para guardá-los e acessá-los sempre que eu quisesse.

Desde que comecei as minhas faxinas minimalistas, eu me desfiz de tantas coisas! E muitas delas eu achava que era muito apegada, que não poderia viver sem. Mas me senti tão feliz quando finalmente foram embora e liberaram espaço aqui em casa.

Com os livros não foi diferente. Eu nunca tinha pensado em me desfazer deles, mas desde que tomei a decisão foi uma coisa tão natural e eu me senti tão bem e leve! Eles foram embora e eu não chorei pela sua partida.

Nem todos se foram, eu admito. Mas hoje apenas doze ainda moram comigo. Menos de 10% do volume inicial! Ficaram apenas os que realmente tem sentido na minha vida. Estou orgulhosa e muito feliz!

Os livros foram substituídos pelo meu novo Kindle (um leitor digital – uma espécie de tablet que “só” serve para leitura) e a mudança foi um verdadeiro upgrade da minha vida de leitora! Tenho lido muito mais do que antes, porque agora em qualquer lugar que eu esteja, eu tenho não um livro, mas toda a minha biblioteca à minha disposição. Mesmo que o Kindle não esteja comigo – o que raramente acontece, pois o carrego na bolsa para todos os cantos – eu posso ler pelo aplicativo, no celular, que salva a página que parei no Kindle e tudo o mais.

Eu passei metade da vida como leitora de biblioteca. Pegava livros emprestados e depois os devolvia, com a satisfação de ter adicionado mais uma história na minha lista mental de livros lidos. Não sei porque passei a ver os livros mais como objetos do que como experiências.

Eu continuo amando livros físicos e posso perder horas admirando-os dentro de uma livraria, mas eu não preciso mais levá-los para casa, onde vão perder todo o seu brilho, encalhados na estante – ou ainda pior: dentro de uma caixa! E para os livros que eu realmente amar e quiser ter um exemplar todo em papel, lindo e reluzente, ainda tem um lugar separado aqui em casa e no meu coração!

Recomendo esse exercício para todo mundo. Não precisa se desfazer de toda a sua estante e nem mesmo comprar um Kindle. Mas repense todos os títulos que você guarda só para fazer volume, de obras que algumas vezes você nem gostou ou até mesmo nem leu e não pensa em ler. Não faz sentido manter essas histórias aprisionadas. Venda, compre outros livros com o dinheiro e depois venda de novo. Troque por um livro que você quer mais do que aquele que já foi lido. Dê de presente para um amigo. Esqueça no ônibus para que outras pessoas possam lê-los. No fim, você também vai se sentir mais leve e feliz, pode acreditar!

Mas é claro que se você se sente muito bem e feliz como colecionador de livros, você não precisa fazer nada disso. Cada um sabe o que é melhor para si e não existe nenhuma forma certa ou errada de viver a vida! Essa experiência deu certo para mim e é algo em que eu acredito, mas não tem nenhum problema ter a opinião totalmente contrária à minha. :)

Se você se interessou um pouco mais pelo Kindle, em breve vou fazer um post contando a minha experiência com ele. :)

E você também pode deixar suas dúvidas a respeito ou a sua experiência com um e-reader aqui nos comentários. Vou adorar conversar sobre esse assunto!

5 livros de Terror para ler em Outubro (Mês do Horror)

Em 07.10.2016   Arquivado em Livros

Todo mundo que me conhece sabe que eu sou fascinada por histórias de terror. Agora que comprei o kindle estou no ápice da minha vida de leitora (sério, eu to lendo o tempo todo!) e por isso eu quis fazer meu especial de leitura do mês de terror. Separei cinco livros que eu quero ler nessa temática e espero conseguir ler todos eles durante esse mês! Quem vem comigo?

Apesar de todos serem de temas sombrios (por que, né? mês do HORROR!), ainda são temas variados entre eles. Assombração, demônio, zumbis e uma bruxa. Tô animada!!! haha

#1 O Iluminado (Stephen King)

Em O iluminado, quando Jack Torrance consegue o emprego de zelador no velho hotel, todos os problemas da família parecem estar solucionados. Não mais o desemprego e as noites de bebedeiras. Não mais o sofrimento da esposa, Wendy. Tranquilidade e ar puro para o pequeno Danny livrar-se das convulsões que assustam a família.Só que o Overlook não é um hotel comum. O tempo esqueceu-se de enterrar velhos ódios e de cicatrizar antigas feridas, e espíritos malignos ainda residem nos corredores. O hotel é uma chaga aberta de ressentimento e desejo de vingança. É uma sentença de morte. E somente os poderes de Danny podem fazer frente à disseminação do mal.

Já comecei a ler e estou adorando! Demorei pra pegar esse livro pra ler por dois motivos: o primeiro é que eu já assisti o filme algumas vezes, então sei a história toda. E a segunda é que sempre que fui comprá-lo achava caro e aí voltava pro primeiro motivo e não comprava. Com o kindle (lá vem eu falando de kindle de novo! haha) eu acabei com os dois problemas: antes de comprar eu baixei a amostra e comecei a ler (a amostra dos livros vem com 20% do livro liberado). Com isso, descobri que tem muito mais coisas no livro, que não estão no filme. Mas são muitas coisas, mesmo! E aí o e-book dele está bem mais barato do que o livro de verdade, então eu me animei de mais pra ler. Como já falei, estou adorando!

#2 O Exorcista (William Peter Blatty)

Nos Estados Unidos da América, algo muito estranho acontece. Atingida por uma doença que os melhores especialistas não conseguem descobrir, uma criança caminha para a morte, semeando a destruição à sua volta, ao mesmo tempo que se vai apagando numa agonia atroz.

Eu simplesmente sei de cor o filme todo de O Exorcista. Assisti muitas e muitas vezes. Adoro esse filme! Por alguma maldade do universo, até pouco tempo atrás eu não sabia que existia um livro, quando descobri fiquei bem curiosa pra ler. E agora chegou o momento! Também já comecei a ler, mas estou bem no comecinho ainda, mas também é uma leitura que estou super animada para concluir.

#3 Aura (Carlos Fuentes)

Poucos textos na literatura mexicana têm a beleza e a expressividade desta narrativa, “Aura”, em que os processos da ficção são levados às últimas consequências. As imagens do sonho alteram a realidade ou a realidade se vê contaminada pelo sonho. O fato é que Carlos Fuentes, dono de todos os recursos, empregando uma eficaz técnica literária, deu alento a uma atmosfera de sombras e ecos, onde está manifestado o tema da verdadeira identidade, e o amor volta a se unir, acima do tempo, através do mal e da morte. “Aura” é mais do que uma intensa história de fantasmas: é uma lúcida e alucinada exploração do sobrenatural, um encontro dessa vaga fronteira entre a irrealidade e o tangível, esta zona da arte onde o horror gera a beleza.

Tava vendo algum vídeo da Tati Feltrin e ela recomendou esse livro falando que foi uma história que a fez dormir de luz acesa. E olha, se tem uma coisa muito bizarra a meu respeito é que eu ADORO sentir medo. Nunca vou entender, porque no momento do medo em si eu fico lá querendo morrer, mas eu busco esse tipo de sentimento, fazer o que!

#4 The Walking Dead – A Queda do Governador (Jay Bonansinga e Robert Kirkman)

O terceiro livro da série, “The Walking Dead: A queda do Governador – Parte Um”, conta em detalhes o destino desse que é o personagem mais controvertido em um mundo dominado por mortos-vivos. No primeiro volume, “A ascensão do Governador”, descobrimos como ele se tornou esse homem e qual a origem de suas atitudes extremas. Já no segundo, “O caminho para Woodbury”, acompanhamos suas interações com os moradores. E do que ele foi capaz para que a cidade murada fosse um local seguro no qual as pessoas pudessem viver em paz em meio ao apocalipse zumbi. E do que um grupo de humanos errantes é capaz para alcançar esse aparente paraíso. “The Walking Dead: A queda do Governador – Parte 1″ dá continuação à história de ação e horror.

Terceiro volume da série, que era pra ser uma trilogia mas parece que já tem 5 ou 6 livros (até quando, editoras?). Eu assisto a série desde o começo e quando ainda estava no primeiro livro eu comecei a lê-los. Li os dois primeiros e depois acabei parando. Confesso que não morro de amores pelos personagens dos livros, mas o segunda livro acabou deixando um gancho enorme para esse e eu quero saber o que acontece. É assim mesmo, né? haha

#5 A Bruxa de Near (Victoria Schwab)

Na cidade de Near não existem estranhos e a velha história da Bruxa é contada apenas para assustar as crianças. Estas são as verdades que Lexi Harris ouviu durante toda a vida. Mas quando um estranho, um garoto que parece desaparecer como fumaça, surge em uma noite do lado de fora de sua casa, ela sabe que algo não está correto. Na noite seguinte, crianças começam a desaparecer de suas camas sem deixar qualquer vestígio e o estranho é o principal suspeito. Mas quando o garoto se oferece para ajudar na busca, algo no coração de Lexi diz que ele esconde outros segredos e não é o culpado. Ela estaria imaginando ou o vento parecia sussurrar através das paredes? Quando a busca pelas crianças se intensifica, o mesmo acontece com a necessidade de Lexi de saber sobre a Bruxa que talvez não seja só uma história para dormir…

Eu estava querendo muito ler alguma coisa sobre um vilarejo de época, com lendas e bruxas (tipo o filme A Bruxa) e quando achei indicações desse livro eu fiquei animada. Estou torcendo muito para que seja uma leitura tensa e cheia de mistérios! Tomara, né?


Gostaram das minhas escolhas? Se tiverem outras sugestões de livros de terror que leram e adoraram, deixem nos comentários. Eu gosto desse tema o ano todo! haha

Aproveitem e me contem também se vocês preferem que eu faça as resenhas desses livros ao longo do mês ou se acham melhor falar um pouquinho sobre cada um deles no fim do mês, em um post dedicado.

E quem já leu algum desses livros, me conta o que achou! Mas sem spoiler, tá? haha
Quem ainda não leu tá mais do que convidado para entrar nesse climão de medo comigo! :D

Livro: Thirteen Reasons Why (Os 13 Porquês)

Em 30.09.2016   Arquivado em Livros

Faz um tempão que eu não falo sobre livros aqui no blog, mas esse livro eu terminei de ler ontem e preciso compartilhar com vocês!

Hoje é o último dia de Setembro, e nós temos o Setembro Amarelo, uma campanha de conscientização sobre a prevenção do suicídio (se você não conhece esse projeto, eu recomendo que conheçam o site para saberem mais detalhes).

Então, além de falar um pouco sobre o livro, que permeia esse tema tão pesado, mas que não deixa de ser uma realidade (o suicídio), quero conversar um pouco sobre como a gente deve sempre se colocar no lugar das pessoas e nos preocuparmos com o impacto que temos sobre a vida delas.


Título: Thirteen Reasons Why (Os 13 Porquês)
Autor: Jay Asher
Editora: Razorbill (No Brasil foi publicado pela Ática)
Ano: 2007
Especificações: Li em e-book, pelo Kindle.

Ao voltar da escola, Clay Jensen encontra na porta de casa um misterioso pacote com seu nome. Dentro, ele descobre várias fitas cassetes. O garoto então ouve as gravações e se dá conta de que elas foram feitas por Hannah Baker – uma colega de classe e antiga paquera -, que cometeu suicídio duas semanas atrás.
Nas fitas, Hannah explica que existem treze motivos que a levaram à decisão de se matar e que Clay é um desses motivos. Agora ele precisa ouvir tudo até o fim para descobrir como contribuiu para esse trágico acontecimento.

Duas semanas após o suicídio de sua colega Hanna, Clay recebe uma caixa contendo 7 tapes gravados por ela, explicando os motivos que a levaram a cometer suicídio. São 13 pessoas envolvidas. Cada uma delas contribuiu de alguma forma e vai ter a sua história contada de um lado de uma das fitas.

Ele não poderia ficar mais chocado, afinal, ele era apaixonada pela Hanna e não consegue imaginar o que tenha feito que possa ter contribuído para transformar a vida dela em algo tão insuportável para que ela desejasse acabar com tudo.

Ao longo de toda a escuta, o Clay vai fazendo auto questionamentos e alguns complementos à história da Hanna. Mas eu realmente me incomodei com a falta de profundidade que ele ganhou. Além da Hanna, ele é o protagonista do livro e pouco é dito sobre ele. E ele pouco contrubui para a história que a Hanna está contando.

Uma informação importante: o gatilho para a depressão da Hanna, que a levou a cometer suicídio, foi o slutshaming – um tipo de bullying, onde uma garota é humilhada e ridicularizada por ser considerada fácil e/ou vulgar. Recomendo muito a leitura desse artigo para um entendimento melhor sobre o assunto. Muitas vezes a gente pode fazer algo parecido e nem se dar conta disso.

O livro é narrado em primeira pessoa, com a perspectiva destes dois personagens: a Hanna e o Clay. Quando é ela quem está “falando”, as palavras ficam em itálico, para conseguirmos identificar de quem é o ponto de vista.

A divisão dos capítulos é feita pelo número e pelo lado da fita, conforme elas vão sendo ouvidas pelo Clay.

Eu gostei muito do livro. Mas acho que poderia ter tido um pouco mais de profundidade no assunto tratado. Algumas coisas ficaram bem superficiais. E como eu já disse, eu gostaria que o Clay tivesse acrescentado um pouco mais à história, tanto na relação deles, como na vida dele e principalmente com informações adcionais sobre a Hanna e a vida dela. Houve, inclusive, algo que ele falou sobre o velório dela que eu fiquei extremamente intrigada, esperando que houvesse uma explicação para o que aconteceu, mas depois ele nunca mais retomou o assunto.

Vamos falar sobre depressão e suicídio?

O livro bate repetidamente na tecla Como as nossas atitudes impactam a vida das pessoas com quem nos relacionamos?. E eu tenho certeza que essa é uma discussão importantíssima para termos. Mas indo um pouco além disso, eu gostaria de perguntar: Por que a gente sempre quer decidir como as pessoas devem se sentir a respeito das coisas?

Lendo alguns comentários sobre este livro, eu me deparei com várias pessoas discutindo sobre se os motivos que a Hanna apresentou eram válidos ou se eram só drama e vontade de chamar a atenção. No próprio livro, um dos personagens não aceita o fato de que ele contribuiu para a morte da Hanna, ele alega que ela apenas estava procurando um motivo para colocar fim à vida, que ele não havia feito nada.

O que eu gostaria de chamar para reflexão, é que as pessoas são únicas e como nos sentimos a respeito de cada coisa é subjetivo e depende de uma série de fatores, como a nossa cultura, nossa criação, nosso temperamento… Cada sopro de vento a que estamos expostos constroem o que somos e como vamos reagir aos esímulos que recebemos na vida. É algo muito parecido com gosto: cada um tem o seu e nós devemos respeitar o do outro.

Talvez para o leitor que se deparar com a história da Hanna, os motivos que ela apresentar não sejam suficientes para que, caso aconteçam na vida desse leitor, ele coloque fim à própria vida. Mas eles foram suficientes para a Hanna.

Nós não decidimos como as pessoas vão se sentir a respeito das coisas que fazemos. Apenas elas podem decidir porque apenas elas vão sentí-las. É individual. Emoções não são padronizadas.


Eu quero te convidar a ler esse livro e refletir sobre esse assunto.

É um livro muito válido para todas as idades, mas acho que adolescentes deveriam o ter como leitura obrigatória. Algumas vezes nós somos duros com as pessoas, somos cruéis e perversos e não nos importamos de nos divertirmos em cima de seu sofrimento. Mas é importante refletirmos sobre as consequências a que isso pode levar.

Espero muito mesmo que vocês pensem sobre esse assunto e que possamos construir um mundo melhor e sem preconceito através das nossas atitudes.

Informações adcionais:
Você pode encontrar o livro em português e em inglês na Amazon. O ebook só está disponível em inglês. Eu não recebo nada caso você clique nesses links.

Livro: Como falar com um viúvo (beda #10)

Em 10.08.2015   Arquivado em Livros

Como podem ver pela foto acima e pelo título do post, hoje eu vou falar sobre esse livro que já elogiei tanto por aqui. Não é uma resenha pois não sou nenhuma autoridade no mundo das leituras. Considerem mais como uma conversa sobre livros entre amigos. :)

Antes de começar, quero pedir desculpas pela indisponibilidade do blog hoje a tarde (e começo da noite) e agradecer pelo carinho de todo mundo que foi me perguntar o que estava acontecendo. Aconteceu um problena no servidor onde o blog é hospedado, mas felizmente tudo se resolveu. Também peço desculpas pois eu queria fazer outras fotos desse livro para a resenha, mas não consegui. Na verdade era pra esse post que está semi-pronto sair outro dia, mas com o servidor fora do ar, não consegui terminar o post que pretendia colocar no ar hoje. Prometo que vou falar dele da mesma forma que falaria com as fotos melhores, tá?

Comecei a ler esse livro por conta da Maratona Literária de Inverno 2015, que me propus a fazer e falhei miseravelmente! Esse foi o “Livro que alguém escolheu por você” e como já falei, foi escolha da Clay do Sai da Minha Lente.


Título: Como falar com um viúvo (How to Talk to a Widower)

Autor: Jonathan Tropper
Editora: Sextante
Edição: 1ª
Ano: 2007
Especificações: Brochura | 271 páginas


Eu tinha uma esposa. Seu nome era Hailey. Agora ela se foi. E eu também.

Desde que sua esposa, Hailey, morreu há um ano, Doug Parker só pensa em se afogar em autopiedade e Jack Daniel´s. Não tirou nada do lugar em que ela deixou: o sutiã continua pendurado na maçaneta da porta, o livro, sobre a mesinha de cabeceira. Nada mais tem graça e até os coelhos que insistem em aparecer no gramado de sua casa no subúrbio de classe média alta de New Radford o tiram do sério.

Mas Doug tem outras coisas com que se preocupar. Seu pai sofreu um AVC e não se lembra de quase nada. Sua mãe, uma ex-atriz de teatro, continua agindo como se ainda vivesse seus dias de fama. Sua irmã caçula e certinha, Debbie, conheceu o noivo durante o velório de Hailey, e Doug não consegue perdoá-la por isso. Seu enteado de 16 anos, que já foi um rapaz tranquilo, agora vive arrumando encrencas cada vez mais sérias.

E tudo se torna ainda mais confuso para Doug quando Claire, sua divertida e mandona irmã gêmea, grávida e prestes a se divorciar do marido, se muda para sua casa, disposta a arrancá-lo do estupor do luto e trazê-lo de volta à vida – e isso inclui começar a sair com outras mulheres.

Doug é jovem, charmoso e triste, ou seja, tem a química perfeita para protagonizar os mais inusitados encontros românticos. Em pouco tempo sua vida vira do avesso e lhe escapa totalmente ao controle, gerando uma hilária série de equívocos sexuais e episódios familiares tragicômicos.

Engraçado, melancólico, sensual e inteligente, Como falar com um Viúvo é um romance sobre encontrar seu próprio caminho, mesmo quando não se tem ideia do lugar aonde se quer chegar.

Doug é um jovem viúvo que não conseguiu superar a perda de sua esposa Hailey, mesmo depois de um ano de sua morte. Por dentro, ele também está morto.
Como colunista, após o terrível acidente aéreo que levou sua esposa de sua vida, ele começa a escrever uma coluna na revista para a qual trabalha chamada Como falar com um viúvo, onde expõe com um humor negro e ácido toda a dor de ser viúvo aos 28 anos.

Apesar da temática bem pesada – a viúvez de alguém por causa de um desastre de avião e toda a dor que circunda a vida dessa pessoa – o livro é extremamente engraçado. O personagem tem um humor pra lá de ácido e eu AMO MUITO essa característica nas pessoas. Ele sabe que está fazendo piada com o que não deveria, mas ele faz. E essas piadas são ainda melhores porque ele não ve graça nelas, para ele é apenas a melhor forma de contar como é a sua vida depois da morte da sua amada esposa.

Os personagens segundários também são ótimos. Nada muito minuciosamente desenvolvido, mas eu gosto disso. Gosto de atribuir características por mim mesma, ao invés de estar tudo pronto.
Adorei a Claire, irmã gêmea do Doug, e me identifiquei demais com ela em vários momentos, além de ter me identificado com o próprio Doug. A relação entre eles me lembrou muito a dos gêmeos Nick e Margo, de Garota Exemplar.

Falando sobre o livro em si, a capa está linda, a diagramação tá muito boa e o trabalho de revisão impecável, pois eu não encontrei nenhum erro ao longo da leitura.


Indico demais, viu? É um livro bem leve (apesar da história pesada, o autor faz um trabalho excelente em transformar uma tragédia em comédia para rir alto) e a leitura é fluida e rápida, afinal são apenas 272 páginas.

Dá pra comprá-lo aqui (super barato!) e ainda ler o primeiro capítulo aqui, pra sentir o gostinho da leitura.

Quem já leu ou pretende ler? Me conta! :D

Maratona Literária de Inverno

Em 05.07.2015   Arquivado em Livros

SAMSUNG CAMERA PICTURES

Uma das minhas metas para esse ano é ler 25 livros. Estou bem longe dessa meta e o ano acabou de passar pra segunda metade, então quero aproveitar as férias de inverno pra colocar a leitura em dia e ser mais feliz.

Já estava com isso em mente quando vi um post da Clay com as escolhas dela para a Maratona Literária de Inverno 2015. Eu nunca participei de nada parecido e fiquei super empolgada. Tipo criança mesmo! hauahuahha

Infelizmente o prazo para inscrição e participação “oficial” já acabou, mas eu vou participar mesmo assim! Pra saber mais detalhes você pode ver o vídeo de apresentação e quem sabe se anima e faz junto comigo! :D

São 8 livros, cada um com um desafio diferente:

  • Um livro com figuras ou ilustrações
  •  Comece e/ou termine uma série, trilogia ou duologia
  • Um livro que alguém escolheu por você
  • Um livro que já virou ou vai virar uma adaptação cinematográfica
  • Um livro com a capa azul
  • Um livro do gênero que você menos leu ano passado
  • Um livro que você ganhou
  • Um livro com mais de 400 páginas

Vamos às minhas escolhas?

A Menina que Roubava Livros

SAMSUNG CAMERA PICTURES

Para o desafio do livro com figuras ou ilustrações eu escolhi A Menina que Roubava Livros, do Markus Zusak. Pode até parecer estranho, mas esse livro tem sim algumas ilustrações – poucas mas tem. Escolhi esse porque já faz tempo que quero relê-lo (já li tantas vezes que perdi as contas, mas já faz uns 5 anos desde a última leitura), é um dos meus livros preferidos.

Dragões de Éter – Caçadores de Bruxas

SAMSUNG CAMERA PICTURESPara começar uma trilogia, escolhi o livro Caçadores de Bruxas, da série Dragões de Éter do Raphael Dracon. Comprei o box no começo do ano (ou fim do ano passado, nem lembro) e faz tempo que quero começar a ler. Chegou a hora.

Como Falar com um Viúvo

SAMSUNG CAMERA PICTURESPedi para a Clay escolher o livro do terceiro desafio (Um livro que alguém escolheu pra mim) e ela ficou curiosa com o título desse. Confesso que eu o comprei por curiosidade com o título + amor pelas letras coloridas no fundo branco. Estou ansiosa por essa leitura, mal sei do que se trata! Como falar com um Viúvo

Convergente

SAMSUNG CAMERA PICTURESUm livro que vai virar filme: Convergente. Confesso que não gostei dos dois primeiros livros, que prefiro um milhão de vezes o filme (isso porque eu nem gosto tanto assim do filme) e que vou ler só porque já comecei a série e preciso terminar. Sim, fãs, podem começar a me matar agora.

Confie em mim

SAMSUNG CAMERA PICTURESFaz tempo que quero ler algum livro do Harlan Coben, já li muitas críticas ótimas sobre ele. Escolhi Confie em mim para começar, porque tem a capa azul.

Férias

SAMSUNG CAMERA PICTURES

Para o desafio do gênero que menos li ano passado, escolhi Férias, da Marian Keyes, porque na verdade eu não lembro de ter lido nenhum chick-lit na vida inteira hauahuahuaah. E faz tempo que quero ler esse. Além do mais ele tem tudo a ver com a maratona, que é de férias, né? :D

Orange is the new Black

SAMSUNG CAMERA PICTURES

Eu deveria escolher um livro que ganhei de presente, mas escolhi Orange is the new Black, da Piper Kerman, que me foi emprestado  desde o ANO PASSADO e que eu já não tenho mais cara pra olhar pra Fer (que me emprestou) e falar que ainda vou ler. Agora vai!

Sangue de Tinta

SAMSUNG CAMERA PICTURESPosso roubar um pouquinho? Para um livro com mais de 400 páginas, escolhi Sangue de Tinta, o segundo volume da trilogia Mundo de Tinta da Cornelia Funke. Mas esse livro já está começado. Desde sei lá quando (mas acho que é março) ele está parado na página 124. Acabei passando outras leituras na frente dele e então começou meu período de seca literária. De qualquer forma, ele tem 560 páginas, então ainda sobram mais de 400 pra leitura. :)


Esses foram os meus livros escolhidos para participar desse desafio. :D
Parafraseando a própria Clay, “Se terei sucesso na maratona eu não sei, mas estou empolgada!”
O início da maratona é amanhã, 06/07 e vai até 03/08.

Ainda não sei se vou fazer posts individuais sobre cada livro, mas farei um post de encerramento com certeza.

Mais alguém aí participando? Se ainda não está, vem comigo pra me dar apoio! <3

Página 1 de 512345