Crochê: aprendendo uma nova paixão

Em 17.05.2017   Arquivado em Blog, DIY

Eu tenho estado um pouco (muito, né?) ausente aqui do blog, do canal, do instagram, do facebook e da internet toda. Tenho recebido várias mensagens super fofas de pessoinhas lindas, preocupadas com o que está acontecendo. (Obrigada pelo carinho, gente! ❤)

E a verdade é que eu não sei exatamente o que está acontecendo. Mas sei que é só uma fase, e acho que ela já está passando.

Eu gosto de fazer tudo com muito amor e cuidado. Gosto de fazer as fotos dos posts, escrever os textos, revisar, revisar, revisar… E nem sempre a gente se sente bem para conseguir fazer as coisas como gostaríamos, não é?

E aí, hoje eu acordei com vontade de blogar e de desabafar ao mesmo tempo. E tem um assunto que envolve as duas coisas e eu vim mostrar pra vocês: o meu crochê!

Eu não tenho me sentido exatamente bem nos últimos tempos. Tô mais quieta do que eu sou – e eu já sou bem quieta, então eu estou quase apática!; ando muito reflexiva, pensando muito em coisas não tão legais assim… Mas aí, em um dia procurando umas inspirações para a organização aqui do apê eu encontrei umas coisas bem lindas feitas em crochê.

Continuei pesquisando mais sobre o assunto e me apaixonando a cada minuto mais por essa arte que é tão linda, tão antiga e que agora é super tendência. E aí no meio de todas as minhas pesquisas, acabei encontrando o canal da Nat Petry, onde ela ensina algumas técnicas bem explicadinhas, para que até pessoas que nunca fizeram crochê antes possam aprender.

Começando do começo

Eu cresci vendo minha mãe fazendo crochê e até a acompanhei a alguns workshops, quando eu era criança. Mas naquela época eu não achava lá muito legal. Eu tinha umas agulhas de tricô, que minha tia tinha me dado, e sabia fazer um único tipo de ponto com elas. Então eu seguia minha vida fazendo um bilhão de cachecóis para as minhas barbies e não via a mínima graça em crochê.

Aí eu cresci, aprendi a fazer bordado, com ponto cruz, ponto russo, ponto reto… Resumindo: eu sempre adorei fazer esses trabalhos manuais “de avó”, mas nunca crochê. E a minha desculpa pra isso é que era muito complicado.

E aí, em pleno 2017 eu encontrei uns vídeos e decidi que amo crochê. Que pessoa complicada eu sou, né?

Assisti o vídeo da Nat, ensinando a fazer um cesto quadrado em maxi crochê umas mil vezes, até que achei que tava na hora de colocar tudo em prática. Achei uma loja MARA aqui em São José dos Campos (a Bastex), que fica até que perto da minha casa e tinha todo tipo de fio de malha (que é o material que a Nat usa no trabalho dela) e comprei uns rolos.

O meu primeiro trabalho

Peguei os meus novelos de fio de malha, abri o youtube e comecei a tentar. Um pouco cética, é verdade. Conforme o trabalho foi seguindo, eu ia me deslumbrando com o resultado. Afinal, tava saindo alguma coisa!

No fim de tudo, saiu esse cesto aí, super lindo. Morri de orgulho! E sabe o que é mais legal? Eu postei lá no instagram a foto do cesto e falei que tinha feito seguindo vídeo da Nat. No dia seguinte, uma amiga do Arthur me mandou mensagem falando que eu a tinha inspirado a tentar também, ela foi lá e fez e ficou lindo! *-*

É claro que o modelo mais lindo do mundo todo e que eu tenho a sorte de ter à minha disposição não poderia ficar de fora né? Se preparem pra morrer de fofura porque eu fiz umas mil fotos dele! Esse cesto, como muitos pensaram por causa dessas fotos, não virou caminha do Melman, mas foi lá pro armário do Arthur para guardar meias – só que é bem mais legal ver fotos do Melman do que de meias, né?!

E depois ainda teve mais um monte de coisa

Depois que fiz o primeiro cesto, eu não quis mais parar. Fiz um cachepôzinho, cestinho para colocar os brinquedos do Melman, fiz um cestinho para a minha mãe, enquanto eu estava indo para Sorocaba, onde a gente ia se encontrar… Fiz várias coisas, tudo com a técnica da Nat, de crochetar sem agulhas, usando os dedos como instrumento.

Comprando Agulhas

Crochê vai, crochê vem, meu dedo indicador, da mão direita (que é o que eu mais usava enquanto tava fazendo os crochês) começou a ficar inchado e dolorido, por causa da minha tendinite (a idade sempre chega, né? haha). E aí eu resolvi comprar uma agulha. Como eu adorei a técnica de maxi crochê da Nat, eu queria uma agulha beeem grossa. A mais grossa que achei foi a nº 12 e comprei ela e mais duas menores: a 10 e a 8.

Consegui fazer a técnica que a Nat ensina, com os 3 fios ao mesmo tempo, com a nº 12 normalmente. E adorei o resultado: o meu dedo ficou bem e o cesto ficou mais firme.

Uso as outras agulhas menores para trabalhos onde eu só uso um fio, que tenho aprendido com a Mari, no canal da EuroRoma, que é uma marca de fios que tem uma sessão só de fios de malha lá no canal, onde dá para aprender desde o comecinho. E também conheci o canal Pé Inocente, onde ensina várias coisinhas fofas também.

E eu não parei mais de crochetar

Ultimamente tenho feito muito crochê. É como se fosse uma terapia pra mim. Coloco alguma música que eu adoro, pego os fios e as agulhas e começo a fazer vários experimentos com todas as técnicas e pontos que eu vou aprendendo no youtube. No fim sempre sai alguma coisa e eu adoro essa sensação!

Acreditam que eu já tive até encomendas? E as pessoas adoraram! Já criei, na minha mente, até a minha marca! haha
Já tem alguns cestinhos espalhados aqui pela casa, organizando o armário de roupas, as coisinhas no banheiro, os cosméticos… Tem porta copos, descanso de panela e até um tapete começado.


Fazer crochê tem sido uma ótima forma de esquecer os problemas, que muitas vezes nem existem e eu crio só na minha cabeça. E isso vale para todos os tipos de arte e trabalhos manuais. Tenho certeza que você que está lendo também tem paixão por alguma técnica e às vezes acha que não consegue aprender. Mas a gente pode tudo, sabia? E o que não falta é gente linda ensinando pela internet afora.

Me conta o que você achou do meu novo hobby, o que você faz ou gostaria de fazer… Conversa comigo, eu adoro!