Livro: Como falar com um viúvo (beda #10)

Em 10.08.2015   Arquivado em Livros

Como podem ver pela foto acima e pelo título do post, hoje eu vou falar sobre esse livro que já elogiei tanto por aqui. Não é uma resenha pois não sou nenhuma autoridade no mundo das leituras. Considerem mais como uma conversa sobre livros entre amigos. 🙂

Antes de começar, quero pedir desculpas pela indisponibilidade do blog hoje a tarde (e começo da noite) e agradecer pelo carinho de todo mundo que foi me perguntar o que estava acontecendo. Aconteceu um problena no servidor onde o blog é hospedado, mas felizmente tudo se resolveu. Também peço desculpas pois eu queria fazer outras fotos desse livro para a resenha, mas não consegui. Na verdade era pra esse post que está semi-pronto sair outro dia, mas com o servidor fora do ar, não consegui terminar o post que pretendia colocar no ar hoje. Prometo que vou falar dele da mesma forma que falaria com as fotos melhores, tá?

Comecei a ler esse livro por conta da Maratona Literária de Inverno 2015, que me propus a fazer e falhei miseravelmente! Esse foi o “Livro que alguém escolheu por você” e como já falei, foi escolha da Clay do Sai da Minha Lente.


Título: Como falar com um viúvo (How to Talk to a Widower)

Autor: Jonathan Tropper
Editora: Sextante
Edição: 1ª
Ano: 2007
Especificações: Brochura | 271 páginas


Eu tinha uma esposa. Seu nome era Hailey. Agora ela se foi. E eu também.

Desde que sua esposa, Hailey, morreu há um ano, Doug Parker só pensa em se afogar em autopiedade e Jack Daniel´s. Não tirou nada do lugar em que ela deixou: o sutiã continua pendurado na maçaneta da porta, o livro, sobre a mesinha de cabeceira. Nada mais tem graça e até os coelhos que insistem em aparecer no gramado de sua casa no subúrbio de classe média alta de New Radford o tiram do sério.

Mas Doug tem outras coisas com que se preocupar. Seu pai sofreu um AVC e não se lembra de quase nada. Sua mãe, uma ex-atriz de teatro, continua agindo como se ainda vivesse seus dias de fama. Sua irmã caçula e certinha, Debbie, conheceu o noivo durante o velório de Hailey, e Doug não consegue perdoá-la por isso. Seu enteado de 16 anos, que já foi um rapaz tranquilo, agora vive arrumando encrencas cada vez mais sérias.

E tudo se torna ainda mais confuso para Doug quando Claire, sua divertida e mandona irmã gêmea, grávida e prestes a se divorciar do marido, se muda para sua casa, disposta a arrancá-lo do estupor do luto e trazê-lo de volta à vida – e isso inclui começar a sair com outras mulheres.

Doug é jovem, charmoso e triste, ou seja, tem a química perfeita para protagonizar os mais inusitados encontros românticos. Em pouco tempo sua vida vira do avesso e lhe escapa totalmente ao controle, gerando uma hilária série de equívocos sexuais e episódios familiares tragicômicos.

Engraçado, melancólico, sensual e inteligente, Como falar com um Viúvo é um romance sobre encontrar seu próprio caminho, mesmo quando não se tem ideia do lugar aonde se quer chegar.

Doug é um jovem viúvo que não conseguiu superar a perda de sua esposa Hailey, mesmo depois de um ano de sua morte. Por dentro, ele também está morto.
Como colunista, após o terrível acidente aéreo que levou sua esposa de sua vida, ele começa a escrever uma coluna na revista para a qual trabalha chamada Como falar com um viúvo, onde expõe com um humor negro e ácido toda a dor de ser viúvo aos 28 anos.

Apesar da temática bem pesada – a viúvez de alguém por causa de um desastre de avião e toda a dor que circunda a vida dessa pessoa – o livro é extremamente engraçado. O personagem tem um humor pra lá de ácido e eu AMO MUITO essa característica nas pessoas. Ele sabe que está fazendo piada com o que não deveria, mas ele faz. E essas piadas são ainda melhores porque ele não ve graça nelas, para ele é apenas a melhor forma de contar como é a sua vida depois da morte da sua amada esposa.

Os personagens segundários também são ótimos. Nada muito minuciosamente desenvolvido, mas eu gosto disso. Gosto de atribuir características por mim mesma, ao invés de estar tudo pronto.
Adorei a Claire, irmã gêmea do Doug, e me identifiquei demais com ela em vários momentos, além de ter me identificado com o próprio Doug. A relação entre eles me lembrou muito a dos gêmeos Nick e Margo, de Garota Exemplar.

Falando sobre o livro em si, a capa está linda, a diagramação tá muito boa e o trabalho de revisão impecável, pois eu não encontrei nenhum erro ao longo da leitura.


Indico demais, viu? É um livro bem leve (apesar da história pesada, o autor faz um trabalho excelente em transformar uma tragédia em comédia para rir alto) e a leitura é fluida e rápida, afinal são apenas 272 páginas.

Dá pra comprá-lo aqui (super barato!) e ainda ler o primeiro capítulo aqui, pra sentir o gostinho da leitura.

Quem já leu ou pretende ler? Me conta! 😀

  • Ohara

    Em 10.08.2015

    Falando de novo, eu nem precisava te perguntar porque eu sei quando um blog fica fora do ar e entendo o probleminha, mais ja fico super feliz que o
    blog ta no ar de novo*_-*
    Pretendo ler, sim! hahah bem bacana, kkk gosto de gente bem-humorada hahahaha e tb sou uma hahahahha, muito legal a mistura de humor com coisa triste,
    fizeram uma junção daora, hahahhah. Bjoooooos!!!!!

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    Camila Martins

    Em 10.08.2015

    Leia sim, Ohara! É muito divertido!!! 😀

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  • Clay

    Em 10.08.2015

    Que demais!! Agora fiquei com mais vontade ler para conhecer esse lado ácido do personagem rs

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    Camila Martins

    Em 10.08.2015

    Clay, acho que você vai gostar! 😀

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