Subexplicado

Coração de Tinta (livro)

Coração de Tinta é o primeiro volume da trilogia Mundo de Tinta, da escritora Cornelia Funke. É um título infanto-juvenil e foi adaptado para o cinema em 2008.

O que diz a sinopse:

Há muito tempo Mo decidiu nunca mais ler um livro em voz alta. Sua filha Meggie é uma devoradora de histórias, mas apesar da insistência não consegue fazer com que o pai leia para ela na cama. Meggie jamais entendeu o motivo dessa recusa, até que um excêntrico visitante finalmente vem revelar o segredo que explica a proibição. É que Mo tem uma habilidade estranha e incontrolável: quando lê um texto em voz alta, as palavras tomam vida em sua boca, e coisas e seres da história surgem como que por mágica.

Numa noite fatídica, quando Meggie ainda era um bebê, a língua encantada de Mo trouxe à vida alguns personagens de um livro chamado Coração de Tinta. Um deles é Capricórnio, vilão cruel e sem misericórdia, que não fez questão de voltar para dentro da história de onde tinha vindo e preferiu instalar-se numa aldeia abandonada. Desse lugar funesto, comanda uma gangue de brutamontes que espalham o terror pela região, praticando roubos e assassinatos. Capricórnio quer usar os poderes de Mo para trazer de Coração de Tinta um ser ainda mais terrível e sanguinário que ele próprio.

Quando seus capangas finalmente sequestram Mo, Meggie terá de enfrentar essas criaturas bizarras e sofridas, vindas de um mundo completamente diferente do seu. Coração de Tinta é um livro de Cornelia Funke, autora de diversos infanto-juvenis de sucesso, entre eles o aclamado O senhor dos ladrões (2004), também publicado pela Cia. das Letras, que vendeu meio milhão de cópias na Alemanha e outro meio milhão no resto do mundo, além de receber seis importantes prêmios da literatura infanto-juvenil nos Estados Unidos e na Europa.

Título: Coração de Tinta (Tintenherz – no original)
Autor: Cornelia Funke
Editora: Companhia das Letras (sob o selo Seguinte)
Edição: 1ª (14ª reimpressão)
Ano: 2006
Especificações: Brochura | 456 páginas

 O fato de não se lembrar de sua mãe, estar sempre mudando de casa e seu pai nunca ler em voz alta nunca realmente incomodou Meggie. Ela cresceu aceitando que as coisas eram assim porque eram e pronto. Até o dia em que um amigo muito estranho de seu pai surge no meio da noite, conversando sobre coisas estranhas e fazendo seu pai agir de uma forma que ela nunca vira antes. Tudo fica ainda mais esquisito quando Mo, seu pai, decide fazer uma viagem no dia seguinte.

Então Meggie é introduzida em um mundo completamente diferente, onde nomes como Dedo Empoeirado, Língua Encantada, Capricórnio e Basta são comuns, mas muito mais mágico do que isso, tudo o que se lê escrito em um livro pode se tornar real.

Não apenas Meggie e Mortimer sê vêem envolvidos em uma história cheia de maldade e magia mas também acabam arrastando quem estiver próximo a eles, como a tia de sua mãe, Elinor, e um simpático escritor chamado Fenóglio.

Faz muito tempo que quero ler esse livro. Eu já havia visto trechos do filme, então sabia qual era a trama principal da história: personagens que saem de um livro e acabam parando no nosso mundo, através da leitura de "Língua Encantada", um leitor com esse incrível e assustador poder: ele torna real tudo o que lê em voz alta.
Como eu só havia visto o filme passando na TV (acho que meu pai estava assistindo – não me lembro ao certo), eu conhecia a história, mas nada muito aprofundado.

Infelizmente, minhas expectativas estavam altas e isso sempre influencia negativamente na minha avaliação. O livro é bom, mas eu esperava muito mais. Achei um pouco enrolado em alguns assuntos, com várias idas e vindas desnecessárias e cansativas.

A narrativa é em terceira pessoa e o foco sempre varia entre os personagens. Em alguns pontos acabei me confundindo sobre o personagem que estava sendo levado em consideração, mas não é nada prejudicial. Não é a melhor narrativa de livro que já li, mas também não é a pior. É uma boa leitura e flui razoavelmente bem.

Não me apaixonei por nenhum personagem e também não odiei profundamente nenhum. O Capricórnio poderia ser mais detestável, mas faltaram elementos que me impressionassem. Todas as vezes que falaram (bem superficialmente) sobre as maldades das quais ele era capaz, eu não me convenci.
Achei o Mo extremamente egoísta e cheio de si, carregando as pessoas totalmente alheias à história para dentro dos seus dramas.
A forma como acabou foi extremamente previsível, apesar dos elementos surpresa. Não gostei do fim, mas por ser o primeiro de uma trilogia, não é exatamente um fim, então pode ser que melhore, né?
No geral é um livro razoável, bom para passar o tempo e ler algo com uma linguagem mais simples. Levei um tempo muito grande para lê-lo (quase dois meses!) e apesar de ser em grande parte porque tenho estado muito ocupada, também atribuo à falta de um algo a mais, que me fizesse querer ler ao invés de assistir Cake Boss, por exemplo – e olha que o Buddy me irrita e eu acho os bolos dele horrorosos (hauahah).
Alguém já leu ou tem vontade de ler? Me conta nos comentários! 🙂
Minhas últimas leituras – 6 livros para ler nas férias
Troquei meus livros por um Kindle
5 livros de Terror para ler em Outubro (Mês do Horror)
4 comentários