Subexplicado

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A Invenção de Hugo Cabret (livro)

A Invenção de Hugo Cabret é um livro infanto-juvenil, que virou um filme (e ganhou 5 Oscars em 2012).

O que diz a sinopse:

Prepare-se para entrar em um mundo onde o mistério e o suspense ditam as regras. Hugo Cabret é um menino órfão que vive escondido na central de trem de Paris dos anos 1930. esgueirando-se por passagens secretas, Hugo cuida dos gigantescos relógios do lugar: escuta seus compassos, observa os enormes ponteiros e responsabiliza-se pelo funcionamento das máquinas. A sobrevivência de Hugo depende do anonimato: ele tenta se manter invisível porque guarda um incrível segredo, que é posto em risco quando o severo dono da loja de brinquedos da estação e sua afilhada cruzam o caminho do garoto. Um desenho enigmático, um caderno valioso, uma chave roubada e um homem mecânico estão no centro desta intrincada e imprevisível história, que, narrada por texto e imagens, mistura elementos dos quadrinhos e do cinema, oferecendo uma diferente e emocionante experiência de leitura. 

Título: A Invenção de Hugo Cabret (The Invention of Hugo Cabret – no original)
Autor: Brian Selznick
Editora: SM
Edição: 1ª
Ano: 2007

Especificações: Brochura | 534 páginas

Hugo é um menino de 12 anos, órfão, que vive sozinho na casa de máquinas de uma estação de trem em Paris, na década de 30.

Quando seu pai morreu ele foi viver com o tio Claude, que o tirou da escola e o deixou responsável pela manutenção dos relógios da Estação, enquanto passa seus dias se embebedando, até que um dia desaparece.

O maior medo de Hugo é ser levado para um orfanato, por isso, mesmo com o tio desaparecido ele continua consertando e dando corda nos relógios, para que o sumiço de Claude não seja notado e não mandem alguém para buscá-lo.
Com o tio desaparecido, Hugo tem que lutar por sua sobrevivência, já que mesmo pegando os contra-cheques do tio, ele não sabe como descontá-los, portanto fica sem dinheiro e tem que roubar para comer. Mas a sua vida gira mesmo em torno de um autômato, que o pai consertava na noite em que morreu. Desde a primeira vez que Hugo viu o objeto ficou fascinado e agora ele tem certeza que o pai deixou uma mensagem para ele através do automato, então vive em função de consertar o boneco de lata e desvendar o mistério que o cerca.
Na tentativa de consertar o autômato, sua vida se cruza com a de Georges Méliès e a de sua afilhada, Isabelle. George se mostra um senhor amargo, cheio de segredos. Enquanto Isabelle e Hugo acabam construindo uma bonita amizade.
O livro conta a história de Hugo de uma forma leve, apesar da temática pesada – um menino órfão, que vive com um tio bêbado (e desaparecido) que saiu da escola pra trabalhar e tem que roubar pra comer – é um livro infantil. A história é contada através de textos e MUITAS ilustrações belíssimas.
Apesar das 534 páginas, eu o li em um fim de tarde; há muito mais páginas ilustradas do que escritas.
É uma leitura fácil e emocionante. Dependendo do seu nível de emocionabilidade, talvez hajam algumas lágrimas, devido a situação do Hugo; mas isso se for um nível bem alto, já que, como disse antes, mesmo a situação difícil e triste do menino órfão é colocada de forma leve, por ser um livro mais infantil do que adulto – apesar de servir perfeitamente para o segundo público.
Apesar de ter gostado muito, não considero um livro incrível. O desenrolar da história acabou tomando um rumo muito mais superficial do que eu gostaria de admitir. A história de vida de Georges Méliès não me comoveu, principalmente comparada à do Hugo, então acabei me ressentindo do fato dele se lamuriar tanto por algo pequeno enquanto o Hugo não reclama da vida sofrida que leva. O autor realmente não me convenceu sobre essa parte do drama.
Recomendo o livro principalmente pra quem gosta de ilustrações a grafite, pois estão fantásticas. Para os cinéfilos também é um prato cheio, já que tem bastante coisa a respeito do início do Cinema, inclusive algumas fotografias de filmes antigos.
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Blackfish – Fúria Animal

BLACKFISH é um documentário que trata sobre a vida das baleias que fazem espetáculos em parques como o Sea World.
O que diz a sinopse:

Em 24 de fevereiro de 2010, a experiente treinadora Dawn Brancheau é atacada pela baleia orca com quem fazia um show no SeaWorld. O caso teve repercussão mundial e levantou questionamentos sobre as condições que os animais viviam em cativeiro e a segurança dos próprios treinadores ao dividirem a mesma piscina com eles durante os shows. O documentário investiga o histórico dos shows com baleias orca nos Estados Unidos, mostrando que acidentes deste tipo não são tão raros assim.

Titulo Original: Blackfish
Gênero: Documentário
Duração: 1h23min
Diretor: Gabriela Cowperthwaite
Ano de Lançamento: 2013 

Blackfish já começa tirando o folego: uma chamada policial, para a ocorrência de uma morte no Sea World. "Uma baleia comeu um dos adestradores".

A história se desenrola a partir desse ocorrido e em torno da vida da baleia Tilikum, um macho adulto, que pesa mais de 5 toneladas e é uma das baleias mais importantes do parque temático.
Logo que começou, fiquei em dúvida a respeito a forma como o assunto seria tratado, não sou do tipo que gosta de sensacionalismo e muito menos concordo com a exploração de animais.
Mas Blackfish é exatamente o meu tipo de documentário. Não dá pra falar que não é nada sensacionalista, pois um filme que trata sobre o assassinato de um adestrador por uma baleia, em um parque onde aparentemente tudo são flores e nuvens de algodão, já é sensacionalista por si só; entretanto, a forma como o assunto é colocado, o histórico de vida do Tilikum, as entrevistas com os ex-adestradores do parque e especialistas na área, te levam a refletir a respeito de quem é a verdadeira vítima da história.
É impossível ignorar o fato de que esses animais estão sob constante pressão, condições de vida e ambiente desfavoráveis e estresse absoluto, causado por N motivos, mas o mais gritante é o fato de estarem confinados a um espaço mínimo, quando deveriam viver na imensidão do oceano.
O documentário todo é revoltante. Mas com certeza a parte que mais me chocou e emocionou foi o depoimento de um mergulhador que trabalhou na captura dos filhotes de baleia, na década de 70. John Crowe conta detalhes dessa caçada que são de tirar o fôlego e nos deixam com vergonha de sermos humanos.
Como podemos chegar a graus tão elevados de crueldade apenas por dinheiro? Onde arranjamos ideias como essa, de tirar os animais de seu habitat natural para usá-los em espetáculos, privando-os de toda a sua vida?
É uma das pessoas que mais admirei ao longo de toda a história, pois é preciso muita coragem e arrependimento sincero para contar as coisas que fez e aceitou apenas pelo dinheiro e status que ganhou na época, em um documentário de alcance mundial.
Apesar de toda a tristeza e revolta a que nos leva, Blackfish é um documentário que não dá pra deixar de ver. Nos mostra o que está por trás de parques como o Sea World e que tudo é uma questão de quanto se está ganhando e que se tratando de muito dinheiro, não há limites para a crueldade.
Recomendo para todas as pessoas, é necessário que saibamos a fundo a história da humanidade, até que ponto podemos chegar. Só assim podemos refletir e tentarmos criar um mundo melhor.
Encontrei trailer, mas não achei legendado…
 Eu assisti no Netflix, se você nunca usou, dá pra se cadastrar e usar gratuitamente por um mês. Mas se não quiser ver por lá, enquanto eu procurava imagens para o post vi vários links de download no Google…

 

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Livro: O Pequeno Prícipe – Edição Pop-Up

                   
Esse post não é uma resenha sobre a história do livro O Pequeno Príncipe, é um post sobre a edição Pop-Up, que a Editora Agir fez do livro.
O Pequeno Príncipe é um clássico. O livro preferido de muita gente. Não vou fazer uma resenha sobre a história, pois não acho que eu consiga. É um livro infantil, mas muito profundo, com muitas mensagens e alegorias que nos fazem pensar sobre a nossa vida.
Comprei essa edição MARAVILHOSA para dar de presente ao filho de um amigo muito querido, que faz aniversário no próximo Domingo. Claro que como obcecada por livros AND pelo Pequeno Príncipe, eu não poderia entregar antes de dar uma BOA olhada nessa obra de arte, né?

Já estou LOUCA por um igual, e logo providenciarei (rs). Quis fotografar pra mostrar à vocês também, já que nem sempre a gente consegue ir à uma livraria olhar pessoalmente. Infelizmente as fotos ficaram péssimas e se eu fosse fotografar de novo o post ia acabar não saindo.

Ele é grande, formato 29X20,5. Pra quem é amante da história, é fundamental ter na coleção.
Achei um vídeo no YouTube que mostra ele inteiro, cada página e cada um dos desenhos.
Então é isso. 🙂

Espero que tenham gostado. Um  beijo!

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Eu voltei!!!

Muito boa tarde, pessoal!!!

Como podem ver, pelo título e alegoria (rs) eu estou de volta!
Primeiramente, gostaria de me desculpar pelo sumiço, eu realmente tive um começo de ano bem conturbado e estou colocando tudo nos eixos. Adoro escrever, por isso eu insisto em continuar com o blog. Acredito que se não conseguirmos fazer as coisas que nos dão prazer, nossa vida não vale a pena, independente do que se faz, do quanto se ganha, temos que VIVER e nos permitir aquele momento de prazer do dia e o meu se dá lendo e escrevendo. Vou me esforçar mais para fazer o negócio andar por aqui!

O nome do blog mudou, assim como o layout. Eu me esforcei muito para fazer um layout bonito, limpo e original, mas não foi dessa vez :(. Por enquanto vou deixar assim, mas pretendo mudá-lo, quem sabe contratar alguém para fazer por mim, não sei.

Voltarei ainda hoje com um post novo, obrigada a quem visitou mesmo com o blog em decadência, as coisas vão melhorar!!! 🙂

Um beijo,

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A Estrada da Noite

A Estrada da Noite, de Joe Hill, é um romance de terror; foi o livro de estréia do autor.
O que diz a sinopse:
Uma lenda do rock pesado, o cinqüentão Judas Coyne coleciona objetos macabros: um livro de receitas para canibais, uma confissão de uma bruxa de de 300 anos atrás, um laço usado num enforcamento, uma fita com cenas reais de assassinato. Por isso, quando fica sabendo de um estranho leilão na internet, ele não pensa duas vezes antes de fazer uma oferta. 
"Vou 'vender' o fantasma do meu padrasto pelo lance mais alto…"
Por 1.000 dólares, o roqueiro se torna o feliz proprietário do paletó de um morto, supostamente assombrado pelo espírito do antigo dono. Sempre às voltas com seus próprios fantasmas – o pai violento, as mulheres que usou e descartou, os colegas de banda que traiu -, Jude não tem medo de encarar mais um.
Mas tudo muda quando o paletó finalmente é entregue na sua casa, numa caixa preta em forma de coração. Desta vez, não se trata de uma curiosidade inofensiva nem de um fantasma imaginário. Sua presença é real e ameaçadora.
O espírito parece estar em todos os lugares, à espreita, balançando na mão cadavérica uma lâmina reluzente – verdadeira sentença de morte. O roqueiro logo descobre que o fantasma não entrou na sua vida por acaso e só sairá dela depois de se vingar. O morto é Craddock McDermott, o padrasto de uma fã que cometeu suicídio depois de ser abandonada por Jude. 
Numa corrida desesperada para salvar sua vida, Jude faz as malas e cai na estrada com sua jovem namorada gótica. Durante a perseguição implacável do fantasma, o astro do rock é obrigado a enfrentar seu passado em busca de uma saída para o futuro. As verdadeiras motivações de vivos e mortos vão se revelando pouco a pouco em A estrada da noite – e nada é exatamente o que parece.
 Título: A Estrada da Noite (Heart-Shaped Box – no original)
Autor: Joe Hill
Editora: Arqueiro
Edição: Econômica
Ano: 2007
Especificações: Brochura | 256 páginas
Judas é um roqueiro aposentado. Vive no subúrbio de Nova York com seus cachorros Angus e Bon, sua namorada gótica, Geórgia e o seus assistente, Danny.
Como um bom rockstar, ele tem suas peculiaridades e um delas é o gosto pelo sobrenatural. Ele tem uma pequena coleção de "artigos mórbidos" e quando o seu assistente o informa sobre o leilão do paletó assombrado por um fantasma, ele o arremata.
Quando o paletó do morto finalmente chega em sua casa, coisas estranhas começam a acontecer, cada dia com mais frequência e em maior intensidade.. O fantasma não foi parar lá por mero acaso, ele tem uma missão: vingar a vida da enteada, ex-namorada de Jude, que se suicidou depois de ser abandonada por ele. Dessa forma, a vida de Jude e de todos ao seu redor corre perigo, a alma penada não brinca em serviço!
Um livro absolutamente tenso! Joe Hill não enrola. O terror começa rápido e intensamente, sem frescura.
Os personagens são muito bem desenvolvidos e definidos. O jeitão do Jude, a forma como ele interage com os outros, a maneira como os seus sentimentos são colocados… Simplesmente adorei a construção do personagem, não tem como não gostar dele, mesmo com sua arrogância, indiferença. O crescimento que ele ganha ao longo do livro também é muito significativo e palpável.
A forma como o sobrenatural é apresentada também é interessante e atraente. Fantasmas que parecem reais e nos dão medo como se fossem.
Marybeth – a Geórgia (Jude apelida todas as namoradas com o nome do Estado onde nasceram) – é encantadora, a sua maneira. Adorei a forma como foi apresentada, como ela também cresceu ao longo da experiência, a forma como se entregou.
Joe surpreende, a cada página. Nada é o que parece, e as coisas vão aparecendo ao longo da história. É uma trama excitante e arrepiante. Me deu calafrios reais, sensações desagradáveis… Enfim, eu me impressiono com histórias de terror, não tem jeito!
Pra quem não sabe, Joe Hill é filho do Mestre Stephen King. Adoro o Stephen, mas já tem algum tempo que não leio nenhum livro dele, além disso eu não li A Estrada da Noite no original, em inglês, por isso não posso dizer se senti alguma influência na forma de escrever, descrever e contar a história… Mas posso dizer que adorei o livro, tanto quanto gosto dos de seu pai. Com certeza é uma excelente estréia!
Se você gosta de terror, não pode deixar de ler e conhecer o trabalho de Joe Hill, um autor que promete altas emoções para esse gênero!
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Bela Maldade

Hoje eu trouxe a resenha do livro Bela Maldade, da autora Rebecca James.
O que diz a sinopse:
Um segredo devastador. Uma vida destruída. Uma nova amiga que ajuda a esquecer. E se ela não for quem aparenta? Após uma horrível tragédia que deixou sua família, antes perfeita, devastada, Katherine Patterson se muda para uma nova cidade e inicia uma nova vida em um tranquilo anonimato. Mas seu plano de viver solitária e discretamente se torna difícil quando ela conhece a linda e sociável Alice Parrie. 
Incapaz de resistir à atenção que Alice lhe dedica, Katherine fica encantada com aquele entusiasmo contagiante, e logo as duas começam uma intensa amizade. No entanto, conviver com Alice é complicado. Quando Katherine passa a conhecê-la melhor, percebe que, embora possa ser encantadora, a amiga também tem um lado sombrio. E, por vezes, cruel. Ao se perguntar se Alice é realmente o tipo de pessoa que deseja ter por perto, Katherine descobre mais uma coisa sobre a amiga: Alice não gosta de ser rejeitada… 
Título: Bela Maldade (Beautiful Malice – no original)
Autor: Rebecca James
Editora: Intrínseca
Edição: 1
Ano: 2011
Especificações: Brochura | 302 páginas
O livro conta a história de Katherine. que depois de sofrer um trauma familiar mudou de cidade, de escola e deixou de ser a garota divertida e cheia de vida para se fechar em um casulo com suas dores, fantasmas, arrependimentos e angústia.
Ela chama a atenção de Alice, a garota mais popular da escola. As duas acabam se tornando inseparáveis e grandes amigas e Katherine começa a se soltar e voltar a ser feliz ao mesmo tempo em que sente que não merece a felicidade que tem.
A história vai se desenrolando em meio aos flashbacks em que descobrimos o que houve com a família de Katherine (e porque ela se sente tão culpada), a história da sua amizade com a Alice e flashforwards, da vida de Katherine sem a amiga.
Alice, desde o começo se mostra uma pessoa instável, arrogante e imatura, mas a nossa protagonista está tão ávida por ser feliz de novo e se livrar da culpa que sente, que se deixa levar – mas felizmente, não por muito tempo. Conforme ela vai percebendo e se afastando da Alice, o livro vai melhorando, apresentando personagens mais agradáveis, nos deixa curiosos com os spoilers que são lançados nos trechos do "futuro"… Enfim, eu considerei um livro de suspense leve, fluido.
Achei a história parecida com o filme "Colega de Quarto", apesar de não ser idêntica eu não consegui nem mesmo pensar na aparência dos personagens de outra forma. Procurei na internet e não encontrei nenhuma ligação. De qualquer forma, o livro foi lançado antes do filme, pode ter havido alguma inspiração.
É um Young Adult mais maduro, mas não deixa de ser um. Gostei bastante, apesar de ter achado o final um tanto quanto besta (esperava beeem mais emoção no desfecho da história da Alice), foi um livro 3 estrelas
Espero que gostem e recomendo que leiam o livro. É uma história gostosa com pontos altos.
Um beijo,
Minhas últimas leituras – 6 livros para ler nas férias
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