Minhas últimas leituras – 6 livros para ler nas férias

Em 09.07.2017   Arquivado em Destaque, Livros

Antes de começar a falar sobre os livros que tenho lido, quero muito agradecer a vocês. Primeiro porque mesmo com o blog tão desatualizado vocês continuam visitando por aqui, deixando comentários, me mandando mensagens… Então ontem eu postei uma foto no instagram com uma listinha de possíveis posts pro blog e pedi a ajuda de vocês para saber o que gostariam de ver por aqui. Várias pessoainhas lindas responderam. Me senti muito importante e feliz. Muito obrigada, mesmo! Quero ter vocês sempre por perto! (PS: já estou aprontando o post que mais teve votos! ❤❤❤)

Estou preparando vários posts com muito amor para vocês e resolvi começar com este aqui, compartilhando as minhas últimas leituras. Afinal, as férias da escola e faculdade estão começando e fica mais fácil encaixar uma leitura na listinha de coisas pra fazer, com o tempinho dos estudos livre, né?

Eu não tenho lido muita coisa, não. Meu ritmo andou bem lento nos últimos tempos. Mas ainda assim tenho umas dicas bem legais pra dar pra vocês. Estão bem ecléticas e tem likvros para vários tipos de gosto, espero que aproveitem alguma indicação.

Caixa de Pássaros – Josh Malerman

Sinopse: Basta uma olhadela para desencadear um impulso violento e incontrolável que acabará em suicídio. Ninguém é imune e ninguém sabe o que provoca essa reação nas pessoas. Cinco anos depois do surto ter começado, restaram poucos sobreviventes, entre eles Malorie e dois filhos pequenos. Ela sonha em fugir para um local onde a família possa ficar em segurança, mas a viagem que tem pela frente é assustadora – uma decisão errada e eles morrerão.

Esse livro com certeza foi uma grande surpresa. Eu acabei o pegando para ler por estar em evidência e não sabia muito bem o que esperar nem do que se tratava. No fim acabei com um livro impossível de largar de lado, cheio de suspense e mistério, muita agonia e diferente de tudo o que eu já tinha lido. Devorei ele em pouquíssimo tempo. Vi por aí que ele tem um filme e eu ainda não vi, mas fiquei bem curiosa para saber como colocaram os elementos do livro na tela (quem já leu ou ler vai entender o que eu quero dizer). Recomendo com certeza!

Uma Curva no Tempo – Dani Atkins

Sinopse: A noite do acidente mudou tudo… Agora, cinco anos depois, a vida de Rachel está desmoronando. Ela mora sozinha em Londres, num apartamento minúsculo, tem um emprego sem nenhuma perspectiva e vive culpada pela morte de seu melhor amigo. Ela daria tudo para voltar no tempo. Mas a vida não funciona assim… Ou funciona? A noite do acidente foi uma grande sorte… Agora, cinco anos depois, a vida de Rachel é perfeita. Ela tem um noivo maravilhoso, pai e amigos adoráveis e a carreira com que sempre sonhou. Mas por que será que ela não consegue afastar as lembranças de uma vida muito diferente?

Eu estava vendo esse livro sempre muito bem comentado nas livrarias online e decidi ler. É um romance muito gostoso, mas ainda assim cheio de apertos no coração. A Rachel tem um sofrimento tão arraigado, se impede de ser feliz o tempo todo e é quase impossível não sofrer junto com ela. No fim, o livro tem uma super reviravolta que eu não esperava e eu acabei chorando litros. é uma história triste, meio surreal, que eu adorei e acho que você também pode gostar. O livro é curtinho e não demora para chegar ao fim.

Nosferatu – Joe Hill

Sinopse: Victoria McQueen tem um misterioso dom: por meio de uma ponte no bosque perto de sua casa, ela consegue chegar de bicicleta a qualquer lugar no mundo e encontrar coisas perdidas. Vic mantém segredo sobre essa sua estranha capacidade, pois sabe que ninguém acreditaria. Ela própria não entende muito bem. Charles Talent Manx também tem um dom especial. Seu Rolls-Royce lhe permite levar crianças para passear por vias ocultas que conduzem a um tenebroso parque de diversões: a Terra do Natal. A viagem pela autoestrada da perversa imaginação de Charlie transforma seus preciosos passageiros, deixando-os tão aterrorizantes quanto seu aparente benfeitor. E chega então o dia em que Vic sai atrás de encrenca… e acaba encontrando Charlie.

Já faz um tempinho que li esse super livro, mas como nunca falei dele aqui no blog, decidi incluir na lista. Que livro, viu? Mas tem um público bem específico. Para saber se você faz parte dele só precisa responder uma pergunta: você é fã de Stephen King? Se a resposta for sim, se joga! O Hill é filho do grande mestre e escreveu esse terrorzão inundado de referências do pai. Eu amei tanto, em um nível tão alto! Aliás, falando dele agora me deu muita vontade de reler. Se você gosta do gênero é um forte candidato a amar essa obra de arte!

A Revolução dos Bichos – Goeorge Orwell

Sinopse: ‘A Revolução dos Bichos’ é uma fábula sobre o poder. Narra a insurreição dos animais de uma granja contra seus donos. Progressivamente, porém, a revolução degenera numa tirania ainda mais opressiva que a dos humanos.

Passei tanto tempo ouvindo falar sobre esse livro que não tinha como fugir da leitura dele. Ainda bem, viu? Que livro! Não se engane pelo clima de fábula que os animaizinhos falantes e pensantes podem dar à narrativa. No fim a gente quas eesquece desse detalhe impossível e acaba se indignando, se revoltando e odiando, como se fossem todos humanos. É uma leitura muito densa, por toda a reflexão e carga histórica que carrega. Quando cheguei ao fim eu já estava tendo pesadelos. Mais uma vez: que livro!!!

A Casa Assombrada – John Boyne

Sinopse: Eliza Caine tem 21 anos e acaba de perder o pai. Totalmente sozinha e sem dinheiro suficiente para pagar o aluguel na cidade, ela se depara com o anúncio em busca uma governanta para se dedicar aos cuidados e à educação das crianças de Gaudlin Hall, uma propriedade no condado de Norfolk. Assim, ela larga o emprego de professora numa escola para meninas e ruma para o interior. Chegando a Gaudlin Hall, Eliza se surpreende ao encontrar apenas Isabella, uma menina que parece inteligente demais para sua idade, e Eustace, seu adorável irmão de oito anos. Os pais das crianças não estão lá. Não se veem criados. A governanta recém-contratada busca informações com as pessoas do vilarejo, mas todos a evitam. E então coisas realmente assustadoras começam a acontecer…

Eu sou super fã do best seller O menino do pijama listrado, do mesmo autor. A Casa Assombrada é um livro com uma proposta bem diferente (comparado ao best seller) mas que eu gostei muito. Adoro terror e esse é bem clássico: se passa em uma casa assombrada, com uma governanta e umas crianças. Não é o melhor livro do gênero e eu achei que teve umas partes bem arrastadas, mas ainda asism gostei.

1984 – Goeorge Orwell

Sinopse: Winston vive aprisionado em uma sociedade completamente dominada pelo Estado. Essa submissão ao poder, é relatada, inclusive, na rotina desse personagem, que trabalha com a falsificação de registos históricos, a fim de satisfazer os interesses presentes. Winston, contudo, não aceita bem essa realidade, que se disfarça de democracia, e vive questionando a opressão que o Partido e o Grande Irmão exercem sob a sociedade. A inspiração do livro vem dos regimes totalitários das décadas de 30 e 40 e, é assim, sob a ótica da ficção, que o autor faz com que seus leitores reflitam sobre o sistema de controle, que depois de tanto tempo ainda é muito questionado.

Depois de ler A Revolução do Bichos fui atrás do outro super clássico das distopias, do mesmo autor: 1984. Nesse momento eu já estava cheia de expectativas, Cheia de ideias a respeito da história. Não em decepcionei e me decepcionei ao mesmo tempo. É que o livro tem tanta tensão, é tão absurdo e monstruoso. E dessa vez não tem nenhuma fantasia envolvida para nos lembrar que não passa de uma ficção. São tantas as semelhanças com a realidade que a gente acaba com medo do tempo passar e tudo se tornar real. É um livro muito mais pesado do que A Revolução e me deu muitos mais pesadelos. Mas pra quem gosta de cenários distópicos (ou nem tanto!) vale a pena dar uma lida nesse que é um dos maiores clássicos do gênero.


Ultimamente eu não tenho lido muito, mas esse post me fez me arrepender disso. Todos esses livros que recomendei aqui me trouxeram tantos bons momentos, tantas novas ideias e reflexões.

Só quem tem o hábito da leitura entende o que o fim de um bom livro representa: um misto de tristeza e felicidade, um turbilhão de emoções e novas vivências. Ler é uma das melhores experiências que podemos ter!

Espero muito que vocês gostem das indicações e possam aproveitar alguma delas como nova leitura. Me conta nos comentários se já leu ou quer ler algum desses livros que indiquei e também me indiquem os últimos livros que vocês leram e gostaram!

Livro: Thirteen Reasons Why (Os 13 Porquês)

Em 30.09.2016   Arquivado em Livros

Faz um tempão que eu não falo sobre livros aqui no blog, mas esse livro eu terminei de ler ontem e preciso compartilhar com vocês!

Hoje é o último dia de Setembro, e nós temos o Setembro Amarelo, uma campanha de conscientização sobre a prevenção do suicídio (se você não conhece esse projeto, eu recomendo que conheçam o site para saberem mais detalhes).

Então, além de falar um pouco sobre o livro, que permeia esse tema tão pesado, mas que não deixa de ser uma realidade (o suicídio), quero conversar um pouco sobre como a gente deve sempre se colocar no lugar das pessoas e nos preocuparmos com o impacto que temos sobre a vida delas.


Título: Thirteen Reasons Why (Os 13 Porquês)
Autor: Jay Asher
Editora: Razorbill (No Brasil foi publicado pela Ática)
Ano: 2007
Especificações: Li em e-book, pelo Kindle.

Ao voltar da escola, Clay Jensen encontra na porta de casa um misterioso pacote com seu nome. Dentro, ele descobre várias fitas cassetes. O garoto então ouve as gravações e se dá conta de que elas foram feitas por Hannah Baker – uma colega de classe e antiga paquera -, que cometeu suicídio duas semanas atrás.
Nas fitas, Hannah explica que existem treze motivos que a levaram à decisão de se matar e que Clay é um desses motivos. Agora ele precisa ouvir tudo até o fim para descobrir como contribuiu para esse trágico acontecimento.

Duas semanas após o suicídio de sua colega Hanna, Clay recebe uma caixa contendo 7 tapes gravados por ela, explicando os motivos que a levaram a cometer suicídio. São 13 pessoas envolvidas. Cada uma delas contribuiu de alguma forma e vai ter a sua história contada de um lado de uma das fitas.

Ele não poderia ficar mais chocado, afinal, ele era apaixonada pela Hanna e não consegue imaginar o que tenha feito que possa ter contribuído para transformar a vida dela em algo tão insuportável para que ela desejasse acabar com tudo.

Ao longo de toda a escuta, o Clay vai fazendo auto questionamentos e alguns complementos à história da Hanna. Mas eu realmente me incomodei com a falta de profundidade que ele ganhou. Além da Hanna, ele é o protagonista do livro e pouco é dito sobre ele. E ele pouco contrubui para a história que a Hanna está contando.

Uma informação importante: o gatilho para a depressão da Hanna, que a levou a cometer suicídio, foi o slutshaming – um tipo de bullying, onde uma garota é humilhada e ridicularizada por ser considerada fácil e/ou vulgar. Recomendo muito a leitura desse artigo para um entendimento melhor sobre o assunto. Muitas vezes a gente pode fazer algo parecido e nem se dar conta disso.

O livro é narrado em primeira pessoa, com a perspectiva destes dois personagens: a Hanna e o Clay. Quando é ela quem está “falando”, as palavras ficam em itálico, para conseguirmos identificar de quem é o ponto de vista.

A divisão dos capítulos é feita pelo número e pelo lado da fita, conforme elas vão sendo ouvidas pelo Clay.

Eu gostei muito do livro. Mas acho que poderia ter tido um pouco mais de profundidade no assunto tratado. Algumas coisas ficaram bem superficiais. E como eu já disse, eu gostaria que o Clay tivesse acrescentado um pouco mais à história, tanto na relação deles, como na vida dele e principalmente com informações adcionais sobre a Hanna e a vida dela. Houve, inclusive, algo que ele falou sobre o velório dela que eu fiquei extremamente intrigada, esperando que houvesse uma explicação para o que aconteceu, mas depois ele nunca mais retomou o assunto.

Vamos falar sobre depressão e suicídio?

O livro bate repetidamente na tecla Como as nossas atitudes impactam a vida das pessoas com quem nos relacionamos?. E eu tenho certeza que essa é uma discussão importantíssima para termos. Mas indo um pouco além disso, eu gostaria de perguntar: Por que a gente sempre quer decidir como as pessoas devem se sentir a respeito das coisas?

Lendo alguns comentários sobre este livro, eu me deparei com várias pessoas discutindo sobre se os motivos que a Hanna apresentou eram válidos ou se eram só drama e vontade de chamar a atenção. No próprio livro, um dos personagens não aceita o fato de que ele contribuiu para a morte da Hanna, ele alega que ela apenas estava procurando um motivo para colocar fim à vida, que ele não havia feito nada.

O que eu gostaria de chamar para reflexão, é que as pessoas são únicas e como nos sentimos a respeito de cada coisa é subjetivo e depende de uma série de fatores, como a nossa cultura, nossa criação, nosso temperamento… Cada sopro de vento a que estamos expostos constroem o que somos e como vamos reagir aos esímulos que recebemos na vida. É algo muito parecido com gosto: cada um tem o seu e nós devemos respeitar o do outro.

Talvez para o leitor que se deparar com a história da Hanna, os motivos que ela apresentar não sejam suficientes para que, caso aconteçam na vida desse leitor, ele coloque fim à própria vida. Mas eles foram suficientes para a Hanna.

Nós não decidimos como as pessoas vão se sentir a respeito das coisas que fazemos. Apenas elas podem decidir porque apenas elas vão sentí-las. É individual. Emoções não são padronizadas.


Eu quero te convidar a ler esse livro e refletir sobre esse assunto.

É um livro muito válido para todas as idades, mas acho que adolescentes deveriam o ter como leitura obrigatória. Algumas vezes nós somos duros com as pessoas, somos cruéis e perversos e não nos importamos de nos divertirmos em cima de seu sofrimento. Mas é importante refletirmos sobre as consequências a que isso pode levar.

Espero muito mesmo que vocês pensem sobre esse assunto e que possamos construir um mundo melhor e sem preconceito através das nossas atitudes.

Informações adcionais:
Você pode encontrar o livro em português e em inglês na Amazon. O ebook só está disponível em inglês. Eu não recebo nada caso você clique nesses links.

Morte Súbita (The Casual Vacancy)

Em 27.01.2015   Arquivado em Livros

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Faz tempo que não falo de livros por aqui. Não sei ao certo o porquê, mas um dos motivos é que tenho lido menos (mas ainda tenho lido regularmente). Aproveitando a “volta” do assunto ao blog, gostaria de anunciar um novo formato para esses posts. Não serão exatamente resenhas críticas, pois não tenho embasamento algum para fazê-las, mas vou fazer comentários pessoais sobre a história e sobre o livro . Para começar, escolhi o livro Morte Súbita, da autora J. K. Rowling. Nunca havia lido nada dela (não li Harry Potter) e gostei muito do que encontrei nesse livro.

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Título: Morte Súbita (The Casual Vacancy– no original)
Autor: J. K Rowling
Editora: Nova Fronteira
Edição: 1ª
Ano: 2012
Especificações: Brochura | 501 páginas

O que diz a sinopse:
Quando Barry FairBrother morre inesperadamente aos quarenta e poucos anos, a pequena cidade de Pagford fica em estado de choque.
A aparência idílica do vilarejo, com uma praça de paralelepípedos e uma antiga abadia, esconde uma guerra.
Ricos em guerra com os pobres, adolescentes em guerra com seus pais, esposas em guerra com os maridos, professores em guerra com os alunos Pagford não é o que parece ser à primeira vista.

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O livro se trata basicamente sobre política. Acompanhamos toda a repercursão da morte de Barry Fairbrother um dos Conselheiros Distritais de Pagford, um distrito localizado no interior da Inglaterra. Conhecemos a fundo vários personagens da história, através de seus pontos de vista que são narrados em terceira pessoa.
A morte de Barry causa uma vacância no Conselho Distrital, mas muito além disso, ela causa toda uma reviravolta na vida e no futuro de todos em Pagford. Muita intriga, mentira, segredos e revelações deixam o livro cheio de tensão, do início ao fim.  Foi a minha primeira (e única até agora) leitura desse ano e eu não tinha percebido que tinha gostado tanto, até começar a praticamente obrigar a Babi a ler, depois que ela pediu uma dica de leitura no facebook. Em Morte Súbita encontramos uma leitura madura, sofisticada e nada doce. É um livro sobre a vida real e suas amarguras.

O fato do livro ter como locação a Inglaterra é muito agradável. Apesar de Pagford ser um distrito fictício, os hábitos dos personagens são super ingleses e é gostoso de acompanhar. Como eu leio muito livro de autores norte-americanos, acho interessante variar a leitura para outra cultura.

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O livro em si (fisicamente falando) está lindo e eu fiquei encantada pela qualidade. Inclusive na última página somos informados sobre o papel utilizado na confecção do livro. Achei o máximo. A capa também está linda e tem um acabamento fosco, quase emborrachado, de excelente gosto. A diagramação está muito confortável para a leitura e eu praticamente não encontrei erros de gramática ou até mesmo de digitação ao longo da leitura. A Nova Fronteira está de parabéns!

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Gostei muito de Morte Súbita e com certeza recomendo, principalmente se você quer um livro sem frescura, sem água com açúcar .

Comprei o meu no fim de 2013 (!!!) e paguei R$24,90,  em uma promoção na Americanas loja física. Na época em todo canto estava R$49,90. Depois disso, vi também na Americanas por R$19,90, porém em uma edição econômica, com folhas brancas e em tamanho reduzido.

Olhando agora na internet, achei em uma SUPER PROMOÇÃO no Submarino por R$12,80!!! E pelo que li nos comentários é essa edição normal, a mesma que tenho. Se você se interessou, acho melhor correr… ahuahauh

Acabei de ler que The Casual Vacancy virou minisérie! Pelo que li os episódios irão ao ar em Fevereiro desse ano e a série conta com vários atores do elenco de Harry Potter. Mais informações aqui. Adorei essa notícia! *-*

Já leu esse livro? Quer ler? Não quer ler de jeito nenhum? Me conta nos comentários! 🙂

Coração de Tinta (livro)

Em 27.08.2014   Arquivado em Livros

Coração de Tinta é o primeiro volume da trilogia Mundo de Tinta, da escritora Cornelia Funke. É um título infanto-juvenil e foi adaptado para o cinema em 2008.

O que diz a sinopse:

Há muito tempo Mo decidiu nunca mais ler um livro em voz alta. Sua filha Meggie é uma devoradora de histórias, mas apesar da insistência não consegue fazer com que o pai leia para ela na cama. Meggie jamais entendeu o motivo dessa recusa, até que um excêntrico visitante finalmente vem revelar o segredo que explica a proibição. É que Mo tem uma habilidade estranha e incontrolável: quando lê um texto em voz alta, as palavras tomam vida em sua boca, e coisas e seres da história surgem como que por mágica.

Numa noite fatídica, quando Meggie ainda era um bebê, a língua encantada de Mo trouxe à vida alguns personagens de um livro chamado Coração de Tinta. Um deles é Capricórnio, vilão cruel e sem misericórdia, que não fez questão de voltar para dentro da história de onde tinha vindo e preferiu instalar-se numa aldeia abandonada. Desse lugar funesto, comanda uma gangue de brutamontes que espalham o terror pela região, praticando roubos e assassinatos. Capricórnio quer usar os poderes de Mo para trazer de Coração de Tinta um ser ainda mais terrível e sanguinário que ele próprio.

Quando seus capangas finalmente sequestram Mo, Meggie terá de enfrentar essas criaturas bizarras e sofridas, vindas de um mundo completamente diferente do seu. Coração de Tinta é um livro de Cornelia Funke, autora de diversos infanto-juvenis de sucesso, entre eles o aclamado O senhor dos ladrões (2004), também publicado pela Cia. das Letras, que vendeu meio milhão de cópias na Alemanha e outro meio milhão no resto do mundo, além de receber seis importantes prêmios da literatura infanto-juvenil nos Estados Unidos e na Europa.

Título: Coração de Tinta (Tintenherz – no original)
Autor: Cornelia Funke
Editora: Companhia das Letras (sob o selo Seguinte)
Edição: 1ª (14ª reimpressão)
Ano: 2006
Especificações: Brochura | 456 páginas

 O fato de não se lembrar de sua mãe, estar sempre mudando de casa e seu pai nunca ler em voz alta nunca realmente incomodou Meggie. Ela cresceu aceitando que as coisas eram assim porque eram e pronto. Até o dia em que um amigo muito estranho de seu pai surge no meio da noite, conversando sobre coisas estranhas e fazendo seu pai agir de uma forma que ela nunca vira antes. Tudo fica ainda mais esquisito quando Mo, seu pai, decide fazer uma viagem no dia seguinte.

Então Meggie é introduzida em um mundo completamente diferente, onde nomes como Dedo Empoeirado, Língua Encantada, Capricórnio e Basta são comuns, mas muito mais mágico do que isso, tudo o que se lê escrito em um livro pode se tornar real.

Não apenas Meggie e Mortimer sê vêem envolvidos em uma história cheia de maldade e magia mas também acabam arrastando quem estiver próximo a eles, como a tia de sua mãe, Elinor, e um simpático escritor chamado Fenóglio.

Faz muito tempo que quero ler esse livro. Eu já havia visto trechos do filme, então sabia qual era a trama principal da história: personagens que saem de um livro e acabam parando no nosso mundo, através da leitura de “Língua Encantada”, um leitor com esse incrível e assustador poder: ele torna real tudo o que lê em voz alta.
Como eu só havia visto o filme passando na TV (acho que meu pai estava assistindo – não me lembro ao certo), eu conhecia a história, mas nada muito aprofundado.

Infelizmente, minhas expectativas estavam altas e isso sempre influencia negativamente na minha avaliação. O livro é bom, mas eu esperava muito mais. Achei um pouco enrolado em alguns assuntos, com várias idas e vindas desnecessárias e cansativas.

A narrativa é em terceira pessoa e o foco sempre varia entre os personagens. Em alguns pontos acabei me confundindo sobre o personagem que estava sendo levado em consideração, mas não é nada prejudicial. Não é a melhor narrativa de livro que já li, mas também não é a pior. É uma boa leitura e flui razoavelmente bem.

Não me apaixonei por nenhum personagem e também não odiei profundamente nenhum. O Capricórnio poderia ser mais detestável, mas faltaram elementos que me impressionassem. Todas as vezes que falaram (bem superficialmente) sobre as maldades das quais ele era capaz, eu não me convenci.
Achei o Mo extremamente egoísta e cheio de si, carregando as pessoas totalmente alheias à história para dentro dos seus dramas.
A forma como acabou foi extremamente previsível, apesar dos elementos surpresa. Não gostei do fim, mas por ser o primeiro de uma trilogia, não é exatamente um fim, então pode ser que melhore, né?
No geral é um livro razoável, bom para passar o tempo e ler algo com uma linguagem mais simples. Levei um tempo muito grande para lê-lo (quase dois meses!) e apesar de ser em grande parte porque tenho estado muito ocupada, também atribuo à falta de um algo a mais, que me fizesse querer ler ao invés de assistir Cake Boss, por exemplo – e olha que o Buddy me irrita e eu acho os bolos dele horrorosos (hauahah).
Alguém já leu ou tem vontade de ler? Me conta nos comentários! 🙂

Os deixados para trás (The Leftovers)

Em 09.06.2014   Arquivado em Livros

Os deixados para trás é o livro mais famoso do escritor e roteirista Tom Perrota. No fim do mês estréia a nova série da HBO, The Leftovers, baseada no romance.
O que diz a sinopse:

O que aconteceria se, de repente, sem nenhuma explicação, pessoas simplesmente desaparecessem, sumissem no ar? É o que os perplexos moradores de Mapleton, que perderam muitos vizinhos, amigos e companheiros no evento conhecido como Partida Repentina, precisam descobrir. Desde o ocorrido nada mais está do mesmo jeito — nem casamentos, nem amizades, nem mesmo o relacionamento entre pais e filhos. O prefeito da cidade, Kevin Garvey, quer acelerar o processo de cura, trazer um sentimento de esperanças renovadas e propósito para sua comunidade traumatizada. Ainda que sua família tenha sido desfeita com o desastre: sua esposa o deixou para se juntar a um culto cujos membros fazem voto de silêncio; seu filho, Tom, abandonou a faculdade para seguir um profeta duvidoso chamado Santo Wayne; e sua filha adolescente, Jill, não é mais a dócil estudante nota dez que costumava ser. Em meio a tudo isso, Kevin ainda se vê envolvido com Nora Durst, uma mulher que perdeu toda a sua família no 14 de Outubro e continua chocada com a tragédia, apesar de se esforçar para seguir adiante e recomeçar a vida. Com emoção, inteligência e uma rara habilidade para enfatizar os problemas inerentes à vida comum, Tom Perrotta escreve um romance impressionante e provocativo sobre amor, conexão e perda. 

Título: Os deixados para trás (The Leftovers – no original)
Autor: Tom Perrota
Editora: Intrínseca
Edição: 1ª
Ano: 2012
Especificações: Brochura | 318 páginas


O dia 14 de Outubro ficou marcado na história. Ninguém jamais conseguiria esquecê-lo. Nesse fatídico dia, milhões de pessoas desapareceram ao redor do mundo. Homens e mulheres, crianças e adultos. Muçulmanos, católicos, budistas, protestantes e ateus. Anônimos e famosos, santos e pecadores.

Não houve padrão, as pessoas simplesmente desapareceram no ar, em uma fração de segundo.
Sem saber o que houve, os que ficaram para trás tentam encontrar explicações para o que chamaram de “Partida Repentina” e muitos começam a ter no Arrebatamento a resposta, mesmo levando em conta que muitas pessoas sem religião e até graves “pecadores” foram levados nesse dia.
Enquanto alguns buscam superar a perda – por mais difícil que isso possa ser – outros se apegam a crenças religiosas e acabam se tornando fanáticos. Seitas se formam, profetas aparecem. Tudo muda e todas as pessoas estão fadadas a sofrer grandes mudanças em suas vidas.
Mapleton é uma cidadezinha americana onde quase uma centena de pessoas sumiu no 14 de outubro. Kevin, o prefeito, teve sua família desfeita, mesmo que nenhum deles tenha desaparecido. Sua esposa Laurie, que sempre se declarou agnóstica, resolveu abandonar a família e se juntar a uma seita conhecida como os Remanescentes Culpados, onde os membros abdicam de tudo o são e possuem, fazem um voto de silêncio e perseguem pessoas aleatórias pelas ruas, para que ninguém nunca se esqueça do dia do Arrebatamento. Tom, seu filho mais velho, largou a faculdade para acompanhar um profeta que se auto denomina Santo e promete tomar a dor de seus fiéis para si ao abraçá-los. Jill foi a única que restou na casa, mas ela já não é a mesma. Depois do abandono de Laurie, Jill se rebela e muda de forma drástica.

Com toda a sua vida transformada, Kevin se envolve com Nora, que perdeu toda a família na Partida Repentina – seu marido e seus dois filhos – e é considerada a maior tragédia de toda a cidade.

Quando soube pela Intrínseca sobre a série que está para ser lançada na HBO, baseada nesse livro, eu quis lê-lo na hora. Gostei muito da premissa e achei o trailer ótimo. O li em pouco tempo e me surpreendi muito. A história é diferente de qualquer outra coisa que eu já tenha lido e a resposta dos personagens de acordo com um acontecimento tão singular não poderia ser mais real.

Na contra-capa o próprio mestre-divo-melhorescritordomundo-eídolo Stephen King fala do livro como uma alegoria do 11 de Setembro e apesar de entender o que ele quis dizer com isso, eu discordo (???). Isto é, no 11 de Setembro, muitas pessoas tiveram suas vidas mudadas de forma drástica, com a morte de maridos, filhos, pais, mães, avós, tios, amigos, vizinhos… Assim como no 14 de Outubro. A diferença é que eles sabiam que as pessoas que amavam estavam mortas e sabiam o motivo de sua morte. Tinham alguém para odiar e culpar por suas perdas. O 14 de Outubro foi uma incógnita. As pessoas desapareceram magicamente, como se nunca tivessem estado ali. Ninguém poderia afirmar se voltariam tão repentinamente quanto foram embora ou de quem era a culpa por isso. Foi difícil superar e seguir em frente, pois não dava pra ter certeza do que viria em seguida. E se eu arrumo um novo marido e o meu marido antigo reaparece? E se eu me mudo de cidade, estado e país e meus filhos voltam? Como superar um evento que não se tem certeza que chegou ao fim?

Gostei de todos os personagens que foram explorados. O livro é narrado em terceira pessoa e há pontos de vista a serem considerados ao longo dele todo, a cada momento o foco está em um personagem. Kevin, Laurie, Tom, Jill e Nora são expostos para que os amemos ou odiemos. Eu não apenas consegui entender o que cada um deles sentia como consegui me colocar no lugar deles e pude imaginar que minhas reações ao que cada um passou seriam muito parecidas com as que tiveram. Em vários momentos eu os julguei e até tentei condená-los, mas não foi possível. Até mesmo a decisão da Laurie me tocou. A rebeldia da Jill me comoveu. As decisões sem fundamento do Tom me convenceram. O drama da Nora me emocionou.  Consegui compreender a letargia do Kevin. Como julgar a reação de uma pessoa a um evento tão assustador e inimaginável?

Cada um dos personagens foi afetado de alguma forma no 14 de Outubro. Seja diretamente como a Nora, que perdeu toda a família, ou absolutamente indiretamente como o Tom, que ficou ressentido pelo desaparecimento de um colega que não via desde a sexta série.

Eu adorei o livro. Não achei previsível, a cada momento eu imaginei um final diferente e inclusive quando os acontecimentos do final foram tomando forma eu ainda me surpreendi com as últimas linhas. Gostei demais da história e de tudo o que envolve. Com certeza vou assistir a série (estreia na HBO dia 29 de Junho).

Já leram? Se interessaram em ler? Conta nos comentários!

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