Categoria "Livros"

Coração de Tinta (livro)

Em 27.08.2014   Arquivado em Livros

Coração de Tinta é o primeiro volume da trilogia Mundo de Tinta, da escritora Cornelia Funke. É um título infanto-juvenil e foi adaptado para o cinema em 2008.

O que diz a sinopse:

Há muito tempo Mo decidiu nunca mais ler um livro em voz alta. Sua filha Meggie é uma devoradora de histórias, mas apesar da insistência não consegue fazer com que o pai leia para ela na cama. Meggie jamais entendeu o motivo dessa recusa, até que um excêntrico visitante finalmente vem revelar o segredo que explica a proibição. É que Mo tem uma habilidade estranha e incontrolável: quando lê um texto em voz alta, as palavras tomam vida em sua boca, e coisas e seres da história surgem como que por mágica.

Numa noite fatídica, quando Meggie ainda era um bebê, a língua encantada de Mo trouxe à vida alguns personagens de um livro chamado Coração de Tinta. Um deles é Capricórnio, vilão cruel e sem misericórdia, que não fez questão de voltar para dentro da história de onde tinha vindo e preferiu instalar-se numa aldeia abandonada. Desse lugar funesto, comanda uma gangue de brutamontes que espalham o terror pela região, praticando roubos e assassinatos. Capricórnio quer usar os poderes de Mo para trazer de Coração de Tinta um ser ainda mais terrível e sanguinário que ele próprio.

Quando seus capangas finalmente sequestram Mo, Meggie terá de enfrentar essas criaturas bizarras e sofridas, vindas de um mundo completamente diferente do seu. Coração de Tinta é um livro de Cornelia Funke, autora de diversos infanto-juvenis de sucesso, entre eles o aclamado O senhor dos ladrões (2004), também publicado pela Cia. das Letras, que vendeu meio milhão de cópias na Alemanha e outro meio milhão no resto do mundo, além de receber seis importantes prêmios da literatura infanto-juvenil nos Estados Unidos e na Europa.

Título: Coração de Tinta (Tintenherz – no original)
Autor: Cornelia Funke
Editora: Companhia das Letras (sob o selo Seguinte)
Edição: 1ª (14ª reimpressão)
Ano: 2006
Especificações: Brochura | 456 páginas

 O fato de não se lembrar de sua mãe, estar sempre mudando de casa e seu pai nunca ler em voz alta nunca realmente incomodou Meggie. Ela cresceu aceitando que as coisas eram assim porque eram e pronto. Até o dia em que um amigo muito estranho de seu pai surge no meio da noite, conversando sobre coisas estranhas e fazendo seu pai agir de uma forma que ela nunca vira antes. Tudo fica ainda mais esquisito quando Mo, seu pai, decide fazer uma viagem no dia seguinte.

Então Meggie é introduzida em um mundo completamente diferente, onde nomes como Dedo Empoeirado, Língua Encantada, Capricórnio e Basta são comuns, mas muito mais mágico do que isso, tudo o que se lê escrito em um livro pode se tornar real.

Não apenas Meggie e Mortimer sê vêem envolvidos em uma história cheia de maldade e magia mas também acabam arrastando quem estiver próximo a eles, como a tia de sua mãe, Elinor, e um simpático escritor chamado Fenóglio.

Faz muito tempo que quero ler esse livro. Eu já havia visto trechos do filme, então sabia qual era a trama principal da história: personagens que saem de um livro e acabam parando no nosso mundo, através da leitura de “Língua Encantada”, um leitor com esse incrível e assustador poder: ele torna real tudo o que lê em voz alta.
Como eu só havia visto o filme passando na TV (acho que meu pai estava assistindo – não me lembro ao certo), eu conhecia a história, mas nada muito aprofundado.

Infelizmente, minhas expectativas estavam altas e isso sempre influencia negativamente na minha avaliação. O livro é bom, mas eu esperava muito mais. Achei um pouco enrolado em alguns assuntos, com várias idas e vindas desnecessárias e cansativas.

A narrativa é em terceira pessoa e o foco sempre varia entre os personagens. Em alguns pontos acabei me confundindo sobre o personagem que estava sendo levado em consideração, mas não é nada prejudicial. Não é a melhor narrativa de livro que já li, mas também não é a pior. É uma boa leitura e flui razoavelmente bem.

Não me apaixonei por nenhum personagem e também não odiei profundamente nenhum. O Capricórnio poderia ser mais detestável, mas faltaram elementos que me impressionassem. Todas as vezes que falaram (bem superficialmente) sobre as maldades das quais ele era capaz, eu não me convenci.
Achei o Mo extremamente egoísta e cheio de si, carregando as pessoas totalmente alheias à história para dentro dos seus dramas.
A forma como acabou foi extremamente previsível, apesar dos elementos surpresa. Não gostei do fim, mas por ser o primeiro de uma trilogia, não é exatamente um fim, então pode ser que melhore, né?
No geral é um livro razoável, bom para passar o tempo e ler algo com uma linguagem mais simples. Levei um tempo muito grande para lê-lo (quase dois meses!) e apesar de ser em grande parte porque tenho estado muito ocupada, também atribuo à falta de um algo a mais, que me fizesse querer ler ao invés de assistir Cake Boss, por exemplo – e olha que o Buddy me irrita e eu acho os bolos dele horrorosos (hauahah).
Alguém já leu ou tem vontade de ler? Me conta nos comentários! 🙂

{tag literária} Copa de Livros

Em 08.07.2014   Arquivado em Livros


Quem me conhece sabe que eu ODEIO copa, desde sempre. E a copa estar acontecendo no Brasil só piorou a situação, pois o amor de todo mundo só aumentou, não se fala em outra coisa… Enfim, eu não gosto de Copa do Mundo (tanto isso é verdade, que estou escrevendo esse post durante o jogo do Brasil, sozinha e no silêncio), mas a Carol do blog A Colecionadora de Histórias me indicou para essa tag e eu quis fazê-la por três motivos:

1º Faz muito tempo que quero responder uma tag literária, mas eu nunca acho que ficam boas escritas e os vídeos que já tentei gravar eu detestei. Essa eu achei que ficou ótima  no formato de texto e fotos, então eu adorei 🙂

2º Eu adoro falar sobre livros, mas minhas leituras estão mega em baixa. Acabei de ler A Dança dos Dragões e fiquei meio deprê e tal (Tio George, por favor, termina logo o 6º livro!). Mas já comecei a ler Coração de Tinta 🙂

3º Adorei ser indicada, como não responder? Obrigada, Carol! =D

A Tag foi criada pelo blog Coração de Tinta. Então, vamos às perguntas?

– Escolha livros na sua estante que representem as cores da bandeira.

Escolhi Sangue de Tinta para o verde; Bela Maldade para o azul (tem resenha aqui no blog);  No Escuro para amarelo e Como Falar Com Um Viúvo para o branco.

– Festa de abertura: é dia de festa, a alegria contagia a multidão e o clima descontração deixa tudo mais leve. Com isso em mente, indique um livro leve e divertido para entrar no clima de festa.

De Olho em Springfield não conta nenhuma história e não traz nada de novo. É apenas um guia dos episódios, com resumos bem enxutos de todas as temporadas até a 17ª. Nunca o li  do início ao fim, mas sempre o pego quando está passando algum episódio dentro dessas temporadas para ver se há alguma curiosidade e tal… Coloquei ele pois é impossível mencionar a Família Simpsons sem soar divertido.

– Jogo de estreia: é dia de estreia. Nervos à flor da pele. Você já estourou a pipoca, pegou o guaraná geladinho e o jogo nada de começar. A ansiedade já está atingindo o grau de máximo em sua escala. Quem é louco por livros também fica ansioso. Então me diga, qual é ou foi o lançamento mais aguardado por você em 2014?

O Cavaleiro dos Sete Reinos é um lançamento do George R. R. Martin e traz três contos totalmente novos que se passam em Westeros. Assim que vi a pré-venda eu desejei loucamente. Mas a triste verdade é que ainda não o li 🙁

– Narrador “Cala a boca, Galvão!”, o famoso pé no saco: chegou o grande dia, porém o narrador do jogo é um porre. Quem nunca se deparou com uma narrativa arrastada e difícil de digerir? Qual foi o livro que tinha tudo pra ser cinco estrelas, porém a narrativa se tornou um problema?

Tudo para ser 5 estrelas é até exagero, mas que Eu Sou o Mensageiro poderia ter sido bem melhor se a narrativa não fosse tão ultrapassada, isso com certeza! Pra saber todos os motivos de eu ter detestado esse livro, leia a minha resenha sobre ele.
 – Eliminados na primeira fase: acabou a primeira fase e algumas seleções dão adeus ao sonho da Taça. Nem sempre um livro ou uma série nos convence logo nas primeiras páginas. Qual foi o livro, ou série, que você desistiu de ler ou abandonou a leitura logo no início?

Amores Infernais
para o Desafio 30 contos em 30 dias, que lancei a mim mesma e acabou que não o concluí. Se é para culpar algo, esse livro foi um grande culpado do abandono do desafio. Comecei a ler achando que teria terror, medo, sustos, desespero. O primeiro conto (falo dele aqui) me desanimou totalmente. Que coisa mais ridícula, sem sentido! Principalmente para a temática do livro. Deveria se chamar “Amores ridículos e sobrenaturais”, pois de infernal não tem nada. Não sei se os outros contos poderiam oferecer algo melhor, mas esse já me tirou totalmente a vontade de continuar com a patacoada e eu abandonei o livro. Inclusive também perdi a vontade de ler Formaturas Infernais por causa dele.
 – O artilheiro da Copa: o jogador que marca mais gols na copa é considerado o artilheiro. O mundo literário também possui seus artilheiros, autores que batem um bolão em todos seus lançamentos. Qual é o autor que está batendo um bolão em sua opinião?

É verdade que o primeiro livro de As Crônicas de Gelo e Fogo, A Guerra dos Tronos (resenha aqui), foi lançado há quase 20 anos. Mas a série ainda está inconcluída e um dos autores que mais se fala hoje em dia é o George R. R. Martin! Eu como uma Westeros-maníaca não poderia falar de outro autor. A verdade é que esse cara é O Autor e manda MUITO BEM!
 – A zebra da Copa: futebol é uma caixinha de surpresas, e alguns resultados inesperados são considerados como “zebra”. No mundo literário sempre nos surpreendemos também. Qual foi o livro que você não dava muita bola que acabou ganhando seu coração?

Eu entendo que algo “deu zebra” quando você achava que seria o máximo, mas foi uma droga. Nessa lógica,  com toda certeza o meu livro escolhido seria O Lado Bom da Vida (QUE LIVRO HORRÍVEL!!!). Mas como a proposta da tag está sugerindo outra situação,  o meu livro escolhido foi Água para Elefantes. Quando o comprei (muitos anos atrás) eu ainda não tinha ouvido falar nele e nem visto o filme. Comprei por comprar e quando li foi uma grande surpresa o quando eu gostei. Eu não sabia que se passava na época da Grande Depressão de 1930, e eu adoro ler sobre esse período. Além do mais, a história é muito bonita. Com certeza é um livro que indico.
– A grande final: duas grandes equipes se destacaram, lutaram e chegaram a final. Porém somente um capitão vai poder levantar a taça e gritar é campeão. Ao segundo colocado cabe amargar a tristeza da derrota. Para simbolizar a tristeza, escolha um livro que te fez chorar ou te emocionou muito. 

O livro que mais me fez chorara, na vida, foi O Menino do Pijama Listrado. Mas como emprestei o meu e ele nunca mais voltou pra casa, acabei escolhendo esse, para fotografá-lo. Também é um livro que se passa na Grande Depressão e esse livro é lindíssimo e é impossível não chorar com o final. Falo um pouco mais sobre ele aqui.
– E para finalizar a tag, escolha o melhor livro lido em 2014!
 
Acabei não vendo essa “pergunta” quando estava separando os livros para fotografá-los, então ficou sem foto.
Eu escolhi  O Festim dos Corvos, o quarto volume da série As Crônicas de Gelo e Fogo. Não consigo explicar se eu gostei tanto por ter me surpreendido com ele, já que tinha visto muitos fãs da série classificando-o como o “menos bom” dentre os lançados ou se eu o teria o amado tanto de qualquer forma. Fato é que pra mim foi o melhor livro da série e não sei explicar o porquê.
E já que ficou sem foto, termino dizendo que Perdão, Leonard Peacock e Os Deixados para Trás também foram leituras excelentes e são meus favoritos de 2014!
Então, essas foram as minhas escolhas para a tag. Apesar do ódio pelo campeonato eu gostei muito das perguntas. Não vou indicar ninguém, pois a Copa está acabando, mas se quiser responder, sinta-se tagueado 🙂

Os 5 melhores livros que li.

Em 21.06.2014   Arquivado em Livros

Vamos falar de livros? Fui “tagueada” pela Cecilia do blog Gotas de Café, para responder quais foram os 5 melhores livros que já li. Não sei quem criou a tag. Consiste apenas em responder quais são meus 5 livros preferidos da vida. Nenhum dos livros que vou citar tem resenha aqui no blog, então vou falar um pouco sobre cada um e por que os adoro, no final eu deixo um link para a página do livro no Skoob 🙂
 
A menina que roubava livros
Eu já falei aqui que esse é um dos meus livros favoritos no mundo. Isso não mudou e acho que nunca mudará.
Amo esse livro e já o li muitas vezes (perdi as contas). É um livro triste, se passa na Alemanha, na 2º Guerra Mundial e dado o local e a época claro que ele fala sobre o Holocausto, mas esse não é o foco do livro e sim como toda a guerra e as imposições do Hitler também afetaram muitos alemães. É narrado pela morte, mas isso apenas o torna ainda mais emocionante. Quero fazer outra releitura dele para falar um pouco mais a respeito, para compreendê-lo ainda melhor. É um livro muito bonito, me tocou na alma. Impossível não se apaixonar por ele. {O livro no Skoob.}
 
O menino do pijama listrado
Também se passa no período da Segunda Guerra Mundial, mas esse é um livro ainda mais emocionante. É sobre um garotinho alemão que se muda junto com sua família para a Polônia, pois seu pai é um importante oficial nazista e foi transferido para Auschwitz. Bruno tem apenas 8 anos e não entende o que realmente está acontecendo. Não entende o que é o nazismo e não sabe que deveria odiar os judeus. Sem amigos, ele acaba conhecendo um garotinho judeu através das cercas do campo de concentração e os dois iniciam uma bonita amizade.
Muitas coias acontecem, não quero dar spoiler, mas é um livro MUITO triste. Eu chorei mais com ele do que com qualquer outra história do mundo. Mas com certeza eu o indico. Prepare o coração e a caixinha de lenços! {O livro no Skoob.}
 
Ratos e Homens
Esse livro se passa na Califórnia, durante a Grande Depressão. Conta a história de dois trabalhadores rurais, lutando para sobreviver na que foi considerada a maior crise econômica do século XX. George é muito esperto, mas pequeno. Lenie é um brutamontes, mas tem a mentalidade de uma criança.  É difícil definir a relação entre os dois. George cuida do Lenie tentando mantê-lo longe de confusão, como um irmão mais velho. A forma como viviam e eram tratados se assemelha muito à servidão, apesar do salário que recebiam (muito baixo, quase simbólico). Esse livro tem um inegável valor histórico e um valor moral ainda maior. Não é à toa que ganhou o Prêmio Nobel da Literatura. Com certeza precisa ser lido. {O livro no Skoob.}
 
A cidade do sol
“Mariam tem 33 anos. (…) Ela sempre soube que seu destino era servir seu marido e dar-lhe muitos filhos. Mas as pessoas não controlam seus destinos. Laila tem 14 anos.(…) sempre soube que seu destino era muito maior do que casar e ter filhos. Mas as pessoas não controlam seus destinos. Confrontadas pela história, o que parecia impossível acontece: Mariam e Laila se encontram, absolutamente sós.”
Acho que esse trecho da sinopse exprime perfeitamente a essência do livro. A história do improvável encontro de duas mulheres opostas uma à outra, totalmente abaladas e desnorteadas e que conseguem encontrar força na união e amor que nasce entre elas, lutando para mudarem os seus destinos. Adoro esse autor e esse livro é uma obra de arte. {O livro no Skoob.}
O Jardim Secreto
Ganhei esse livro na escola, quando estava na 6º ou 7º série. Já o li mais de 10 vezes, desde então.
É um clássico infanto-juvenil, mas a história dele é muito madura e bem construída. É sobre uma garotinha que nasceu na Índia, cercada de servos e cuidados, mas que foi morar com seu tio, na Inglaterra, quando seus pais morreram. Lá ela teve que começar a se virar sozinha, mesmo sem ter a mínima vontade.  Esse livro passa uma mensagem muito bonita a respeito das nossas possibilidades infinitas. Mas não é nenhum auto-ajuda disfarçado, tem uma história linda! {O livro no Skoob.}

Essas foram as minhas escolhas e não foi nada fácil escolher apenas 5 livros! Quando terminei a lista vi que 4 dos 5 são extremamente tristes, talvez seja esse meu perfil literário, não sei. Mas eu também amo terror e adoro histórias levinhas. Sou viciada em As Crônicas de Gelo e Fogo e queria ter colocado algum deles na lista, mas não consegui me desfazer de nenhum acima e nem escolher o meu preferido entre as Crônicas pra representar os outros. Stephen King também é um dos meus autores preferidos e acabou não entrando pra lista… Preciso de uma lista de pelo menos 10 preferidos! haha

E vocês? Quais seus 5 preferidos???

Os deixados para trás (The Leftovers)

Em 09.06.2014   Arquivado em Livros

Os deixados para trás é o livro mais famoso do escritor e roteirista Tom Perrota. No fim do mês estréia a nova série da HBO, The Leftovers, baseada no romance.
O que diz a sinopse:

O que aconteceria se, de repente, sem nenhuma explicação, pessoas simplesmente desaparecessem, sumissem no ar? É o que os perplexos moradores de Mapleton, que perderam muitos vizinhos, amigos e companheiros no evento conhecido como Partida Repentina, precisam descobrir. Desde o ocorrido nada mais está do mesmo jeito — nem casamentos, nem amizades, nem mesmo o relacionamento entre pais e filhos. O prefeito da cidade, Kevin Garvey, quer acelerar o processo de cura, trazer um sentimento de esperanças renovadas e propósito para sua comunidade traumatizada. Ainda que sua família tenha sido desfeita com o desastre: sua esposa o deixou para se juntar a um culto cujos membros fazem voto de silêncio; seu filho, Tom, abandonou a faculdade para seguir um profeta duvidoso chamado Santo Wayne; e sua filha adolescente, Jill, não é mais a dócil estudante nota dez que costumava ser. Em meio a tudo isso, Kevin ainda se vê envolvido com Nora Durst, uma mulher que perdeu toda a sua família no 14 de Outubro e continua chocada com a tragédia, apesar de se esforçar para seguir adiante e recomeçar a vida. Com emoção, inteligência e uma rara habilidade para enfatizar os problemas inerentes à vida comum, Tom Perrotta escreve um romance impressionante e provocativo sobre amor, conexão e perda. 

Título: Os deixados para trás (The Leftovers – no original)
Autor: Tom Perrota
Editora: Intrínseca
Edição: 1ª
Ano: 2012
Especificações: Brochura | 318 páginas


O dia 14 de Outubro ficou marcado na história. Ninguém jamais conseguiria esquecê-lo. Nesse fatídico dia, milhões de pessoas desapareceram ao redor do mundo. Homens e mulheres, crianças e adultos. Muçulmanos, católicos, budistas, protestantes e ateus. Anônimos e famosos, santos e pecadores.

Não houve padrão, as pessoas simplesmente desapareceram no ar, em uma fração de segundo.
Sem saber o que houve, os que ficaram para trás tentam encontrar explicações para o que chamaram de “Partida Repentina” e muitos começam a ter no Arrebatamento a resposta, mesmo levando em conta que muitas pessoas sem religião e até graves “pecadores” foram levados nesse dia.
Enquanto alguns buscam superar a perda – por mais difícil que isso possa ser – outros se apegam a crenças religiosas e acabam se tornando fanáticos. Seitas se formam, profetas aparecem. Tudo muda e todas as pessoas estão fadadas a sofrer grandes mudanças em suas vidas.
Mapleton é uma cidadezinha americana onde quase uma centena de pessoas sumiu no 14 de outubro. Kevin, o prefeito, teve sua família desfeita, mesmo que nenhum deles tenha desaparecido. Sua esposa Laurie, que sempre se declarou agnóstica, resolveu abandonar a família e se juntar a uma seita conhecida como os Remanescentes Culpados, onde os membros abdicam de tudo o são e possuem, fazem um voto de silêncio e perseguem pessoas aleatórias pelas ruas, para que ninguém nunca se esqueça do dia do Arrebatamento. Tom, seu filho mais velho, largou a faculdade para acompanhar um profeta que se auto denomina Santo e promete tomar a dor de seus fiéis para si ao abraçá-los. Jill foi a única que restou na casa, mas ela já não é a mesma. Depois do abandono de Laurie, Jill se rebela e muda de forma drástica.

Com toda a sua vida transformada, Kevin se envolve com Nora, que perdeu toda a família na Partida Repentina – seu marido e seus dois filhos – e é considerada a maior tragédia de toda a cidade.

Quando soube pela Intrínseca sobre a série que está para ser lançada na HBO, baseada nesse livro, eu quis lê-lo na hora. Gostei muito da premissa e achei o trailer ótimo. O li em pouco tempo e me surpreendi muito. A história é diferente de qualquer outra coisa que eu já tenha lido e a resposta dos personagens de acordo com um acontecimento tão singular não poderia ser mais real.

Na contra-capa o próprio mestre-divo-melhorescritordomundo-eídolo Stephen King fala do livro como uma alegoria do 11 de Setembro e apesar de entender o que ele quis dizer com isso, eu discordo (???). Isto é, no 11 de Setembro, muitas pessoas tiveram suas vidas mudadas de forma drástica, com a morte de maridos, filhos, pais, mães, avós, tios, amigos, vizinhos… Assim como no 14 de Outubro. A diferença é que eles sabiam que as pessoas que amavam estavam mortas e sabiam o motivo de sua morte. Tinham alguém para odiar e culpar por suas perdas. O 14 de Outubro foi uma incógnita. As pessoas desapareceram magicamente, como se nunca tivessem estado ali. Ninguém poderia afirmar se voltariam tão repentinamente quanto foram embora ou de quem era a culpa por isso. Foi difícil superar e seguir em frente, pois não dava pra ter certeza do que viria em seguida. E se eu arrumo um novo marido e o meu marido antigo reaparece? E se eu me mudo de cidade, estado e país e meus filhos voltam? Como superar um evento que não se tem certeza que chegou ao fim?

Gostei de todos os personagens que foram explorados. O livro é narrado em terceira pessoa e há pontos de vista a serem considerados ao longo dele todo, a cada momento o foco está em um personagem. Kevin, Laurie, Tom, Jill e Nora são expostos para que os amemos ou odiemos. Eu não apenas consegui entender o que cada um deles sentia como consegui me colocar no lugar deles e pude imaginar que minhas reações ao que cada um passou seriam muito parecidas com as que tiveram. Em vários momentos eu os julguei e até tentei condená-los, mas não foi possível. Até mesmo a decisão da Laurie me tocou. A rebeldia da Jill me comoveu. As decisões sem fundamento do Tom me convenceram. O drama da Nora me emocionou.  Consegui compreender a letargia do Kevin. Como julgar a reação de uma pessoa a um evento tão assustador e inimaginável?

Cada um dos personagens foi afetado de alguma forma no 14 de Outubro. Seja diretamente como a Nora, que perdeu toda a família, ou absolutamente indiretamente como o Tom, que ficou ressentido pelo desaparecimento de um colega que não via desde a sexta série.

Eu adorei o livro. Não achei previsível, a cada momento eu imaginei um final diferente e inclusive quando os acontecimentos do final foram tomando forma eu ainda me surpreendi com as últimas linhas. Gostei demais da história e de tudo o que envolve. Com certeza vou assistir a série (estreia na HBO dia 29 de Junho).

Já leram? Se interessaram em ler? Conta nos comentários!

Resenha: Eu Sou o Mensageiro

Em 03.05.2014   Arquivado em Livros

Eu Sou o Mensageiro é o terceiro livro publicado de Makus Zusak, autor de A menina que Roubava Livros.

O que diz a sinopse:

Venha conhecer Ed Kennedy. Dezenove anos. Um perdedor.

Seu emprego: taxista. Sua filiação: um pai morto pela birita e uma mãe amarga, ranzinza. Sua companhia constante: um cachorro fedorento e um punhado de amigos fracassados.

Sua missão: algo de muito importante, com o potencial de mudar algumas vidas. Por quê? Determinado por quem? Isso nem ele sabe.

Markus Zusak, autor do best-seller A Menina que Roubava Livros, nos fornece essas respostas bem aos poucos neste incomum romance de suspense, escrito antes do seu maior sucesso. O que se sabe é que Ed, um dia, teve a coragem de impedir um assalto a banco. E que, um pouco depois disso, começou a receber cartas anônimas. O conteúdo: invariavelmente, uma carta de baralho, um ou mais endereços e… só. Fazer o que nesses lugares? Procurar quem? Isso ele só saberá se for. Se tentar descobrir. E, com o misto de destemor e resignação dos mais clássicos anti-heróis, daqueles que sabem não ter mesmo nada a perder nesse mundo, é o que ele faz.

Ed conhecerá novas pessoas nessa jornada. Conhecerá melhor algumas pessoas nem tão novas assim. Mas, acima de tudo, a sua missão é de autoconhecimento. Ao final dela, ele entenderá melhor seu potencial no mundo e em que consiste ser um mensageiro.

Título: Eu Sou o Mensageiro (The Messenger – no original)
Autor: Markus Zusak
Editora: Intrínseca
Edição: 1ª
Ano: 2007
Especificações: Brochura | 318 páginas

Ed é um cara fracassado, desinteressante e sem perspectivas atraentes de vida. Mas ele não se importa. Segue sua vidinha bem mais ou menos, reclamando apenas até onde se sente no direito e sem fazer nada de bom para os outros ou para si mesmo.

As coisas mudam quando ele acaba evitando um assalto a um banco, em um dia qualquer. No momento em que ele se interpõe no destino do assaltante, ele está mudando também o seu destino, assim como o de várias pessoas a quem ele deverá entregar mensagens.
Existiu apenas um motivo para eu querer muito ler esse livro: Markus Zusak.
Adoro A Menina que Roubava Livros, já fiz releitura dele umas 10 vezes (no mínimo) e é um dos meus livros favoritos, senão O favorito dentre todos os outros…
E da mesma forma que O Mensageiro chegou à mim pelo motivo “autor”, foi esse o motivo que me levou a ficar insatisfeita com tudo.
Eu não sei o que estava esperando, mas estava esperando muito. Claro que eu sabia que seria algo diferente, mas não sei até que ponto eu “relevaria” tanta diferença assim.
Em Eu Sou o Mensageiro, tudo gira em torno de um cara abaixo do medíocre, com amigos ainda mais patifes do que ele, histórias de vida insossas e pessoas desinteressantes.
Pra ser muito sincera, o personagem mais cativante e completo de todo o livro é o Porteiro, o coitadinho do cachorro fedido do Ed – inclusive eu achei tão desnecessário deixar o bicho como o desagradável, fedorento e mal quisto. Pra quê????
A história aborda a necessidade da ajuda ao próximo e autoconhecimento para ajudar a si próprio. Não consigo imaginar outro gênero para abordar esse tipo de tema que não seja auto ajuda. Para mim o livro se tratou disso o tempo todo: auto ajuda mascarada em uma história água com açúcar; tal como O Monge e o Executivo, por exemplo.
Apesar de tudo, tem um pouco de mistério; mas é o tipo de questionamento: Por que isso está acontecendo? Qual a finalidade? Qual a utilidade? Onde se quer chegar?

Os métodos utilizados em alguns momentos são tão geniais quanto pensar em retirar a casca de uma banana antes de comê-la.
Alguns diálogos são totalmente entediantes e a quantidade de gírias em desuso é irritante (o livro foi publicado em 2007, mas não sei o que acontece com o tradutor, ele só faltou usar “supimpa”, “transado” ou “xuxu beleza”, de resto, todas as gírias que seus avós usaram ao longo da juventude estão no livro!

Todos os personagens me irritaram, com exceção do Porteiro. Que bom que ele não tinha diálogos, pra não ser estragado.
A diagramação ficou bem legal. Ponto pra Intrínseca! Não sei como está essa versão com a capa de caixa postal (que não gostei), mas essa edição com o Joker está “transada” (hahahah), os capítulos tem desenhos de cartas de baralho (que tem tudo a ver com a história). Gostei muito. Só não gostei da tradução, como já disse….
A verdade é que eu tinha dado duas estrelas no Skoob, depois mudei pra três. No fundo até foi divertido ficar criando teorias pra um monte de coisas sem sentido estar acontecendo e no final ser tão algo óbvio e idiota; mas ao fazer a resenha percebi que eu não gostei mesmo do livro. Me decepcionei 🙁
Expectativas altas sempre interferem nas experiências. A melhor coisa é mantê-las neutras… Aquela história: crie carunchos, mas não crie expectativas. 😛
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